Covid-19: Costa quer alívio «gradual» de restrições a cada 15 dias. «Calendário» do desconfinamento chega no fim-de-semana

António Costa admite que podemos vir a ter Maio e Junho como «meses de transição» para um progressivo «desconfinamento».

Ana Rita Rebelo

As medidas restrictivas devem ser levantadas «de forma gradual, com uma cadência de quinze em quinze dias, deve ser progressiva, sector a sector, evitando a aglomeração em determinados pontos ou locais, com gestão crítica da rede de transportes públicas, com melhoria da oferta e procura horário desfasada», defendeu o primeiro-ministro, que falava no debate quinzenal.

António Costa admite que podemos vir a ter Maio e Junho como «meses de transição» para um progressivo «desconfinamento». Mas deixou o recado: «Desconfinamento não é o voltar à vida que tínhamos em Fevereiro». O chefe do Governo reafirmou que este é um vírus com o qual «vamos ter de conviver» por tempo indeterminado.

O primeiro-ministro adiantou que na próxima terça-feira, dia 28, haverá uma nova reunião com especialistas, para avaliar os passos seguintes, prometendo um «calendário» para o desconfinamento. «É importante que as pessoas comecem a ver a luz ao fundo do túnel. (…) Mas também é importante que estejam preparadas para recuar», alertou, sublinhando que «quando formos libertando estas restrições nada vai ser como antes» e que «para podermos andar nos transportes públicos, temos de usar máscara. Para ir à escola, temos de usar máscara. Para ir aos restaurantes, a lotação não pode ser a mesma de antigamente».

Confrontado com a situações nos lares de idosos, Costa disse, num universo de 100 mil pessoas, a taxa de infecção pelo novo coronavírus tem sido de 1%. Até agora, já foram testados 8.300 profissionais, o programa preventivo de testagem já tem oito mil testes realizados. O objectivo é chegar aos 70 mil testes feitos a funcionários de lares no próximo mês.

«O maior risco de contaminação é no momento de despir os equipamentos de protecção», alertou.

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Portugal conta já com 21.982 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 785 óbitos, segundo o boletim epidemiológico da Direção Geral da Saúde desta quarta-feira, dia 22 de Abril.

O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».

A pandemia de Covid-19 já matou 178 pessoas e há quase 2,5 milhões de infectados em 193, segundo o mapa interactivo da universidade John Hopkins.

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*Notícia actualizada às 17:24

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