Com o estado de emergência decretado e os movimentos dos cidadãos reduzidos ao mínimo indispensável (com polícia na rua a decidir o que é ou não dispensável), o Estado espanhol anunciou que vai assumir parte das operações e do equipamento (como máscaras ou testes) do setor privado de saúde.
“O setor privado está agora à disposição das autoridades de saúde”, afirmou Salvador Illa, ministro da Saúde,. acrescentando que “qualquer empresa que possa produzir máscaras, ventiladores, desinfetante tem 48 horas para comunicar a sua disponibilidade ao governo, ou então podem ser multados”.
Além de abrir clínicas privadas e hospitais militares ao sistema de saúde público, o governo espanhol também disponibilizará outros espaços públicos e privados que podem ser “tomados” para melhor combater o vírus. No início da semana, Madrid disse que pode vir a ter de utilizar hotéis como hospitais improvisados, escreve o “The Guardian”.
Em matéria de segurança, a ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, avançou que colocaria uma unidade militar especializada em emergências,nas ruas, um pouco por todo o país. Os hospitais militares também serão colocados à disposição das autoridades de saúde e as farmácias militares foram requisitadas para aumentar a produção de desinfetantes e medicamentos genéricos.
A Unidade de Emergência Militar (UME) expandiu o contingente para 1.100 soldados em 13 províncias esta segunda-feira, das 350 tropas em sete províncias que começaram a operar neste domingo. Vão patrulhar alguns locais e infraestruturas críticas, onde podem ocorrer aglomerações (estações de comboios, aeroportos, hospitais) e onde tarefas de desinfecção possam ser necessárias, segundo o “El País”.













