Covid-19: Comissão Europeia afirma que AstraZeneca não é obrigada a priorizar vacinas para o Reino Unido

Um porta-voz da Comissão Europeia contrariou na terça-feira a afirmação do ministro da saúde britânico, Matt Hancock, de que o acordo da AstraZeneca com o Reino Unido justificaria entregas prioritárias para o país. 

Simone Silva

A Comissão Europeia negou que a AstraZeneca tenha uma obrigação contratual com o Reino Unido que impeça a entrega total das vacinas de Covid-19 na UE, aprofundando os problemas da empresa farmacêutica anglo-sueca, avança o ‘The Guardian’.

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Um porta-voz da Comissão Europeia contrariou na terça-feira a afirmação do ministro da saúde britânico, Matt Hancock, de que o acordo da AstraZeneca com o Reino Unido justificaria entregas prioritárias para o país.

“A AstraZeneca confirmou-nos que não tem qualquer obrigação com outras partes que impeça o cumprimento das suas obrigações”, disse o porta-voz em conferência de imprensa.

A vacina desenvolvida em Oxford é a pedra angular do lançamento da imunização no Reino Unido e na UE, que comprou 400 milhões de doses, bem como da iniciativa Covax apoiada pela OMS, que visa distribuir vacinas para países mais pobres.

Além de ser objeto de uma quezília entre o Reino Unido e a União Europeia, a empresa anglo-sueca tem sido atormentada por problemas de relações públicas em dados de testes e análises de segurança, não apenas na UE, mas também nos EUA, Suíça e Noruega.

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Na terça-feira, o Canadá suspendeu o uso da vacina Oxford/AstraZeneca para menores de 55 anos como medida de precaução, apontando para novos dados da Europa que sugerem uma ligação a um raro distúrbio de coagulação do sangue.

Já a Alemanha decidiu, no mesmo dia, restringir o uso da vacina contra o coronavírus da AstraZeneca em pessoas com menos de 60 anos, entre novas preocupações sobre coágulos sanguíneos incomuns relatados por aqueles que receberam as injeções.

Vários outros países europeus já seguiram o mesmo caminho, como foi o caso de Portugal, que suspendeu a administração da vacina durante uns dias, mas, depois de a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês), ter provado que não havia risco, o processo foi retomado.

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