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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Pelo menos seis detidos após confrontos entre manifestantes e polícia junto à AR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 19:27:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos seis pessoas foram detidas hoje à tarde junto ao parlamento, em Lisboa, no final da manifestação da CGTP, após confrontos com a PSP, estando indiciados por desobediência e resistência e coação sobre funcionário, segundo a polícia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Pelo menos seis pessoas foram detidas hoje à tarde junto ao parlamento, em Lisboa, no final da manifestação da CGTP, após confrontos com a PSP, estando indiciados por desobediência e resistência e coação sobre funcionário, segundo a polícia.</P><br />
<P>O responsável pelo Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, superintendente Resende da Silva, disse aos jornalistas, junto à Assembleia da República, que os detidos estavam, cerca das 20:00, a ser identificados e posteriormente serão ouvidos em primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação.</P><br />
<P>A mesma fonte não especificou a idade dos detidos, uma vez que ainda estão a proceder à sua identificação.</P><br />
<P>Uma outra fonte policial admitiu à Lusa que os detidos possam incorrer ainda nos crimes de dano, devido aos fogos que atearam nos caixotes do lixo, bem como arremesso de garrafas de vidro e outros objetos contundentes contra os polícias, tendo deles sofrido ferimentos ligeiros.</P><br />
<P></P><br />
<P>ARA/CMP // ZO</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771880]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Magyar anuncia acordo &#8220;histórico&#8221; sobre direitos da minoria húngara na Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 19:22:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, anunciou hoje um "acordo histórico" com Kiev sobre os direitos da minoria húngara residente na Ucrânia, ponto de discórdia de longa data entre os dois países.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, anunciou hoje um &#8220;acordo histórico&#8221; com Kiev sobre os direitos da minoria húngara residente na Ucrânia, ponto de discórdia de longa data entre os dois países.</P><br />
<P>&#8220;Chegámos a um acordo abrangente com a Ucrânia sobre a expansão dos direitos linguísticos, educacionais, culturais e políticos da minoria húngara&#8221; residente na Ucrânia, afirmou Magyar numa publicação no Facebook.</P><br />
<P>Os direitos da minoria húngara na Ucrânia eram um dos motivos invocados pelo antecessor de Magyar, Viktor Orbán, para bloquear o apoio da União Europeia a Kiev no contexto da invasão russa e também o processo de adesão ucraniana ao bloco. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771879]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Chegou ao destino. O problema é o que ficou no banco de trás&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 19:15:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Uber]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados da Uber Portugal mostram quais são os objetos que os passageiros nacionais mais esquecem nas viagens. A lista vai do previsível telemóvel ao mais problemático passaporte

]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há um momento muito específico entre abrir a porta, sair do carro e seguir caminho. Pode ser à chegada ao trabalho, à porta de casa, no aeroporto, depois de uma noite mais longa ou a caminho de uma reunião. Tudo parece resolvido até surgir a pergunta fatal: onde é que deixei o telemóvel?</p>
<p>Em Portugal, os dados enviados pela Uber Portugal à &#8216;Executive Digest&#8217; mostram que os esquecimentos nas viagens seguem uma lógica bastante humana: ficam para trás sobretudo os objetos que usamos todos os dias, carregamos na mão, pousamos no colo ou largamos no banco por uns segundos.</p>
<p>No topo da lista estão os telemóveis e câmaras, com 4.983 registos. A distância para o segundo lugar é considerável: carteiras e bolsas surgem com 2.743 casos, seguidas de mochilas, malas, pastas, caixas ou bagagem, com 2.494 ocorrências.</p>
<p>Ou seja, há uma regra silenciosa nos bancos de trás: quanto mais indispensável é o objeto, maior parece ser a probabilidade de desaparecer da vista no pior momento.</p>
<p><strong>O campeão dos esquecimentos</strong></p>
<p>O telemóvel lidera sem grande surpresa. É o objeto que mais vezes entra e sai do bolso, que serve para chamar o carro, confirmar o destino, pagar, responder a mensagens, consultar mapas e avisar alguém de que “estou a chegar”.</p>
<p>Talvez por isso seja também o esquecimento mais dramático. Perder uma camisola incomoda. Perder os auscultadores irrita. Mas esquecer o telemóvel dentro de um carro cria logo uma pequena crise moderna: fica-se sem contactos, sem aplicação, sem carteira digital, sem mapas e, muitas vezes, sem a forma mais simples de tentar recuperar o próprio telemóvel.</p>
<p>Logo a seguir vêm as carteiras e bolsas, com 2.743 registos. É outro clássico dos esquecimentos que só costuma ser descoberto tarde demais: ao tentar pagar um café, entrar no escritório, levantar dinheiro ou encontrar um cartão que, de repente, já não está onde devia.</p>
<p>As mochilas, malas e bagagem completam o pódio, com 2.494 ocorrências. Aqui, o problema pode ir de uma simples pasta de trabalho a uma mala inteira deixada para trás numa viagem para a estação, hotel ou aeroporto.</p>
<p><strong>As chaves, os óculos e os pequenos dramas do dia a dia</strong></p>
<p>As chaves aparecem em quarto lugar, com 1.912 registos. É talvez o objeto que mais transforma um esquecimento numa cena previsível: só damos por falta delas quando já estamos à porta de casa, do carro, da garagem ou do escritório.</p>
<p>A lista continua com auscultadores e colunas, com 1.388 registos, praticamente empatados com os óculos, que somam 1.372 casos. São objetos pequenos, fáceis de pousar ao lado, deixar escorregar ou esquecer entre o banco e a porta.</p>
<p>Há ainda 843 ocorrências relacionadas com roupa. Pode ser um casaco tirado durante a viagem, uma camisola pousada no banco ou uma peça carregada na mão e abandonada no momento da saída. São esquecimentos menos urgentes do que uma carteira, mas igualmente capazes de estragar o resto do dia.</p>
<p><strong>E depois há os passaportes</strong></p>
<p>A meio da lista surge um detalhe menos banal: os passaportes. A Uber Portugal registou 738 ocorrências deste tipo.</p>
<p>É um número inferior ao dos telemóveis, carteiras ou chaves, mas provavelmente um dos esquecimentos com maior potencial para causar problemas. Um passaporte esquecido pode significar perder um voo, adiar uma viagem, correr para serviços públicos ou transformar um trajeto aparentemente normal num episódio de ansiedade.</p>
<p>Também há computadores portáteis esquecidos em viagens Uber: 377 registos. O número é mais baixo, mas o impacto pode ser elevado, sobretudo quando o equipamento é de trabalho ou contém documentos importantes.</p>
<p>No fim da lista surgem joias, relógios e maquilhagem, com 337 registos. É uma categoria curiosa, porque junta objetos muito diferentes: alguns pequenos e fáceis de perder, outros com valor pessoal ou sentimental difícil de substituir.</p>
<p><strong>A geografia portuguesa dos esquecimentos</strong></p>
<p>A lista mostra uma espécie de mapa dos pequenos lapsos urbanos. Primeiro vêm os objetos essenciais: telemóvel, carteira, mochila e chaves. Depois aparecem os acessórios da rotina: auscultadores, óculos e roupa. Mais abaixo surgem os esquecimentos mais delicados: passaportes, computadores, joias e relógios.</p>
