Henrique de Barros, especialista do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, disse esta terça-feira na reunião do Infarmed, que a efetividade da vacina contra a Covid-19 é de 91%, ou seja, é igual à eficácia verificada nos ensaios da vacina. «É uma segurança extraordinária», afirmou.
Segundo o responsável, «a infeção decresceu muito nos profissionais de saúde a partir do momento em que começaram a ser administradas vacinas», isto se comparado com o risco de infeção na generalidade da população.
Até existir vacina, os profissionais de saúde eram os mais afetados pela doença, até porque se faziam mais testes, mas assim que a vacinação começou, a infeção reduziu de forma mais rápida e mais cedo do que no resto da população. «A partir desse momento houve metade dos casos esperados devido à vacinação», adiantou.
«Se compararmos a proporção de vacinados entre as pessoas que tiveram a infeção com as pessoas que não foram vacinadas, vemos que tivemos sete casos nos vacinados para cada 100 casos nos não vacinados (0,07%)», o que se traduz na tal eficácia de 91%, indicou Henrique de Barros.












