Covid-19: Caso AstraZeneca abala confiança de 63% dos portugueses mas maioria quer ser vacinada, aponta estudo

A confiança na vacina da AstraZeneca ficou abalada para 63% dos portugueses, ainda assim a maioria mantém a intenção ser vacinado. A conclusão é de um estudo da Deco, realizado em março, antes dos mais recentes desenvolvimentos sobre esta situação.

Segundo a pesquisa, cerca de 59% dos portugueses que ainda não tomaram a vacina aceitariam a proposta sem reservas e mais 26%, apesar das dúvidas, provavelmente seguir-lhes-iam o exemplo. Face ao inquérito de janeiro deste ano, revela a Deco, são agora mais 9% os que dizem querer vacinar-se.

Os 41% de portugueses que têm algum tipo de hesitações apontam o receio dos efeitos secundários como principal justificação (59%). Não pertencer a um grupo de risco pesa na decisão de 36%. Já a desconfiança em relação a algumas vacinas contra a covid-19 é manifestada por 32% dos inquiridos.

Os motivos mais relacionados com uma postura antivacinas ou com teorias da conspiração, como interesses ocultos ou suspeição face ao processo de desenvolvimento e aprovação das vacinas, «são muito menos invocados». E os que dizem não confiar em vacinas em geral ou que a covid-19 não é muito diferente de uma gripe sazonal «são ainda mais residuais», adianta a associação.

Quanto ao caso concreto da AstraZeneca, 63% diz que abalou a segurança na vacina em questão e 41% afirma que abalou a segurança em outras vacinas. Há 36% que aponta que a situação abalou a organização do plano de vacinação português.

O estudo revela, contudo, que o caso AstraZeneca abala sobretudo as certezas, e não tanto as ações. Mesmo 55% dos que relataram ter sofrido um impacto negativo na confiança face à vacina da AstraZeneca, se chamados para inoculação na próxima semana, compareceriam sem vacilar. Cerca de 29% teriam de pensar um pouco, mas o mais certo seria apresentarem-se igualmente.

Ler Mais

Artigos relacionados
Comentários
Loading...