<p>No fundo, os dados confirmam uma evidência simples: os esquecimentos acontecem quase sempre nos segundos mais apressados. Quando a viagem acaba, já se está a pensar no destino seguinte. A reunião, a escola, o voo, o jantar, a porta de casa, a chamada que ficou por atender.</p>
<p>É nesse intervalo que o telemóvel fica no banco, a carteira escorrega do colo, os óculos desaparecem entre os estofos e as chaves ficam no fundo de uma confusão qualquer.</p>
<p>A parte irónica é que os objetos mais esquecidos são precisamente os que mais usamos para manter o dia organizado. Talvez por isso se note tão depressa quando ficam para trás.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771654]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Visa e Mastercard encerram operações em Cuba a partir de sábado devido às sanções dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 19:04:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os serviços financeiros internacionais Visa e Mastercard vão encerrar as suas operações em Cuba a partir de 06 de junho, para evitar sanções decorrentes de um decreto executivo dos Estados Unidos, divulgou o Banco Central de Cuba (BCC).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os serviços financeiros internacionais Visa e Mastercard vão encerrar as suas operações em Cuba a partir de 06 de junho, para evitar sanções decorrentes de um decreto executivo dos Estados Unidos, divulgou o Banco Central de Cuba (BCC).</P><br />
<P>O banco privado estrangeiro que processava as transações internacionais (cujo nome não foi divulgado pelo BCC) informou a autoridade monetária que estava a romper a sua relação com a instituição financeira Fincimex (pertencente ao conglomerado empresarial GAESA, apoiado pelos militares) para evitar as sanções.</P><br />
<P>&#8220;Esta interrupção está diretamente relacionada com o Decreto Executivo n.º 14404, de 01 de maio, emitido pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, como parte da sua estratégia para estrangular o povo cubano&#8221;, detalhou o BCC.</P><br />
<P>A entidade acrescentou que, em resultado desta decisão, &#8220;Cuba não poderá receber receitas da venda de bens e serviços através de cartões de crédito internacionalmente reconhecidos, como a Visa e a Mastercard&#8221;. </P><br />
<P>A retirada do banco rompe efetivamente todas as ligações financeiras da ilha com o exterior, intensificando a pressão de Washington sobre Cuba, que o Governo norte-americano deseja forçar a realizar profundas reformas políticas e económicas, noticiou a agência Efe.</P><br />
<P>Os EUA estão a intensificar a pressão que têm vindo a exercer sobre Cuba desde janeiro, quando impuseram um embargo petrolífero que praticamente paralisou grande parte da atividade económica do país, uma vez que a ilha produz apenas 40% das suas necessidades energéticas.</P><br />
<P>O decreto executivo estipulava sanções para indivíduos e empresas que mantivessem laços económicos, comerciais ou financeiros com o Governo cubano, particularmente nos setores da energia, finanças e defesa.</P><br />
<P>Em 07 de maio, foram impostas sanções à Gaesa, a maior empresa estatal de Cuba, que representa cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) da ilha. </P><br />
<P>Isto levou muitas empresas a romperem os seus laços com esta entidade, que tem presença em quase todos os setores económicos.</P><br />
<P>Esta situação levou também à retirada parcial ou total de grandes cadeias hoteleiras estrangeiras que operam na ilha, como as espanholas Meliá e Iberostar.</P><br />
<P>A empresa mineira canadiana Sherritt, o maior investimento estrangeiro em Cuba, anunciou há um mês a sua saída imediata da ilha em consequência das sanções americanas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771878]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Greve geral: Governo condena &#8220;comportamentos inaceitáveis de alguns&#8221; e diz que maioria trabalhou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 18:46:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Presidência afirmou hoje que o dia de greve geral foi de "trabalho para a esmagadora maioria de portugueses" e condenou "comportamentos inaceitáveis de alguns" na manifestação junto ao Parlamento, distinguindo-os da organização.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro da Presidência afirmou hoje que o dia de greve geral foi de &#8220;trabalho para a esmagadora maioria de portugueses&#8221; e condenou &#8220;comportamentos inaceitáveis de alguns&#8221; na manifestação junto ao Parlamento, distinguindo-os da organização.</P><br />
<P>No final da reunião semanal do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro deixou um comentário sobre o impacto da greve geral de hoje, convocada pela CGTP contra o pacote laboral do Governo.</P><br />
<P>&#8220;Foi um dia de trabalho para a esmagadora maioria dos portugueses, embora tenha sido também um dia de greve para alguns, vários portugueses&#8221;, disse, deixando os detalhes de dados sobre o impacto para a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, que também participou na conferência de imprensa.</P><br />
<P>Leitão Amaro sublinhou que &#8220;o Governo respeita integralmente o direito à greve e também o direito a trabalhar de todos aqueles que trabalharam&#8221;, lamentando incidentes na manifestação junto à Assembleia da República.</P><br />
<P>&#8220;Alguns ultrapassaram os limites mais do que aceitáveis do direito à greve, que provocaram desacatos, que ofenderam a ordem pública e que confrontaram a autoridade das forças de segurança portuguesas&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O ministro da Presidência salientou que este &#8220;foi um comportamento de alguns, não o comportamento da maioria dos manifestantes&#8221;, que o fez pacificamente.</P><br />
<P>&#8220;E pela informação que temos, não é um comportamento associado à organização e aos organizadores desta manifestação, que não haja dúvidas sobre isso, tanto quando nos é dado saber até ao momento&#8221;, acrescentou. </P><br />
<P>Leitão Amaro agradeceu ainda às forças de segurança, dizendo que tiveram &#8220;um trabalho exemplar, um trabalho de reposição e defesa da ordem pública&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Mais uma vez obrigado às forças de segurança e aos seus agentes, mulheres e homens que estiveram no terreno a repor a ordem pública e a travar os desacatos de quem ultrapassou os limites do que é adequado&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>A PSP deteve várias pessoas hoje à tarde junto à Assembleia da República, em Lisboa, após confrontos entre manifestantes e a polícia no final da manifestação da CGTP, disse à Lusa fonte daquela polícia.</P><br />
<P>A mesma fonte adiantou que há &#8220;vários detidos&#8221;, mas às 19:30 ainda não havia um número definitivo.</P><br />
<P>Segundo a PSP, a manifestação da CGTP organizada no dia da greve geral terminou por volta das 16:15 e a polícia, cerca das 18:00, pretendia abrir ao trânsito a rua em frente à Assembleia da República, mas &#8220;um conjunto de manifestantes&#8221; colocou grades para bloquear a estrada, o que levou à intervenção das Equipas de Intervenção Rápida da PSP.</P><br />
<P>A fonte indicou que alguns dos manifestantes atiraram garrafas de vidro aos polícias e lançaram petardos e focos de fumo.</P><br />
<P>A polícia pediu depois aos manifestantes para dispersarem, o que não aconteceu e obrigou à intervenção do Corpo de Intervenção, segundo a mesma fonte.</P><br />
