Covid-19. Espanha teve cerca de dois milhões de casos e detetou apenas 12%, diz estudo

O Ministério da Saúde espanhol apresentou, esta quinta-feira, os resultados da segunda ronda do estudo de soroprevalência ENE-COVID. “Quando apresentamos os resultados da primeira ronda, tivemos apenas 30% de análise laboratorial, agora conseguimos analisar praticamente todas as amostras”, explicou Raquel Yotti, diretora do Instituto de Saúde Carlos III, que projetou a pesquisa populacional mais abrangente, até agora realizada.

A prevalência estimada pelo trabalho é de 5,2% (com intervalo de confiança de 4,9 a 5,5%), confirmando os resultados provisórios da primeira ronda do estudo, que ofereceu uma média de 5% positivo para SARS-CoV-2 com variações regionais importantes.

O estudo mostra que Soria continua a ser a província mais afetada com 14,7% de positivos.

Segundo detalhou a diretora do Centro Nacional de Epidemiologia, participaram nesta ronda 63.564 cidadãos recuperados, dos quais 5.847 são novos. Os participantes foram submetidos a um teste rápido e exame de sangue para detectar a chamada imunoglobulina G, as defesas do corpo uma vez superada a doença. A confiabilidade cruzada de todos esses testes é de aproximadamente 97% .

“Tivemos cerca de dois milhões de casos em Espanha e detetámos 11 a 12%”, disse, acrescentando que, no geral, quase 1% dos participantes do estudo desenvolveram o coronavírus nas três semanas decorridas entre rondas.

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