O segmento de viagens do El Corte Inglés anunciou a decisão de avançar com um processo de lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho), justificado por “por razões produtivas” que afetará 4.500 colaboradores, ou seja, 90% da força de trabalho.
Sobre este lay-off, fontes sindicais afirmaram à agência Efe, que foi aprovado na noite passada (desta sexta-feira) e será apresentado na segunda-feira à autoridade do Trabalho, efetivando-se a partir desse mesmo dia.
Estas mesmas fontes indicaram que “mais de 90% dos trabalhadores receberão 82% do seu salário fixo trabalhando 40% do seu dia útil e 85% no caso de trabalharem metade do tempo, o que será possível graças a um complemento sobre subsídio de desemprego durante os meses de maio a setembro.
Entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021, esse complemento será prorrogado se o volume de negócios acumulado no final do mês anterior exceder 10% das previsões.
“A medida a ser aplicada será, com prioridade absoluta, a suspensão em dias inteiros”, apontaram as fontes, com o objetivo de evitar ir até às instalações “todos os dias para fazer algumas horas”.
A empresa acordou com os representantes dos trabalhadores não promover nenhum processo coletivo de rescisão de contrato até 31 de dezembro de 2021, a menos que surjam circunstâncias novas e graves após a conclusão do lay-off que não foram contempladas ou são previsíveis ao dia de hoje.
Haverá ainda uma comissão de monitorização “para responder às melhorias nas atividades, transferir solicitações e sugestões para melhoria de calendários, turnos e coordenadores”, apontaram as mesmas fontes.
A 14 de abril, os sindicatos deram nota de que a “Viajes El Corte Inglés” estudava a aplicação deste lay-off devido a quebra da produção e que por afetar 90% da força de trabalho poderá durar até março de 2021.
No final de março, a empresa já apresentara um lay-off para 1.900 dos seus trabalhadores.