<P>Afirmou ainda que os manifestantes foram dispersos por várias ruas junto ao parlamento e incendiaram caixotes de lixo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771877]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PSP deteve várias pessoas após confrontos entre manifestantes e polícia junto à AR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 18:40:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A PSP deteve várias pessoas hoje à tarde junto à Assembleia da República, em Lisboa, após confrontos entre manifestantes e a polícia no final da manifestação da CGTP, disse à Lusa fonte daquela polícia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A PSP deteve várias pessoas hoje à tarde junto à Assembleia da República, em Lisboa, após confrontos entre manifestantes e a polícia no final da manifestação da CGTP, disse à Lusa fonte daquela polícia.</P><br />
<P>A mesma fonte adiantou que há &#8220;vários detidos&#8221;, mas às 19:30 ainda não havia um número definitivo.</P><br />
<P>Segundo a PSP, a manifestação da CGTP organizada no dia da greve geral terminou por volta das 16:15 e a polícia, cerca das 18:00, pretendia abrir ao trânsito a rua em frente à Assembleia da República, mas &#8220;um conjunto de manifestantes&#8221; colocou grades para bloquear a estrada, o que levou à intervenção das Equipas de Intervenção Rápida da PSP.</P><br />
<P>A fonte indicou que alguns dos manifestantes atiraram garrafas de vidro aos polícias e lançaram petardos e focos de fumo.</P><br />
<P>A polícia pediu depois aos manifestantes para dispersarem, o que não aconteceu e obrigou à intervenção do Corpo de Intervenção, segundo a mesma fonte.</P><br />
<P>Afirmou ainda que os manifestantes foram dispersos por várias ruas junto ao parlamento e incendiaram caixotes de lixo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771876]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>&#8216;Drones&#8217; ucranianos atacam São Petersburgo no início do fórum económico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 18:39:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A cidade russa de São Petersburgo sofreu hoje ataques de 'drones' ucranianos, que visaram instalações energéticas e militares, no dia da abertura do fórum económico local, com inúmeros representantes russos e estrangeiros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A cidade russa de São Petersburgo sofreu hoje ataques de &#8216;drones&#8217; ucranianos, que visaram instalações energéticas e militares, no dia da abertura do fórum económico local, com inúmeros representantes russos e estrangeiros.</P><br />
<P>O ataque ucraniano danificou &#8220;várias&#8221; infraestruturas na segunda maior cidade da Rússia, mas não fez vítimas, afirmou o governador local, Alexander Beglov. </P><br />
<P>O terminal petrolífero de São Petersburgo e a base militar de Kronstadt, nas proximidades, foram alvos dos &#8216;drones&#8217; ucranianos, segundo o Presidente Volodymyr Zelensky, que descreveu os ataques como &#8220;justificados&#8221;.</P><br />
<P>Os russos &#8220;devem saber que, se usarem &#8216;drones&#8217; e mísseis contra nós, faremos o mesmo&#8221;, declarou o Presidente ucraniano, que hoje recebeu em Kiev o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.</P><br />
<P>Os ataques interromperam as operações no principal aeroporto da antiga capital imperial russa.</P><br />
<P>O Kremlin prometeu &#8220;respostas sistemáticas&#8221; a estes ataques de Kiev, que ocorreram um dia depois de 23 pessoas terem sido mortas na Ucrânia num ataque russo em grande escala com mísseis e &#8216;drones&#8217;.</P><br />
<P>Os primeiros participantes do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) chegaram hoje no meio de um denso fumo ao fundo do centro de conferências, observou um jornalista da AFP presente no local.</P><br />
<P>O SPIEF, conhecido como o &#8220;Davos russo&#8221; e o principal evento da Rússia para atrair investidores e empresas estrangeiras, tem como ponto alto o discurso do Presidente russo, Vladimir Putin, agendado para sexta-feira.</P><br />
<P>Este ano, a lista de participantes inclui nomes de aliados da Rússia, entre os quais os presidentes do Uzbequistão e da Tanzânia, e ministros de Cuba, Bielorrússia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.</P><br />
<P>O secretário-geral da ONU, António Guterres, que na terça-feira condenou a onda de ataques russos contra a Ucrânia, é esperado em São Petersburgo e tem participação agendada num painel sobre o ambiente, na sexta-feira.</P><br />
<P>Outros participantes incluem e o presidente da Comissão Nacional de Arte norte-americana, responsável pelo polémico novo salão de baile da Casa Branca, a teórica da conspiração Candace Owens, membros do partido alemão de extrema-direita AfD e o influenciador Andrew Tate e o seu irmão, que estão a ser processados ??na Roménia por acusações de tráfico humano e violação.</P><br />
<P>A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e &#8220;desnazificar&#8221; o país vizinho, independente desde 1991 &#8211; após a desagregação da antiga União Soviética &#8211; e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771875]]></sapo:autor>
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		<title>Governo aprova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 18:32:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo aprovou hoje a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária que tem como meta reduzir em 50% as mortes e feridos graves nas estradas portuguesas até 2030 e alcançar zero mortos e feridos graves até 2050.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo aprovou hoje a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária que tem como meta reduzir em 50% as mortes e feridos graves nas estradas portuguesas até 2030 e alcançar zero mortos e feridos graves até 2050.</P><br />
<P>O documento, que está por aprovar desde 2021, vai agora ser submetido para consulta pública. </P><br />
<P>Segundo uma nota do Ministério da Administração Interna (MAI) enviada à Lusa, a aprovação da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária &#8212; Visão Zero 2030, era uma das &#8220;principais medidas, em matéria de segurança, do programa do Governo&#8221;, estando alinhada com &#8220;a política europeia em matéria de segurança rodoviária&#8221;.</P><br />
<P>O MAI refere que o documento assenta em cinco pilares, designadamente &#8220;utilizadores seguros&#8221;, &#8220;infraestruturas seguras&#8221;, &#8220;veículos seguros&#8221;, &#8220;velocidades seguras&#8221; e &#8220;resposta pós-acidente&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O diploma fixa metas mais claras e mensuráveis: reduzir em 50% as mortes e feridos graves até 2030 e alcançar zero mortos e zero feridos graves até 2050, colocando, assim, Portugal numa trajetória convergente com a média da União Europeia em termos de sinistralidade rodoviária&#8221;, precisa o ministério tutelado por Luís Neves.</P><br />
<P>O diploma hoje aprovado em Conselho de Ministros &#8220;prevê uma governação interministerial e um modelo de monitorização contínua, colocando a proteção da vida humana no centro das políticas de mobilidade&#8221;.</P><br />
<P>O MAI refere ainda que &#8220;a segurança rodoviária é hoje entendida como uma responsabilidade partilhada, na medida em que exige um compromisso efetivo e a adoção de medidas concretas não só por parte do Estado, das autarquias e das entidades públicas e privadas, mas também de todos os utilizadores da via pública, sejam condutores ou peões, sendo essencial a adoção generalizada de comportamentos seguros&#8221;.</P><br />
<P>Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse que a estratégia tem como objetivo &#8220;uma redução significativa neste período da sinistralidade rodoviária, dos acidentes graves, com feridos graves e dos acidentes com fatalidades que são profundamente lamentáveis&#8221;.</P><br />
