Covid-19: dose de reforço reduz quase 100 vezes a possibilidade de morte em relação aos não vacinados, apontam especialistas

Já o risco de morrer em relação aos vacinadas apenas com a dose primária é de somente 14 vezes

Francisco Laranjeira

As pessoas não são vacinadas contra a Covid-19 têm 97 vezes mais hipóteses de morrer devido ao vírus do que as pessoas vacinadas e com dose de reforço, de acordo com os dados apresentados na última quarta-feira pela diretora do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Rochelle Walensky.

“As doses de vacinação e reforço diminuem substancialmente o risco de morte pela Covid-19”, referiu Walensky, numa apresentação da Equipa de Resposta à Covid-19 da Casa Branca, sobre dados recolhidos na semana que terminou a 4 de dezembro.

“O número médio de mortes semanais para aqueles que não foram vacinados foi de 9,7 por 100 mil pessoas, mas apenas 0,7 por 100 mil pessoas para aqueles que foram vacinados. O que significa que o risco de morrer da Covid-19 foi 14 vezes maior para pessoas que não foram vacinadas em comparação com aquelas que receberam apenas a série primária. Para aqueles que receberam um reforço, a média de mortes semanais foi de 0,1 por 100 mil pessoas, o que significa que os indivíduos não vacinados tinham 97 vezes mais chances de morrer em comparação com aqueles que receberam reforço.”

Os dados do sistema de vigilância Covid-NET do CDC mostram que 54% das pessoas hospitalizadas tinham mais de 65 anos e não são vacinadas, apesar de haver somente 12% das pessoas nessa faixa etária não serem vacinadas. Apenas 8% dos pacientes hospitalizados foram vacinados e receberam a dose de reforço. “Essas mesmas tendências são vistas em todas as faixas etárias”, disse.

“Esses dados mostram-nos que a percentagem de pessoas que estão atualmente hospitalizadas devido à Covid-19 está desproporcionalmente não vacinada e desproporcionalmente não reforçada. Além disso, esses dados confirmam que a vacinação e o reforço continuam a proteger contra doenças graves e hospitalização, mesmo durante o surto da Ómicron”, finalizou.

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