A denúncia parte de Jorge Pisco, presidente da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), que critica a forma como os bancos estão a gerir o crédito ao relançamento da actividade económica nacional.
Os créditos bancários «não têm chegado às empresas. As micro e pequenas empresas não têm tido acesso a essas medidas e não têm podido aceder aos créditos bancários. A lay-off não foram as micro e pequenas empresas que foram contempladas» e «os próprios sócios-gerentes», admitiu, poucos minutos depois de ser recebido em Belém por Marcelo Rebelo de Sousa. «A própria medida que o Governo criou dizendo que os sócios-gerentes estavam contemplados também não foi possível», apontou ainda.
«O senhor presidente foi muito sensível» às propostas que a CPPME tem vindo a apresentar ao Governo, começou por apontar Jorge Pisco, nomeadamente três delas: a primeira delas, a criação de um fundo de tesouraria (a fundo perdido), apoiado no Orçamento de Estado para as micro empresas (serão cerca de cinco mil e 500 milhões de euros); evitar que se evite o acesso aos apoios por parte de empresas com situação irregular na Segurança Social e junto do Fisco e, por último, a «criação de um regulamento que não discrimine – como tem sido até aqui – os sócios gerentes». «São três medidas para os quais o Presidente foi sensível», reafirmou.
«Estava para entrar para a reunião com o Presidente quando tive conhecimento de que a Segurança Social estaria a disponibilizar hoje um impresso que deveria ter estado disponível no passado dia 15 para permitir que os sócios-gerentes – aqueles que estavam contemplados no tal regulamento – poderem aceder ao mês de Abril e que diz que agora estará disponível a partir de hoje e que esse apoio só será para o mês de Maio», acrescentou ainda. «Lá estamos nós a adiar mais um mês», lamentou.
Os dados da CPPME mostram «uma situação calamitosa», salientou. «Os dados que o Governo tem transmitido (…) não são de micro e pequenas empresas. (…) Basta ver o inquérito oficial do INE e do Banco de Portugal» e que «é bem explícito das dificuldades», considerou ainda.
«Claro que nos sentimos abandonados pelo Governo», atirou o presidente da CPPME.
*Notícia actualizada às 16:50