<P>Recentemente, o ministro da Administração Interna afirmou que a estratégia inclui 40 medidas para serem desenvolvidas dentro das localidades, escolas, vias rurais e fatores de risco como o álcool, substâncias psicotrópicas, distração e fadiga.</P><br />
<P>O Governo anunciou em abril várias medidas para reduzir a sinistralidade rodoviária, como a reativação da Brigada de Trânsito da GNR quase 20 anos depois, um novo Código da Estrada e mais fiscalização nas estradas.</P><br />
<P>Dados provisórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) indicam que desde o início do ano ocorreram 63.493 acidentes rodoviários, que provocaram 210 mortos, 1.037 feridos graves e 16.907 feridos ligeiros.</P><br />
<P>Em relação ao mesmo período de 2025, registaram-se mais 5.612 acidentes, mais 54 mortos, mais 27 feridos graves e menos 553 feridos ligeiros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771874]]></sapo:autor>
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		<title>Surto de Ébola: OMS pede fim de restrições e corte de viagens e alerta para impacto no terreno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 18:06:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta quarta-feira que as restrições de viagens impostas por mais de uma dezena de países estão a comprometer a resposta internacional ao surto de Ébola que afeta a República Democrática do Congo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta quarta-feira que as restrições de viagens impostas por mais de uma dezena de países estão a comprometer a resposta internacional ao surto de Ébola que afeta a República Democrática do Congo. Segundo a organização, as medidas adotadas por vários governos estão a criar obstáculos logísticos significativos e a dificultar os esforços de contenção da doença.</p>
<p>O aviso foi deixado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma conferência de imprensa, na qual sublinhou que as proibições generalizadas de viagens estão a provocar perturbações nas cadeias de abastecimento e a limitar a capacidade de resposta das equipas de saúde no terreno.</p>
<p>“Estas restrições estão a interromper as cadeias de abastecimento e a dificultar a resposta”, afirmou o responsável.</p>
<p><strong>OMS pede levantamento das restrições</strong><br />
Entre os países que adotaram medidas restritivas encontram-se os Estados Unidos, o Bahrein, o México e outros Estados que decidiram impor limitações à entrada de viajantes provenientes da República Democrática do Congo.</p>
<p>Por sua vez, o Canadá implementou uma quarentena obrigatória de 21 dias para todos os viajantes oriundos do país africano.</p>
<p>Perante este cenário, Tedros apelou aos governos para abandonarem as restrições generalizadas e adotarem medidas mais direcionadas.</p>
<p>“Pedimos aos países que impuseram restrições globais de viagem que as levantem”, afirmou, defendendo como alternativa a realização de rastreios sanitários à saída em aeroportos, portos e postos fronteiriços, com o objetivo de identificar casos suspeitos e contactos de risco antes das deslocações internacionais.</p>
<p><strong>Casos confirmados ficam abaixo do receado</strong><br />
Apesar das preocupações relacionadas com as restrições às viagens, a OMS divulgou também dados considerados encorajadores sobre a evolução do surto.</p>
<p>Segundo a organização, o número de infeções confirmadas revelou-se inferior ao que os especialistas inicialmente receavam. O aumento da capacidade de testagem permitiu concluir que muitos dos casos suspeitos não estavam, afinal, infetados com a variante Bundibugyo do vírus Ébola, responsável pelo atual surto na República Democrática do Congo.</p>
<p>De acordo com os dados apresentados pela OMS, até 1 de junho tinham sido registados 344 casos confirmados e 60 mortes confirmadas na República Democrática do Congo, além de 116 casos considerados suspeitos.</p>
<p>Na vizinha Uganda foram contabilizados 15 casos confirmados e uma morte confirmada associada à doença.</p>
<p><strong>Revisão dos números após reforço dos testes</strong><br />
Os novos dados representam uma alteração significativa face aos números divulgados poucos dias antes.</p>
<p>A 29 de maio, a OMS tinha reportado 906 casos suspeitos e 223 mortes suspeitas na República Democrática do Congo. Na mesma atualização, a organização referia a existência de 134 casos confirmados, incluindo nove em Uganda, e um total de 18 mortes confirmadas nos dois países.</p>
<p>Segundo a OMS, a diferença nos números resulta do reforço dos processos de testagem e validação laboratorial, que permitiram distinguir entre casos efetivamente confirmados e situações inicialmente classificadas apenas como suspeitas.</p>
<p>A organização acrescentou que continuam em curso análises laboratoriais a amostras recolhidas de pessoas que morreram com suspeitas de infeção por Ébola, pelo que os números poderão sofrer novas atualizações.</p>
<p><strong>Centro de quarentena dos EUA no Quénia gera debate</strong><br />
Durante a conferência de imprensa, Tedros foi ainda questionado sobre o plano norte-americano para criar um centro de quarentena no Quénia destinado a cidadãos dos Estados Unidos que se encontrem na região afetada pelo surto.</p>
<p>A iniciativa encontra-se atualmente suspensa por decisão de um tribunal queniano, mas continua a gerar debate internacional.</p>
<p>O diretor-geral da OMS optou por não criticar diretamente a proposta norte-americana.</p>
<p>“Podem fazer aquilo que considerarem adequado para si próprios”, declarou, acrescentando que valoriza a cooperação mantida com os Estados Unidos na partilha de informação e no apoio financeiro às operações de resposta ao surto.</p>
<p>“Existe um forte compromisso a todos os níveis e fico muito satisfeito por ver isso”, concluiu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771861]]></sapo:autor>
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		<title>Tensão em São Bento: manifestantes bloqueiam trânsito e atiram pedras após marcha da greve geral. Já há detidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:24:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Momentos de tensão estão a marcar o final da tarde desta quarta-feira nas imediações da Assembleia da República, em Lisboa, quando um grupo de manifestantes voltou a bloquear a circulação rodoviária após o término da concentração promovida pela CGTP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Momentos de forte tensão marcaram o final da tarde desta quarta-feira nas imediações da Assembleia da República, em Lisboa, quando um grupo de manifestantes voltou a bloquear a circulação rodoviária após o término da concentração promovida pela CGTP no âmbito da greve geral contra o pacote laboral do Governo.</p>
<p>Os incidentes ocorreram já depois de concluída a marcha e de os dirigentes e representantes da central sindical terem abandonado a zona de São Bento. Segundo as informações disponíveis, os confrontos envolveram apenas algumas dezenas de pessoas que permaneceram nas imediações do Parlamento após o encerramento formal do protesto.</p>
<p>A situação levou à mobilização de unidades do Corpo de Intervenção da PSP e resultou na detenção de pelo menos três manifestantes.</p>
<p>Depois de as autoridades terem conseguido reabrir a circulação rodoviária em frente à Assembleia da República, vários manifestantes voltaram a ocupar a via pública, colocando-se diante dos veículos e impedindo novamente a passagem.</p>
<p>A nova ação provocou uma segunda interrupção do trânsito numa das principais artérias junto ao Parlamento, obrigando as forças de segurança a regressarem ao local para tentar normalizar a circulação.</p>
<p>Face à persistência dos bloqueios, foi desencadeado um reforço do dispositivo policial, incluindo a mobilização de unidades especializadas da PSP.</p>
