O presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Rui Nogueira, admitiu que os profissionais encarregues de cumprir o Plano Nacional de Vacinação a partir de Janeiro, vão conseguir vacinar os primeiros 400 mil portugueses «numa semana a dez dias».
«Bastará uma semana a dez dias para vacinar [com a primeira dose] estes doentes. Serão cerca de 400 doses por unidade de saúde», refere o responsável citado pelo ‘Público’.
Da mesma opinião é Diogo Urjais, enfermeiro e presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF-AN). «Na primeira fase, se mantiverem estes grupos de risco, as 900 unidades funcionais [dos centros de saúde] e algumas extensões em locais mais isolados têm capacidade para vacinar com rapidez».
Contudo, na segunda fase, prevê-se que o processo seja mais complicado e possivelmente mais moroso também, uma vez que serão vacinadas 2,7 milhões de pessoas, sendo para isso necessário contar com o recrutamento de mais enfermeiros e secretários clínicos, alertam os dois profissionais ao mesmo jornal.
Segundo o ‘Público’, os responsáveis pelo grupo de trabalho do plano de vacinação (o ex-secretário de Estado da Saúde Francisco Ramos, Rui Nogueira e Diogo Urjais), reuniram-se pela primeira vez na sexta-feira, estabelecendo desde logo os principais obstáculos que precisam de resolução imediata para não pôr em causa todo o processo.
Diogo Urjais indica que a esta altura «já há pessoas a querer agendar a vacinação», o que requer «muita organização e uma grande aposta na comunicação com a população para evitar correrias, desconfiança e stress desnecessários como aconteceu com a vacinação contra a gripe», explicou citado pelo ‘Público’.
Recorde-se que, segundo o que foi apresentado na quinta-feira, na primeira fase de vacinação serão inoculados 950 mil portugueses: pessoas com 50 ou mais anos e patologias mais frequentes nos casos graves da doença; os residentes em lares e internados em unidades continuados, bem como os respetivos profissionais e, ainda, profissionais de saúde diretamente envolvidos (e forças de segurança).
Na segunda fase estimam-se2,7 milhões de pessoas: com 65 ou mais anos e sem qualquer outra patologia e entre os 50 e os 64 anos, aqui com alargamento das patologias pré-existentes, como diabetes, doença renal crónica, insuficiência hepática, obesidade, hipertensão, entre outras.




