Covid-19: Depois do teste com sucesso em macacos, Oxford diz ter vacina eficaz. Pode estar pronta em Setembro

São muitas as empresas que tentam desenvolver uma vacina contra a Covid-19. Oxford vai à frente na corrida depois dos testes em macacos se terem mostrado promissores.

Simone Silva

São já muitas as empresas dos diversos países que têm tentado desenvolver uma vacina eficaz contra a Covid-19, numa verdadeira luta contra o tempo. O laboratório da Universidade de Oxforf, no Reino Unido está actualmente na frente da corrida, depois de terem testado a substância em macacos e o resultado ter sido bastante promissor, de acordo com o ‘New York Times’.

O Edward Jenner Institute for Vaccine Research (instituto Edward Jenner para investigação de vacinas, nome do laboratório) está a desenvolver uma vacina que já mostrou ser segura em humanos, em experiências anteriores. Os testes em cerca de 1100 voluntários tiveram inicio na semana passada, com ensaios clínicos já programados para Maio em mais de cinco mil pessoas.

Os cientistas que se encontram por detrás do processo estão confiantes e optimistas de que a sua vacina é segura e terá resultados eficazes no combate e na prevenção da contaminação do vírus. Estima-se que caso os reguladores aprovem com urgência a vacina, os primeiros milhões de doses possam chegar ao mercado em Setembro, muito antes de outras previsões.

Outro indicador que transmite mais confiança na eficácia do fármaco, é o facto de já ter sido testado com sucesso em macacos, no Instituto Nacional de Saúde do laboratório Rocky Mountain, em Montana, nos Estados Unidos. Os cientistas expuseram macacos à Covid-19, administrando a vacina a seis deles, que se mantiveram saudáveis durante mais de 28 dias, ao contrário dos outros que acabaram por adoecer.

Ainda assim isto é apenas um indicador de sucesso, não uma garantia de que o fármaco vá ter o mesmo efeito nos humanos, porque apesar do organismo ser semelhante, não é totalmente igual.

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Se os resultados do ensaio clínico em humanos forem positivos, mostrando que aqueles que receberam a vacina não ficam doentes ao contrário dos outros, Adrian Hill, diretor do instituto Edward Jenner, garante: «Faremos uma festa e contaremos ao mundo!».

No entanto, mesmo que os resultados não sejam os mais favoráveis, a pesquisa continua a ser útil para ajudar outros cientistas, laboratórios, governos e financiadores a alargar os seus conhecimentos acerca da natureza do novo coronavírus e da resposta do sistema imunitário, segundo o ‘New York Times’.

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