Larry William Chang, especialista em doenças infecciosas dos EUA, revelou ao jornal estatal chinês, ‘Global Times’, que «um segundo surto na China é inevitável até que tenhamos uma vacina ou tratamentos eficazes», ressalvando, contudo, que «com testes intensivos, rastreamento de contactos e isolamento social, a sua propagação pode ser controlada».
Com base nesta análise, é lançado um alerta para o facto de ser «extremamente provável» e até «inevitável» que a China volte a enfrentar um novo surto de Covid-19, à medida que a pandemia aumenta em todo o mundo, e mesmo com China a voltar gradualmente ao normal, suspendendo até as restrições de viagens que manteve durante cerca de dois meses, em Whuan, epicentro do vírus, uma vez que há cinco dias consecutivos que o país não regista qualquer novo caso.
Algumas falhas no processo de triagem de saúde, bem como nos períodos de quarentena para pessoas que chegam do exterior, são os principais factores apontados para o possível surgimento de uma nova crise, de acordo com o ‘Global Times’.
Também o facto da China registar uma elevada percentagem de casos assintomáticos, ou seja, pessoas portadoras do vírus mas que não apresentam qualquer sintoma, contribui para aumentar a probabilidade de um novo surto, avança o mesmo jornal.
Um em cada três testes positivos de coronavírus remetem para casos assintomáticos, de acordo com dados do governo chinês a que o ‘South China Morning Post’ teve acesso.
Perante a pressão da população, a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan divulgou na segunda-feira um comunicado, dizendo que todos os casos assintomáticos devem ser isolados em campos de quarentena durante 14 dias.





