Covid-19. Costa anuncia apoios de 80% a fundo perdido para micro e pequenas empresas

O Governo criou apoios de 80% a fundo perdido para micro e pequenas empresas, anunciou o primeiro-ministro, António Costa, neste sábado, num discurso durante a cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação para o sector do comércio e serviços, entre a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e a Direção-Geral da Saúde.

Ana Rita Rebelo

O Governo criou apoios de 80% a fundo perdido para micro e pequenas empresas, anunciou o primeiro-ministro, António Costa, neste sábado, num discurso durante a cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação para o sector do comércio e serviços, entre a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e a Direção-Geral da Saúde (DGS).

«Sabemos que para as empresas o cumprimento das normas [de segurança e higienização] têm custos acrescidos e é por isso que no esforço que tem vindo a ser feito colectivamente para conseguirmos atravessar este túnel com a menor perturbação possível, mantendo as empresas vivas, mantendo os postos de trabalho e preservando o mais possível o rendimento que temos vindo a adoptar um conjunto de medidas», ressalvou Costa.

Essas medidas, sublinhou, «visam assegurar liquidez às empresas, a protecção dos postos de trabalho e os rendimentos das famílias».

O primeiro-ministro deu conta de que, «das mais de 12 mil empresas do sector do comércio e serviços que requereram apoio às linhas de crédito, mais de quatro mil já viram essas operações validadas pela Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua» e, portanto, «estão em condições de serem contactadas pelos respectivos bancos».

«Agora damos um novo passo»: a criação de um programa específicamente dirigido às microempresas «e, muito em particular, às dos sector comercial e da restauração», tendo em vista apoiar a 80% a fundo perdido despesas entre quinhentos e cinco mil euros que sejam realizadas com a aquisição de material de protecção individual para os seus trabalhadores, para a higienização de todos os locais de trabalho, colocação de sinalética que seja necessária, quer para indicar percursos seguros como para informar a «etiqueta respiratória que cada um tem de praticar» e «um conjunto de outros investimentos que as empresas são chamadas a fazer» nos termos do protocolo assinado entre a CCP e a DGS.

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Em Portugal, morreram 1.007 pessoas das 25.351 confirmadas como infectadas, e há 1.647 casos recuperados, de acordo com a DGS.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 235 mil mortos e infectou mais de 3,3 milhões de pessoas em 195 países e territórios.  Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

A Covid-19, doença respiratória aguda que pode provocar pneumonias, é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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*Notícia actualizada às 12:03

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