Covid-19: Dinamarca vai deixar de usar a vacina da AstraZeneca (de forma permanente)

A Dinamarca vai deixar permanentemente de administrar a vacina contra a COVID-19 da AstraZeneca, noticiou a estação televisiva do país, TV 2 esta quarta-feira.

Simone Silva

A Dinamarca é o primeiro país a anunciar que vai deixar permanentemente de administrar a vacina contra a COVID-19 da AstraZeneca, noticiou a estação televisiva dinamarquesa, TV 2, esta quarta-feira, citada pela agência ‘Reuters’.

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Segundo o mesmo canal, esta medida vai atrasar a implementação da vacinação na Dinamarca por algumas semanas, uma vez que fazia parte do plano de vacinação traçado inicialmente.

Ainda esta quarta-feira, adiantou a ‘TV2’ será apresentado um novo calendário atualizado, no qual a vacina AstraZeneca vai deixar de estar incluída.

As primeiras doses de vacina da farmacêutica anglo-sueca, foram entregues na Dinamarca no mês de fevereiro, tal como estava previsto, mas desde 11 de março que a vacinação com este fármaco tem estado suspensa. Sabe-se agora que a situação será permanente.

Em causa estão as já reportadas ligações entre a vacina e a formação de coágulos sanguíneos, ou tromboembolismos, que levaram muitos países a suspender temporariamente a sua administração, ou a restringi-la a determinados grupos etários.

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Portugal é um desses exemplos, com as autoridades de saúde a decidir que a vacina só deve ser administrada a maiores de 60 anos, à semelhança do que aconteceu em outros países europeus.

Ainda assim a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla e inglês), continua a reiterar que os benefícios da vacina superam os riscos, apesar de admitir ter encontrado «possíveis ligações» entre o fármaco e «casos raros de coágulos sanguíneos».

Do que se trata exatamente? 

O Tromboembolismo é um coágulo sanguíneo que se forma nas veias do corpo, normalmente na perna, apesar de o braço, abdómen e zona circundante do cérebro também poderem ser afetados. O coágulo pode formar-se devido a danos numa veia, ou a um espessamento ou abrandamento do sangue que circula pelo corpo.

Os sinais mais graves deste tipo de problemas, classificados como tromboembolismos, incluem sintomas semelhantes aos do AVC, como fraqueza do rosto e dos membros de um lado do corpo, convulsões, coma e, por fim, em casos mais graves morte.

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Qualquer pessoa que passe a sofrer de dores de cabeça, visão turva, falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas, dor abdominal e hematomas ou que detetou manchas abaixo do local de vacinação por quatro dias após uma injeção deve procurar atendimento médico.

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