A Direcção Geral da Saúde (DGS) esclareceu este sábado as notícias sobre a discrepância nos dados disponibilizados, dizendo que o organismo «tem-se pautado por uma relação de rigor e transparência nos relatórios diários, comunicações, conferências e entrevistas», pode ler-se num comunicado enviado às redacções.
Na mesma nota é explicado que a DGS «é responsável pela vigilância epidemiológica em Portugal, o que inclui a vigilância da COVID-19 desde os primeiros casos em Wuhan na China», através do «sistema nacional de vigilância epidemiológica (SINAVE), que é utilizado para contabilizar os casos de COVID-19».
O organismo justifica que o SINAVE «depende da notificação atempada pelos médicos e laboratórios que identificam os casos em todo o território nacional» e garante que «as notificações recebidas são analisadas diariamente para garantir a validade dos dados de modo a suportar as intervenções em Saúde Pública».
«Todos os dias existe um processamento dos dados no sentido de agregar os dados clínicos e laboratoriais à mesma pessoa, confirmar o estado de doente COVID-19 e identificar duplicados. Posteriormente estes dados são ainda sujeitos a um controlo de qualidade antes da publicação do relatório de situação epidemiológica», explica a DGS.
Em jeito de conclusão o organismo informa que mantém «uma relação de rigor e transparência nos relatórios diários, comunicações, conferências e entrevistas», e que «continua a apostar na inovação e sustentabilidade dos seus sistemas de informação e análise para fazer frente aos desafios das emergências de Saúde Pública».
O ‘Expresso’ avançou este sábado que a DGS não estaria a contabilizar todos os casos do novo coronavírus, visto que existem laboratórios e médicos que não registam todos os positivos. A mesma publicação dá conta da existência de muitos profissionais que colocam em risco a veracidade dos dados epidemiológicos. Em causa estão discrepâncias de números entre as instituições locais e as autoridades de saúde nacionais.













