Covid-19: DGS adianta que o pico da pandemia «não se registará antes de maio»

Declarações divulgadas na conferência de imprensa diária desta sexta-feira, que actualiza os últimos desenvolvimentos sobre a pandemia de covid-19.

Simone Silva

O secretário de estado da saúde António Sales disse, na conferência de imprensa diária da Direcção Geral da Saúde (DGS), desta sexta-feira, que importa concentrar esforços na ajuda aos sem abrigo, reclusos, doentes crónicos, vítimas de violência doméstica. No caso do sistema prisional, António Sales afirma que suspenderam as visitas, as transferências, e é exigido o isolamento para novos reclusos e enfermarias de retaguarda.

António Sales indica que «chegaram hoje 4,6 milhões de máscaras cirúrgicas e outros equipamentos». E que mais de 4500 médicos responderam ao apoio para reforçar o SNS, bem como cerca de 1200 enfermeiros, «muito deles já estão a prestar serviço nas instituições, ajustados às necessidades de cada instituição».

Relativamente aos testes, o responsável lembra que pode existir alguma demora, mas que «ontem já foram testadas 2500 pessoas, para uma capacidade de testagem de cerca de 5600». No que diz respeito a outro tipo de testes mais rápido, pode haver um reforço dessa capacidade.

António Sales refere que existe uma capacidade de 1142 ventiladores, 528 dos quais nos cuidados intensivos, 480 em bloco operatório, contando ainda com doações de empresas e particulares que podem ajudar a reforçar o serviço. «Os ventiladores vão chegar faseadamente», indica referindo que os o preços variam entre os 11 mil euros e os 80 mil euros.

A acompanhar António Sales na conferência estava também a directora geral da saúde, Graça Freitas, que indica que, «O período de pico não se registará antes do mês de Maio», refere Graça Freitas sublinhando que «não será um momento instantâneo no tempo, mas um planalto», ou seja pode durar ainda alguns dias ou semanas a estabilizar.

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Relativamente aos números Graça Freitas indica que a colheita da informação é agora feita directamente junto dos hospitais, ao contrário do que acontecia antes, quando a informação era recolhida nas administrações regionais de saúde. «O número de recuperados é baixo porque a epidemia demora tempo a curar», refere a directora geral de saúde.

Relativamente as pessoas que não de deslocam às urgências com medo da pandemia, Graça Freitas indica que «não podem deixar de ir», sublinhando que a covid não pode interferir em outras doenças. A responsável indica que estão reunidas todas as condições nos hospitais para garantir a segurança.

Graça Freitas enfatiza a importância da prevenção na epidemia. «As medidas preventivas são quase todas exteriores ao SNS, começam nos cidadãos», refere.

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«A sociedade tem de se organizar para evitar contacto entre pessoas», afirma Graça Freitas, dando o exemplo de lares de idosos, e indicando que uma medida preventiva nesses casos pode ser um desdobramento da população do lar em duas instituições, para que «a densidade de pessoas seja diferente e exista um maior distanciamento social», afirma.

Em Portugal o número de pacientes infectados com Covid-19 subiu para os 4.268, já as vítimas mortais são cerca de 76, de acordo com o boletim epidemiológico da DGS, divulgado esta sexta-feira.

 

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