<p><strong>Arremesso de pedras e garrafas agrava tensão</strong><br />
A situação agravou-se quando alguns dos manifestantes envolvidos começaram a arremessar pedras e garrafas, aumentando o nível de tensão e originando momentos de confronto com as forças policiais destacadas para a zona. Houve também uso de engenhos pirotécnicos que causaram um pequeno incêndio, rapidamente apagado por bombeiros no local.</p>
<p>Os desacatos terão sido protagonizados por um pequeno grupo de manifestantes que permaneceu junto à Assembleia da República após o fim da iniciativa convocada pela CGTP.</p>
<p>Os incidentes obrigaram as autoridades a reforçar a operação de segurança e a adotar medidas para impedir novos bloqueios e garantir a ordem pública.</p>
<p><strong>Corpo de Intervenção destacado para São Bento</strong><br />
Perante a escalada da tensão, a PSP mobilizou elementos do Corpo de Intervenção para as imediações da Assembleia da República.</p>
<p>As equipas especializadas foram posicionadas em São Bento com o objetivo de conter os manifestantes que continuavam a desafiar as ordens policiais e a bloquear a circulação rodoviária.</p>
<p>Segundo informações avançadas pela RTP, o reforço policial começou a ser colocado em marcha à medida que os confrontos se intensificavam, numa operação destinada a controlar a situação e evitar o alastramento dos desacatos.</p>
<p><strong>Pelo menos três manifestantes detidos</strong><br />
A operação policial resultou ainda na detenção de pelo menos três manifestantes, numa altura em que as forças de segurança procuravam restabelecer a ordem pública junto ao Parlamento.</p>
<p>As detenções ocorreram durante os confrontos registados após os novos bloqueios da via pública e os episódios de arremesso de objetos. As autoridades mantiveram uma forte presença no local para impedir novos incidentes e assegurar o cumprimento das ordens de dispersão.</p>
<p>Até ao momento, não são conhecidos mais detalhes sobre as circunstâncias das detenções nem sobre eventuais acusações que possam vir a ser imputadas aos detidos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771852]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Prova ModA de Português remarcada para 9 de junho devido a impacto da greve geral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:15:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os alunos do 6.º ano que não conseguiram realizar a prova ModA de Português devido ao impacto da greve geral desta quarta-feira terão uma nova oportunidade já na próxima terça-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os alunos do 6.º ano que não conseguiram realizar a prova ModA de Português devido ao impacto da greve geral desta quarta-feira terão uma nova oportunidade já na próxima terça-feira, 9 de junho. A decisão foi comunicada pelo Ministério da Educação aos agrupamentos escolares, depois de a paralisação ter condicionado a realização da avaliação em centenas de escolas em todo o país.</p>
<p>A nova data foi inicialmente avançada pela Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas e posteriormente confirmada pelo Ministério da Educação.</p>
<p>A prova ModA, destinada aos alunos do 6.º ano de escolaridade, foi uma das iniciativas mais afetadas pela greve geral convocada para esta quarta-feira, obrigando o Governo a ativar um plano de contingência para garantir que todos os estudantes possam realizar a avaliação em condições de igualdade.</p>
<p><strong>Greve afetou cerca de metade das escolas</strong><br />
À margem da inauguração de uma residência universitária em Coimbra, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, apresentou um primeiro balanço do impacto da greve no setor da educação, destacando que os dados mais fiáveis para avaliar os efeitos da paralisação resultam precisamente da realização das provas ModA.</p>
<p>“O efeito da greve foi particularmente visível na realização das provas ModA de Português, que decorreram de forma transversal em todo o país para os alunos do 6.º ano”, afirmou o governante.</p>
<p>Segundo os números divulgados pelo ministro, apenas 48% dos alunos realizaram efetivamente a prova esta quarta-feira.</p>
<p>“48% dos alunos realizaram a prova de Português, o que quer dizer que a greve afetou cerca de metade das escolas”, explicou Fernando Alexandre.</p>
<p>Os dados indicam assim que milhares de estudantes ficaram impossibilitados de realizar a avaliação na data inicialmente prevista, tornando necessária a marcação de uma segunda sessão.</p>
<p><strong>Ministério garante que nenhum aluno será prejudicado</strong><br />
Perante a necessidade de repetir a prova para os alunos abrangidos pela greve, o Ministério da Educação assegura que foram tomadas todas as precauções para garantir a igualdade de tratamento entre os estudantes.</p>
<p>Fernando Alexandre afirmou que a tutela tinha preparado previamente um plano de contingência precisamente para responder a um cenário de perturbação provocado pela greve.</p>
<p>“O enunciado está preparado, vai permitir a comparabilidade, foi feito com muito cuidado, obviamente, para que nenhum aluno seja prejudicado pela greve”, garantiu o ministro.</p>
<p>A tutela considera que a nova prova permitirá comparar resultados de forma rigorosa com os dos alunos que realizaram a avaliação na primeira data, sem criar desigualdades ou vantagens para qualquer grupo.</p>
<p><strong>Diretores criticam falta de comunicação antecipada</strong><br />
Apesar de garantirem que as escolas estarão preparadas para assegurar a realização da prova no próximo dia 9 de junho, os diretores dos agrupamentos escolares lamentam a forma como a nova data foi comunicada.</p>
<p>Os responsáveis escolares consideram que o anúncio poderia ter sido feito mais cedo, permitindo uma melhor organização logística e administrativa.</p>
<p>Segundo a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, a decisão obriga agora as escolas a desenvolverem, num curto espaço de tempo, um conjunto significativo de procedimentos para garantir a realização da prova.</p>
<p>Entre as tarefas estão a convocação de docentes, a reorganização de equipas de vigilância, a gestão dos espaços escolares e a comunicação aos encarregados de educação.</p>
<p>Um responsável da associação lamentou que os estabelecimentos de ensino tenham sido colocados sob pressão numa fase já marcada por uma elevada carga administrativa.</p>
<p>“Era desnecessário estarmos a trabalhar neste preciso momento e na próxima sexta-feira sob enorme pressão, porque temos uma tarefa administrativa imensa para vencer. Temos de convocar professores, outros professores, informar os pais da situação que vai ocorrer na terça-feira”, afirmou.</p>
<p>O mesmo responsável considera que muitas destas dificuldades poderiam ter sido evitadas caso a data alternativa tivesse sido divulgada antecipadamente pelo Ministério da Educação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771857]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Lula gera polémica ao sugerir que filhos de Bolsonaro merecem ser enforcados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 16:52:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As palavras de Lula foram proferidas durante um evento na cidade de Catalão e tiveram como principais alvos o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, protagonizou esta terça-feira uma das declarações mais polémicas da atual pré-campanha para as eleições presidenciais de outubro, ao defender, durante um discurso público no estado de Goiás, que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro deveriam ser punidos por aquilo que classificou como atos de traição ao país.</p>
