Covid-19: crianças entre os 5 e 11 anos são a prioridade da DGS na campanha de vacinação neste outono

Só 43% das crianças entre os 5 e 11 anos têm o esquema vacinal primário contra a Covid-19 completo, segundo os dados da Direção-Geral de Saúde (DGS)

Revista de Imprensa
Agosto 30, 2022
9:01

Só 43% das crianças entre os 5 e 11 anos têm o esquema vacinal primário contra a Covid-19 completo, segundo os dados da Direção-Geral de Saúde (DGS), revelados esta 3ª feira pelo jornal ‘Público’ – muito longe da taxas de vacinação dos restantes grupos etários, cuja taxa de vacinação é superior aos 97%.

Face aos números apresentados, a DGS assumiu como prioridade, nas Linhas Orientadoras Outono-Inverno 2022/2023, “a conclusão dos esquemas atualmente recomendados para as pessoas com 5-17 anos (esquema vacinal primário) e para as pessoas com mais de 18 anos (reforços)”. No caso da faixa etária entre os 18 e 24 anos, a taxa de vacinação situa-se nos 54%, um valor abaixo da referência para as restantes faixas etárias.

A nova campanha de vacinação contra a Covid-19 está prevista arrancar no próximo dia 5 de setembro e serão colocados a funcionar 84 centros de vacinação, sobretudo nas grandes cidades, e criados 358 pontos de vacinação em Unidades de Saúde Familiar e extensões de centro de saúde espalhados por todo o país, revelou à publicação diária Diogo Urjais, vice-presidente da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar, que sublinhou que a DGS vai determinar um novo intervalo entre doses ou infeções – atualmente é de 120 dias e deve passar para 90 dias.

A campanha vai arrancar com as vacinas disponíveis atualmente no mercado. “Atendendo a que esta estratégia de vacinação tem como objectivo reduzir a covid-19 grave, a hospitalização e a morte, a vacinação dos grupos elegíveis não deve ser protelada caso não estejam disponíveis vacinas adaptadas aquando do início da campanha de vacinação, devendo utilizar-se as vacinas actualmente disponíveis e autorizadas”, pôde ler-se no documento da DGS.

No entanto, a DGS referiu refere ainda que quando estiverem disponíveis as novas vacinas adaptadas pode haver uma “adaptação desta estratégia de vacinação, nomeadamente através da recomendação de vacinação de grupos adicionais”.

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