Covid-19: China aprova quinta vacina criada a partir de ovários de hamsters

A nova vacina, produzida pela empresa chinesa CanSino Biologics em colaboração com o exército chinês, tem chamado a atenção pela sua origem animal, uma vez que foi criada a partir de células de  ovários de hamsters.

Simone Silva

A China aprovou há alguns dias a sua quinta vacina contra a Covid-19. Segundo o ‘The New York Times’, à semelhança do que aconteceu com as outras quatro anteriores, esta foi produzida e desenvolvida por empresas nacionais.

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A nova vacina, produzida pela empresa chinesa CanSino Biologics em colaboração com o exército chinês, tem chamado a atenção pela sua origem animal, uma vez que foi criada a partir de células de  ovários de hamsters. Não se trata de células vivas de hamster, mas sim de uma réplica desse tecido celular.

O processo de criação da vacina começa quando o código genético presente na proteína S SARS-Cov-2 é transferido para as células dos ovários dos animais, um tipo de tecido normalmente usado em pesquisas científicas por ser muito fácil de replicar em laboratório. O papel da proteína S é fundamental para induzir a criação de anticorpos contra o vírus e, até ao momento, representa o ponto de partida da maioria das vacinas fabricadas.

Desta forma, assim que as células de hamster cultivadas em laboratório comecem a produzir por si mesmas a proteína S, espera-se que seja possível obter um volume considerável das mesmas, para poder começar a produzir as vacinas de forma escalonável e adicioná-las aos componentes mais recentes que reforçam a fórmula.

Segundo o jornal norte-americano, apesar de a vacina em questão já ter sido aprovada pelo Executivo Chinês para ser injetada na população, ainda não foi publicado nenhum dado da fase 3 do ensaio clínico, em qualquer revista científica internacional.

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Até agora, a única coisa que se sabe é que a China afirmou que durante as fases 1 e 2 não foram identificados efeitos secundários graves e que a Academia Chinesa de Ciências deu luz verde ao fármaco, bem como o Uzbequistão, depois de o testar voluntariamente na sua população.

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