<p>As palavras de Lula foram proferidas durante um evento na cidade de Catalão e tiveram como principais alvos o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que o chefe de Estado acusa de terem procurado influenciar autoridades norte-americanas contra interesses brasileiros.</p>
<p>Perante apoiantes, Lula afirmou que os filhos de Bolsonaro são “vendilhões da pátria” e “traidores”, acusando-os de terem pedido a intervenção de um país estrangeiro em assuntos internos do Brasil.</p>
<p>“Esses filhos do Bolsonaro são vendilhões da pátria. Foram pedir que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que é que merecem esses traidores?”, declarou o Presidente brasileiro.</p>
<p>A declaração gerou forte polémica não apenas pelo conteúdo, mas também porque contém uma incorreção histórica. Ao contrário do que afirmou Lula, quem foi executado por enforcamento foi Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, e não Joaquim Silvério dos Reis, o homem que denunciou a conspiração às autoridades portuguesas.</p>
<p><strong>Discurso marca tom mais agressivo da campanha presidencial</strong><br />
Segundo o relato dos acontecimentos, Lula voltou a insistir no mesmo tema em vários momentos da cerimónia pública, sugerindo novamente que Flávio e Eduardo Bolsonaro deveriam servir de exemplo pelo alegado comportamento que considera contrário aos interesses nacionais.</p>
<p>As declarações surgem numa altura em que a campanha para as eleições presidenciais brasileiras se intensifica e em que Lula, atualmente com 80 anos, procura assegurar um quarto mandato presidencial.</p>
<p>O atual chefe de Estado tem adotado um discurso mais combativo do que aquele que caracterizou campanhas anteriores, elevando o nível do confronto político com a família Bolsonaro numa corrida eleitoral que se antecipa particularmente disputada.</p>
<p><strong>Flávio Bolsonaro anuncia ação judicial contra Lula</strong><br />
A reação da oposição não tardou. Pouco depois das declarações do Presidente, Flávio Bolsonaro anunciou a intenção de apresentar uma queixa-crime junto do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando Lula de ameaça de morte e incentivo à prática de crime.</p>
<p>A iniciativa representa mais um episódio de tensão entre os dois principais campos políticos brasileiros, que continuam profundamente divididos à medida que se aproxima a eleição presidencial de outubro.</p>
<p>A origem da indignação de Lula está relacionada com recentes decisões tomadas pelas autoridades norte-americanas que tiveram impacto direto no Brasil.</p>
<p>O Presidente brasileiro atribui parte da responsabilidade dessas medidas à influência de Eduardo Bolsonaro junto de figuras próximas do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.</p>
<p>Entre as decisões que motivaram a reação do chefe de Estado brasileiro está a classificação das organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como organizações terroristas globais por parte do Departamento de Estado norte-americano.</p>
<p>Poucos dias depois, o Escritório de Comércio dos Estados Unidos concluiu uma investigação de 11 meses sobre alegadas práticas comerciais desleais do Brasil e propôs inicialmente uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.</p>
<p>Posteriormente, foi acrescentada uma sobretaxa adicional de 12,5%, justificada pelas autoridades norte-americanas com alegadas falhas no combate ao trabalho infantil e ao trabalho escravo.</p>
<p><strong>Viagem de Flávio Bolsonaro a Washington aumenta tensão política</strong><br />
Para Lula, estas medidas foram influenciadas pela atividade política desenvolvida por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e também pela recente deslocação de Flávio Bolsonaro a Washington.</p>
<p>Segundo o relato apresentado, o senador brasileiro reuniu-se separadamente com Donald Trump, com o vice-presidente norte-americano, J. D. Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio.</p>
<p>Na perspetiva do Presidente brasileiro, essas iniciativas contribuíram para decisões que prejudicam o Brasil num momento politicamente sensível, marcado pela aproximação das eleições presidenciais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771834]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Greve geral: Montenegro diz que &#8220;esmagadora maioria&#8221; dos portugueses não participou e aponta &#8220;23% de adesão&#8221; no setor público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 16:02:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[greve Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Montenegro]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro considerou esta quarta-feira que a greve geral convocada pela CGTP não trouxe “nenhuma novidade nem nenhuma solução” para os problemas do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro considerou esta quarta-feira que a greve geral convocada pela CGTP não trouxe “nenhuma novidade nem nenhuma solução” para os problemas do país, defendendo simultaneamente que a proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo deverá prosseguir o seu percurso parlamentar para ser debatida e eventualmente aperfeiçoada pelos deputados. AO mesmo tempo, desvalorizou a adesão à paralisação, quer no setor público, quer no privado.</p>
<p>Questionado sobre o agendamento da discussão da reforma laboral na Assembleia da República, Luís Montenegro afastou qualquer responsabilidade direta do Executivo na calendarização dos trabalhos parlamentares.</p>
<p>“Não posso responder pela agenda da Assembleia da República. Foi a Conferência de Líderes que marcou as próximas semanas de trabalhos”, afirmou.</p>
<p>Ainda assim, o chefe do Governo considerou que o processo demonstra o normal funcionamento das instituições democráticas.</p>
<p>“Aquilo que resulta é que a democracia está a funcionar”, declarou, acrescentando que o Parlamento terá agora a oportunidade de analisar o diploma e introduzir eventuais alterações.</p>
<p>Segundo Montenegro, o Governo está convicto de que os contributos dos diferentes grupos parlamentares poderão melhorar a proposta.</p>
<p>“A Assembleia terá a discussão da proposta de lei do Governo, e a nossa convicção é que o Parlamento tem a possibilidade e a responsabilidade de poder contribuir com as suas posições, de todos os grupos parlamentares, para enriquecer o texto que foi enviado à Assembleia da República”, afirmou.</p>
<p><strong>Governo insiste nos ganhos para a economia</strong><br />
O primeiro-ministro voltou a defender que a reforma laboral constitui um instrumento importante para reforçar a competitividade da economia portuguesa e adaptar o mercado de trabalho aos novos desafios económicos e tecnológicos.</p>
<p>O objetivo, explicou, passa por criar um enquadramento jurídico que favoreça o crescimento económico e a modernização das relações laborais.</p>
<p>“Para podermos ter uma lei do trabalho, um novo enquadramento jurídico das relações laborais que dê maior produtividade à economia portuguesa”, sustentou.</p>
<p>Montenegro afirmou ainda que as alterações propostas permitirão tornar o mercado laboral mais dinâmico e melhor preparado para responder às transformações em curso.</p>
<p>“A discussão da lei do trabalho permite que haja maior dinamismo. Permite que tenhamos uma economia mais tecnológica, mais inovadora, à altura dos tempos que vivemos”, declarou.</p>
<p><strong>Primeiro-ministro sublinha que maioria dos portugueses trabalhou</strong><br />
Relativamente à greve geral, o primeiro-ministro reafirmou o respeito do Governo pelo direito constitucional à greve, mas insistiu na necessidade de compatibilizar esse direito com o direito ao trabalho daqueles que optam por não aderir aos protestos.</p>
<p>“É um direito e não colocamos em causa o exercício desse direito”, afirmou.</p>
<p>Contudo, acrescentou que o Executivo tem procurado garantir um equilíbrio entre diferentes direitos dos cidadãos.</p>
