O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e antigo primeiro-ministro português, António Guterres, defendeu que a pandemia de Covid-19 «é uma emergência de saúde pública», assim como «uma crise económica, social e humanitária que está a tornar-se numa crise de direitos humanos».
Guterres falava esta quinta-feira, num um vídeo publicado na sua conta oficial na rede social Twitter. «As pessoas – e os seus direitos – têm de estar na frente e no centro. E em tudo o que fazemos, não nos esqueçamos: a ameaça é o vírus, não são as pessoas. Estamos nisto juntos, todos».
«O vírus ameaça todos, os direitos humanos ajudam todos a levantar-se. Ao respeitar os direitos humanos neste tempo de crise, vamos construir soluções mais eficazes e inclusivas para a emergência de hoje e para a recuperação de amanhã», acrescentou.
#COVID19 is a public health emergency — that is fast becoming a human rights crisis.
People — and their rights — must be front and centre.
Continue a ler após a publicidadeMy new report on how human rights can and must guide #coronavirus response & recovery: https://t.co/CmYirKbsci pic.twitter.com/rssMV0MPBg
— António Guterres (@antonioguterres) April 23, 2020
António Guterres anunciou ainda a publicação de um relatório da ONU sobre «como os direitos humanos podem e devem guiar a resposta e a recuperação face à Covid-19».
A nível global, segundo um balanço da “Agence France-Press”, a pandemia da Covid-19 já provocou mais de 181 mil mortos e infectou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 593.500 doentes foram considerados curados.
Portugal conta já com 21.982 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 785 óbitos, segundo o boletim epidemiológico da Direção Geral da Saúde desta quarta-feira, dia 22 de Abril.
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».














