Covid-19: Confinamento ligeiro não é suficiente para evitar quebra na confiança (maior que a média da UE)

A confiança dos agentes económicos registou uma queda de 4,2 pontos percentuais (pp) em novembro quando comparado com o mês anterior, sendo superior à quebra média da União Europeia (UE), de 3,6 pp e da Zona Euro, de 3,5 pp. 

Revista de Imprensa

Ainda que as restrições impostas devido à pandemia da Covid-19 em Portugal não tenham sido tão severas como em outros países Europeus, não conseguiram evitar um quebra na confiança em Novembro, avança o ‘Negócios’.

Segundo a mesma publicação, a confiança dos agentes económicos medida pelo indicador de sentimento económico, registou uma queda de 4,2 pontos percentuais (pp)  em novembro quando comparado com o mês anterior, sendo ainda superior à quebra média da União Europeia (UE), de 3,6 pp e da Zona Euro, de 3,5 pp.

Esta é a 11ª pior variação no leque de países do bloco, que incluem também o Reino Unido, revela o jornal, adiantando que esta quebra de confiança portuguesa teve também efeitos nos setores da indústria, consumo e serviços, que muito têm sofrido coma crise de saúde pública.

«O mau desempenho relativo de Portugal nos indicadores de confiança já vem de trás, antes da crise pandémica», recorda ao ‘Negócios’ António da Ascensão Costa, economista e professor do ISEG, que sublinha ainda que «em outubro, o sentimento económico só tinha recuperado 60% da quebra», quando «na zona euro a recuperação era de 84%».

Ainda assim o responsável fala em prudência ao interpretar estes «indicadores qualitativos», não se podendo «fazer avaliações sobre as políticas seguidas pelo Governo». Esta é uma tendência que se confirmou também a nível europeu, segundo explica  a consultora Capital Economics, à mesma publicação.

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«As quedas confirmam que os novos confinamentos e restrições impostos em novembro afetaram largamente os serviços e o comércio», revela a empresa britânica, destacando contudo que os indicadores «se mantêm bastante acima dos níveis de abril, possivelmente apoiados pelo otimismo em torno de uma vacina no próximo ano e por restrições menos severas».

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