<p>“Temos de conciliar os direitos de todos, o direito de muitos fazerem greve e emitirem um sinal político sobre determinadas matérias, com o direito dos outros que, não fazendo greve, querem trabalhar”, declarou.</p>
<p>Montenegro sustentou que a maioria dos portugueses manteve a sua atividade profissional durante o dia de paralisação.</p>
<p>“A esmagadora maioria dos portugueses quer trabalhar e trabalhou. E está a trabalhar”, afirmou.</p>
<p>Segundo o primeiro-ministro, os dados disponíveis apontam para um impacto reduzido no setor privado.</p>
<p>“De uma forma geral, o setor privado não teve grande perturbação. É a informação que é carregada por várias entidades, confederações empresariais e empresas”, referiu.</p>
<p><strong>Governo aponta adesão média de 23% na Administração Pública</strong><br />
Quanto à Administração Pública, Montenegro indicou que os dados recolhidos pelo Governo apontam para uma adesão média à greve na ordem dos 23%.</p>
<p>“Na Administração Pública, a média da taxa de adesão andará nos 23%”, afirmou.</p>
<p>O chefe do Executivo argumentou ainda que muitos dos serviços encerrados não ficaram inoperacionais devido a uma adesão total dos trabalhadores, mas porque a ausência de profissionais em funções específicas impediu o normal funcionamento de determinados departamentos.</p>
<p>“A maior parte dos serviços que não esteve disponível não foi por ter 100% dos colaboradores em greve. Foi por ter determinadas funções que, não sendo possíveis, impossibilitam que determinado departamento esteja aberto”, explicou.</p>
<p><strong>“Muitas famílias foram prejudicadas”</strong><br />
Apesar de garantir que o Governo acompanha atentamente as posições manifestadas pelos sindicatos e pelos diferentes setores da sociedade, Montenegro considerou que a paralisação não contribuiu para resolver os problemas identificados pelos promotores da greve.</p>
<p>“O Governo ouve tudo o que se diz e o que são manifestações de posição e opinião, vindas de todo o lado”, afirmou.</p>
<p>Ainda assim, concluiu com uma crítica aos efeitos da paralisação.</p>
<p>“Não levarão a mal que possa constatar que esta greve não trouxe nenhuma novidade nem nenhuma solução”, declarou.</p>
<p>Na avaliação do primeiro-ministro, os principais efeitos da greve acabaram por recair sobre cidadãos e famílias que viram vários serviços condicionados.</p>
<p>“O que mais uma vez aconteceu é que muitas pessoas, muitas famílias, foram prejudicadas por esta greve”, indicou, referindo &#8220;crianças sem aulas, jovens que não fizeram provas, consultas e cirurgias não realizadas&#8221;. &#8220;Alguns que porventura não se deslocaram ao trabalho por impossibilidade, e foram verdadeiramente os prejudicados e o País deve fazer uma reflexão, e as estruturas sindicais também, sobre o propósito desta greve. Todos temos responsabilidade, e isso também integra as consequências dos nosso atos. A greve passou apenas por prejudicar a vida a muita gente&#8221;, concluiu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771783]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU. Governo assinala &#8220;vitória sem precedentes&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:32:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal foi eleito esta quarta-feira, à primeira volta, como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal foi eleito esta quarta-feira, à primeira volta, como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028, garantindo o regresso ao principal órgão da ONU responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais.</p>
<p>A eleição decorreu na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, através de votação secreta dos 193 Estados-membros. Portugal integrou a disputa pelos dois lugares atribuídos ao grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, enfrentando as candidaturas da Alemanha e da Áustria.</p>
<p>A candidatura portuguesa reuniu 143 votos favoráveis, resultado que permitiu assegurar desde a primeira ronda um lugar no Conselho de Segurança, naquele que foi descrito pelas autoridades nacionais como um momento histórico para a diplomacia portuguesa.</p>
<p>Com esta eleição, Portugal conquistou o seu quarto mandato como membro não-permanente do Conselho de Segurança, depois das presenças nos períodos de 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012.</p>
<p><strong>Paulo Rangel fala em vitória “sem precedentes”</strong><br />
Pouco depois de conhecidos os resultados, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, classificou a eleição como uma conquista histórica, sublinhando tratar-se da primeira vez que Portugal consegue garantir um lugar no Conselho de Segurança logo na primeira volta.</p>
<p>“O primeiro-ministro já telefonou a dar os parabéns. Queria dizer que é uma vitória sem precedentes, é a primeira vez que Portugal é eleito à primeira volta”, afirmou.</p>
<p>O chefe da diplomacia portuguesa considerou que o resultado reflete o trabalho desenvolvido ao longo de mais de uma década por diferentes instituições do Estado e por sucessivos responsáveis políticos.</p>
<p>“Mostra o trabalho feito ao longo de 13 anos por vários governos, vários presidentes, e em especial nos últimos dois anos”, declarou.</p>
<p>Para Paulo Rangel, a votação constitui igualmente um reconhecimento internacional da posição e da credibilidade de Portugal na cena diplomática global.</p>
<p>“Diz muito sobre o prestígio de Portugal e a forma como é apreciada a nossa política externa”, afirmou.</p>
<p>Apesar da satisfação pelo resultado alcançado, o ministro alertou para as responsabilidades que acompanham o mandato agora conquistado.</p>
<p>“Temos agora dois anos muito desafiantes, mas em que a diplomacia portuguesa está de parabéns. É uma grande, grande vitória. Tenho muito orgulho”, declarou, deixando ainda um agradecimento “a todos os órgãos de soberania” pelo contributo dado ao longo da campanha.</p>
<p><strong>Montenegro destaca conquista alcançada perante adversários de peso</strong><br />
Também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, saudou logo depois o resultado, considerando que a eleição representa uma afirmação internacional de Portugal num contexto altamente competitivo.</p>
<p>“Vencemos uma eleição que disputámos com a Áustria e a Alemanha”, começou por destacar.</p>
<p>O chefe do Governo classificou a eleição como “uma grande conquista de Portugal naquele que é o maior palco da política internacional”, salientando que a vitória foi alcançada perante dois concorrentes particularmente fortes, em declarações aos jornalistas.</p>
<p>“Perante dois oponentes manifestamente fortes, esta vitória dignifica Portugal e projeta-nos no mundo”, afirmou.</p>
<p>Luís Montenegro considerou que o desfecho da votação confirma a reputação internacional construída por Portugal ao longo de décadas.</p>
<p>“Portugal é um país credível, respeitado, é um país que tem intervenção e participação a nível internacional e entendemos este mandato como mais uma demonstração precisamente desse nosso histórico”, declarou.</p>
<p>O primeiro-ministro sustentou ainda que a influência internacional portuguesa ultrapassa largamente a dimensão geográfica, económica ou demográfica do país.</p>
<p>“Portugal tem, no plano internacional, uma força muito superior à nossa dimensão económica ou demográfica”, afirmou.</p>
<p>Segundo Montenegro, o reconhecimento obtido resulta da consistência da atuação portuguesa nas organizações multilaterais e da credibilidade conquistada junto dos parceiros internacionais.</p>
<p>“Temos um reconhecimento da nossa linha de lealdade, de visão estratégica ao nível multilateral”, acrescentou.</p>
<p><strong>Campanha mobilizou Governo, Presidência e rede diplomática</strong><br />
