Todos os segmentos do vasto universo dos negócios da Disney enfrentam riscos provocados pela pandemia da covid-19, mas nem todos tanto quanto a área de parques de diversão da empresa, defende o analista do UBS, John Hodulik, que reviu em baixa, esta semana, as suas estimativas para o grupo, considerando “neutro” o interesse nas suas ações.
Os mercados continuam voláteis e as ações da Disney caíram 3,7% nas negociações da manhã desta segunda-feira, sendo que o analista cortou as suas previsões, no preço das ações da Disney, em 114 dólares, ficando em 162 dólares, por ação.
A análise de Hodulik pressupõe que a empresa não poderá reabrir os seus parques até ao próximo dia 1 de janeiro de 2021, e mesmo partindo desta base, considera que esta área de negócio vai permanecer bastante pressionada no período que se segue.
“[A] recessão económica mais a necessidade de distanciamento social, novas precauções de saúde, falta de viagens e aversão à multidão provavelmente tornarão este negócio menos lucrativo, até que exista uma vacina amplamente disponível”, afirma Hodulik num artigo a que chamou de “No olho da tempestade”, citado pelo ‘Market Watch’.
Hodulik estima ainda que os parques possam “recuperar sua recente cadência operacional em aproximadamente 18 meses, coincidindo com as primeiras expectativas de uma vacina amplamente disponível para a covid-19”.
Por outro lado, o analista mostra-se também receoso com os negócios de media da empresa. A falta de conteúdo desportivo, de jogos ao vivo, já está a impactar negativamente a Disney, podendo mesmo chegar ao das suas fracas campanhas publicitárias “levarem toda a indústria a cair”.




