Covid-19. Como vai ser ir a restaurantes, lojas, hotéis, praias e usar os transportes públicos

O Governo já tem um plano de como quer «reanimar a economia», sem «deixar descontrolar a pandemia» de Covid-19.

Executive Digest

A vida depois do Estado de Emergência não será a mesma. Algumas medidas – como o distanciamento social – vão manter. Mas, afinal, como será o regresso à «normalidade»? O Governo já tem um plano de como quer «reanimar a economia», sem «deixar descontrolar a pandemia» de Covid-19.

Dos restaurantes às lojas, saiba com o que pode contar no pós-quarentena:

Restaurantes

Hotéis e restaurantes terão de obedecer às regras de um guia de boas práticas para retomarem a actividade. O documento está a ser preparado pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que pede o apoio do Governo para a aquisição de equipamentos de protecção individual e medidores de temperatura corporal.

A AHRESP, que reuniu quarta-feira ao final da tarde com o Governo, defendeu que a reabertura dos sectores que representa dependem de duas condições: da definição de regras específicas nas áreas da saúde, higiene e segurança para clientes, trabalhadores e instalações, bem como de apoios às empresas, particularmente no que diz respeito à manutenção dos postos de trabalho, bem como à compra de equipamentos de protecção individual e medidores de temperatura corporal.

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«Para transmitir confiança aos consumidores, será criado um selo distintivo, que indicará que as regras de funcionamento estão em conformidade com as disposições legais, suportadas por um Guia de Boas Práticas elaborado pela associação», explica em comunicado.

Este guia será enviado à Secretaria de Estado do Turismo com o objectivo de ser «articulado e validado por todas as entidades que têm responsabilidades nestes sectores, como a Autoridade para as Condições do Trabalho, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e a Direção-Geral da Saúde» (DGS).

Lojas

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O pequeno comércio será o primeiro a abrir portas, por ser «aquele que junta menos gente, exige menos distância de deslocação, que melhor serve a economia local», explicou o primeiro-ministro, António Costa. Depois, seguem-se as «pequenas lojas de porta aberta para a rua» e só depois as grandes superfícies.
Os cabeleireiros e barbeiros também vão retomar actividade, mas de forma gradual e com normas específicas de segurança para profissionais e clientes: é preciso marcação prévia para garantir que só está nestes estabelecimentos um número limitado de pessoas e é obrigatório usar máscara e materiais descartáveis.

Hotéis

Este  sector tem estado de portas fechadas por falta de procura. Entretanto, algumas empresas e associações já propuseram ao Executivo a criação de um selo de garantia aos empreendimentos turísticos que cumpram as recomendações da DGS e da Organização Mundial do Turismo, como acontece em Espanha com o selo «Hotel Covid Free».

A proposta foi aceite pelo Governo e o selo será atribuído aos que respeitarem todas as normas de higiene e segurança.

Praias 

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A época balnear deverá arrancar a 1 de Junho. Contudo, terão acesso limitado. As autoridades vão ter de ter em conta a capacidade de carga de cada praia (área de concessão e tamanho do areal ou solário). Deverá ser mantida uma distância de segurança entre banhistas e é obrigatório o uso de máscaras nos bares e restaurantes de apoio.

Transportes públicos

Os transportes públicos vão ter de ser higienizados com mais frequência. Algumas empresas, aliás, já reforçaram a limpeza dos veículos e implementaram medidas como o fim da obrigatoriedade de validar o título de transporte. Mas o Governo quer ainda criar formas de evitar «horas de ponta».

Portugal regista já 22.353 casos de infecção pelo novo coronavírus, mais 371 do que ontem, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado nesta quinta-feira, que dá conta de 820 vítimas mortais (+35).

O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Press”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 190 mil mortos e infectou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios, com mais de 708 mil doentes considerados curados.

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