Covid-19: “Em janeiro recebemos mais de um milhão de chamadas na Linha de Saúde24”, revela Marta Temido

Ministra da Saúde recordou que os sistemas de informação não são elásticos mas já foi possível automatizar algumas respostas

Francisco Laranjeira

A ministra da Saúde revelou esta sexta-feira na TVI que a Linha de Saúde24 recebeu, só em janeiro, “mais de um milhão de chamadas, é uma grande pressão”. “Os sistemas de informação têm capacidades que não são elásticas mas já conseguimos automatizar algumas respostas, conforme conhecemos melhor a evolução da doença”, frisou Marta Temido, que recordou a pandemia há um ano.

“Verificámos que a nova variante Ómicron parece-nos menos agressiva e por outro lado a vacinação faz toda a diferença. Ganhamos confiança quando olhamos hoje para os cuidados intensivos. Há um ano estávamos debaixo de uma onda duríssima – todos recordamos as ambulâncias, a pressão nas redes de oxigénio, a falta de camas disponíveis. Hoje não temos isso, os níveis de utilização dos cuidados intensivos é sustentável, que permite tratar outras patologias”, explicou a ministra da Saúde.

O processo de vacinação deixa Portugal “bastante bem. Temos dos melhores valores do mundo, já com 2,6 milhões de pessoas já com dose de reforço”, apontou, salientando o processo de vacinação das crianças.

“Sentimos que numa fase inicial houve alguma apreensão relativamente ao processo. No início houve muitas inscrições mas o ritmo não se manteve de forma constante. Vacinámos praticamente metade do universo previsto (48%) das crianças. Temos de combinar a necessidade de ser rápidos mas ao mesmo tempo dar às pessoas o seu espaço de decisão”, referiu Marta Temido, debruçando-se sobre o futuro.

“É provável que sim (surgimento de uma nova variante). A capacidade do vírus em se transformar faz parte do seu processo evolutivo. Não sabemos o que vai acontecer. Mas daqui até lá, temos de continuar as nossas vidas”, explicou, garantindo que o nosso país “vai com uma semana de atraso” em relação às ondas da Covid-19 que assolam a Europa “Não há grande tempo para aprender com as experiências dos outros. Mas vai acabar, vamos passar a outra fase mas vamos ficar mais fortes com as cicatrizes desta pandemia”, finalizou.

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