A China demorou seis dias para avisar a população sobre o perigo que a pandemia da Covid-19 representava, apesar de reunir desde logo evidências internas de que o cenário podia ser terrível. Segundo um novo relatório da ‘Associated Press’ (AP) citado pela ‘CNN’, esse período de tempo fez com que mais três mil pessoas fossem infectadas no país, um número que podia ter sido evitado e contribuiu para o agravamento da situação no mundo inteiro.
O relatório realizado pela AP teve por base documentos retirados de uma tele-conferência confidencial com a Direcção Geral da Saúde da China, mostrando que numa altura em que as autoridades de saúde minimizavam o risco do vírus, um consultor chinês alertou o país de que este seria «o desafio mais grave desde a SARS em 2003 e provavelmente transformar-se-ia num enorme problema de saúde pública».
O documento alega ainda que as autoridades chinesas tinham evidências concretas da existência de transmissão entre pessoas a 14 de Janeiro e apenas no dia 20 do mesmo mês confirmaram publicamente que a situação estava efectivamente a acontecer, apelando a uma maior cautela para evitar a infecção.







