Cinco dos 1929 reclusos que foram libertados, ao abrigo das normas excepcionais ligadas à pandemia do coronavírus, voltaram para a prisão por cometer furtos e roubos, avança o “Público”, que cita dados da Direcção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais.
Os serviços prisionais voltaram ainda a acolher 34 reclusos, segundo o jornal. Apesar de não terem cometido crimes, infringiram as regras de saída precária, que funciona num regime semelhante ao da pulseira electrónica, obrigando os seus beneficiários a permanecer em casa na maior parte do tempo, a não ser que recebam autorização para saírem.
Ainda segundo o “Público”; três reclusos voltaram de forma voluntária aos estabelecimentos prisionais e registaram-se ainda 19 impugnações por parte do Tribunal de Execução de Penas.
O Governo, recorde-se, libertou antecipadamente todos os reclusos que se encontravam a cumprir penas de curta duração, até dois anos, num total de 1224 pessoas, aos quais se juntam 14 indultos concedidos pelo Presidente da República, por questões de idade ou de saúde, e 691 reclusos autorizados a beneficiar de uma licença precária de 45 dias prorrogáveis.
Portugal contabiliza, neste momento, 1.342 óbitos associados à Covid-19 e 31.007 casos confirmados de infecção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.
O país entrou no dia 3 de Maio em situação de calamidade devido à pandemia de Covid-19, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de Março. Esta nova fase prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância activa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.
A nível global, a pandemia do novo coronavírus já matou mais de 350 mil pessoas em todo o mundo, mais de três quartos na Europa e nos Estados Unidos, e provocou 5.589.389 casos de infecção, segundo um balanço da agência “France-Presse”, baseado em dados oficiais.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.









