A intenção do Governo francês em esperar pelo “final de março, início de abril”, para poder remover o certificado digital foi alvo de críticas de um grupo de 20 senadores franceses que, em carta aberta publicada no jornal ‘Le Figaro’, pretendem a suspensão imediata em França, alegando que removê-lo em março ou abril “seria inaceitável”.
Na carta aberta na publicação francesa, os senadores alegaram que não “uso justificável” para o certificado digital, exceto como uma “estratégia política”. “Depois de ter colocado os franceses sob vigilância, o Governo quer ser o único a ‘libertá-los’, poucas semanas antes do primeiro turno das eleições presidenciais”, pôde ler-se.
“Com 300 mil contágios oficiais por dia, ou seja, provavelmente mais de 500 mil na realidade, o certificado de vacinação não faz sentido. Nunca foi necessário. Se o objetivo do Governo fosse limitar a circulação do vírus em locais específicos, um teste negativo seria muito mais eficaz do que o comprovativo de vacinação, já que nem duas ou três ou mesmo quatro doses previnem a contaminação e o contágio”, explicam.



