Covid-19: Empresa americana vai doar medicamento experimental que pode tratar 140 mil pessoas

O medicamento será oferecido solidariamente para ensaios clínicos, com o objectivo de tratar pacientes com sintomas graves, estimando-se que possa tratar cerca de 140 mil pessoas.

Simone Silva

A empresa de biofarmacologia americana, ‘Gilead Sciences Inc.’ anunciou a doação de 1,5 milhões de doses de um medicamento experimental contra a Covid-19, chamado ‘remdesivir’, que pode vir a tratar cerca de 140 mil pacientes, de acordo com a agência ‘Bloomberg’.

O medicamento será oferecido solidariamente para ensaios clínicos, com o objectivo de tratar pacientes com sintomas graves, segundo uma carta aberta escrita pelo presidente e CEO da empresa, Daniel O’Day. Vai também existir um reforço do fornecimento de ‘remdesivir’ para mais de 500 mil cursos de tratamento até Outubro e para mais de um milhão até o final do ano. O tempo de produção também foi acelerado para seis meses, quando anteriormente era de um ano, segundo O’Day.

«Enquanto trabalhamos com a máxima urgência nas necessidades imediatas com as quais nos deparamos, também estamos ansiosos», disse. «Nas próximas semanas e meses, vamos poder aumentar ainda mais o nosso fornecimento de ‘remdesivir’, à medida que as matérias-primas com prazos de entrega longos se tornarem disponíveis para produção».

A empresa revelou na semana passada que está a mudar para o «acesso alargado» a partir de um programa de «uso solidário», sob o qual o remdesivir foi administrado. A medida vai acelerar a sua utilização de emergência, para vários pacientes graves. «Mais de 1.700 pacientes foram tratados através deste tipo de programas», disse O’Day na carta. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse em Janeiro que o remdesivir era considerado o candidato terapêutico, com maior probabilidade de sucesso no combate ao novo coronavírus, devido à sua capacidade antiviral e aos dados existentes, que tiveram por base estudos em humanos e animais. O medicamento foi desenvolvido inicialmente para a Ébola e estudado em pacientes no leste do Congo.

Continue a ler após a publicidade

Vários ensaios clínicos estão agora a investigar os efeitos do medicamento em pacientes Covid-19 na China, bem como em outros países do mundo.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.