Na sua reação à eleição, Luís Montenegro fez questão de agradecer o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos para assegurar o apoio dos Estados-membros das Nações Unidas.</p>
<p>O primeiro-ministro destacou o papel desempenhado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e por Paulo Rangel na fase decisiva da campanha diplomática.</p>
<p>Ao mesmo tempo, enalteceu o envolvimento dos Presidentes da República, Marcelo Rebelo de Sousa e António José Seguro, que, segundo referiu, acompanharam e apoiaram o processo de candidatura.</p>
<p>“Quero cumprimentar também o contributo relevante e sempre muito próximo dos Presidentes da República Marcelo Rebelo de Sousa e António José Seguro, que abraçaram a campanha que permitiu esta eleição”, afirmou.</p>
<p>Montenegro reservou ainda uma palavra especial para os diplomatas portugueses espalhados pelo mundo.</p>
<p>“Os maiores operacionais, a nossa rede diplomática, os nossos embaixadores”, declarou. “Há grandes desafios e conflitos no globo. Esta vocação universalista de Portugal foi crucial para o sucesso desta campanha”, continuou o primeiro-ministro.</p>
<p>Para o chefe do Governo, o resultado alcançado representa não apenas um reconhecimento do trabalho diplomático desenvolvido ao longo dos últimos anos, mas também uma responsabilidade acrescida para o país nos próximos dois anos.</p>
<p>“Agora, cabe-nos a responsabilidade de, em 2027 e 2028, estarmos na mesa do Conselho de Segurança e aí podermos contribuir para as decisões que são hoje mais do que nunca reclamadas para assegurar a paz e a segurança internacional”, declarou.</p>
<p>Montenegro garantiu que Portugal encarará esse papel como uma prioridade desde o início do mandato. “Esta nossa responsabilidade será assumida desde o primeiro minuto como fundamental”, assegurou.</p>
<p>O primeiro-ministro salientou ainda que Portugal já desempenha um papel relevante em vários fóruns internacionais, apontando a participação ativa do país na União Europeia e a sua ligação histórica aos países africanos de língua oficial portuguesa.</p>
<p>“Portugal tem uma intervenção a nível europeu, no âmbito da União Europeia, com muito relevo, tem intervenção multilateral nos países PALOP, terá agora uma nova responsabilidade, igualmente muito importante”, afirmou.</p>
<p>Segundo Luís Montenegro, o novo mandato poderá também contribuir para reforçar o papel das Nações Unidas numa fase particularmente desafiante para a organização.</p>
<p>“Por esta via pode relançar a ONU num momento em que enfrenta muitos, muitos desafios, para ser instrumento e palco de resolução de conflitos”, defendeu.</p>
<p><strong>Seguro destaca eleição de Portugal para o Conselho de Segurança da ONU como reconhecimento internacional do país</strong><br />
O Presidente da República, António José Seguro, saudou esta quarta-feira a eleição de Portugal como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028, classificando o resultado alcançado na Assembleia Geral da ONU como uma conquista que prestigia o país e reflete a confiança da comunidade internacional em Portugal.</p>
<p>Numa mensagem divulgada após a votação realizada em Nova Iorque, o chefe de Estado considerou que a eleição representa um reconhecimento do percurso internacional português e dos valores que o país tem defendido ao longo das últimas décadas.</p>
<p>Segundo António José Seguro, a conquista alcançada por Portugal “enaltece todo o povo português” e resulta da imagem de confiança transmitida pelo país no contexto internacional, bem como do reconhecimento pelo seu compromisso com valores universais.</p>
<p>O Presidente sublinhou ainda que a votação favorável obtida por Portugal constitui igualmente uma demonstração do apoio internacional ao compromisso português com o multilateralismo e com o papel das Nações Unidas na promoção da paz, da segurança e da cooperação entre Estados.</p>
<p>“A votação obtida hoje por Portugal na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, é também o reconhecimento do compromisso do nosso país com o multilateralismo e, em particular, com as Nações Unidas”, afirmou.<br />
Na sua declaração, António José Seguro destacou que o resultado alcançado demonstra a credibilidade de Portugal junto da comunidade internacional.</p>
<p>Para o Presidente da República, a eleição evidencia “a credibilidade, a confiança e o respeito de Portugal na comunidade internacional”, ao mesmo tempo que representa uma vitória da diplomacia portuguesa e da consistência da política externa nacional ao longo dos anos.</p>
<p>O chefe de Estado fez questão de sublinhar que o sucesso da candidatura não resulta apenas do trabalho desenvolvido nos últimos meses, mas de um esforço diplomático prolongado que envolveu diferentes instituições e responsáveis políticos ao longo de mais de uma década.</p>
<p>Nesse contexto, felicitou todos aqueles que contribuíram para o processo desde o lançamento da candidatura portuguesa, em janeiro de 2013, agradecendo igualmente aos vários governos que deram continuidade ao objetivo de assegurar o regresso de Portugal ao Conselho de Segurança.</p>
<p>“Felicito todos os envolvidos nesta eleição desde a apresentação da candidatura, em janeiro de 2013, e todos os Governos que deram continuidade a este objetivo”, declarou.</p>
<p>Na mensagem, António José Seguro dirigiu um agradecimento especial ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e à estrutura diplomática portuguesa que esteve envolvida na campanha internacional de apoio à candidatura.</p>
<p>O Presidente destacou particularmente o trabalho desenvolvido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, pelos enviados especiais designados para a campanha e por toda a diplomacia portuguesa.</p>
<p>Mereceram igualmente uma referência específica a Missão Permanente de Portugal junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, bem como os anteriores Presidentes da República, Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa, pelos esforços desenvolvidos em diferentes fases do processo.</p>
<p>O chefe de Estado aproveitou ainda a ocasião para felicitar os restantes países eleitos para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, manifestando confiança na capacidade de Portugal para desempenhar um papel relevante durante o mandato que terá início em 2027.</p>
<p>António José Seguro afirmou estar convicto de que Portugal saberá promover um diálogo construtivo e produtivo com os restantes membros do órgão responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais.</p>
<p>“Manifesto a certeza de que Portugal, nos dois anos de mandato no Conselho de Segurança, saberá realizar um diálogo profícuo com todos os países”, referiu.</p>
<p>O Presidente acrescentou que Portugal continuará igualmente empenhado na defesa do direito internacional e dos princípios que orientam a ordem multilateral.</p>
<p>“Estou certo de que vamos igualmente batalhar por uma defesa intransigente do respeito pelo direito internacional, tendo em vista a prossecução da paz, a segurança e o desenvolvimento sustentável”, afirmou.</p>
<p>Na parte final da mensagem, António José Seguro enquadrou a eleição portuguesa num contexto internacional marcado por múltiplas crises, conflitos e desafios globais.</p>
<p>Perante uma conjuntura que classificou como cada vez mais exigente e imprevisível, o Presidente da República expressou a esperança de que o mandato de Portugal no Conselho de Segurança possa contribuir para reforçar a paz internacional e promover soluções para os principais problemas globais.</p>
<p>“Numa conjuntura internacional cada vez mais desafiante e imprevisível e numa ocasião em que somos confrontados com tantos desafios globais, faço votos para que este mandato de Portugal no Conselho de Segurança sirva para contribuir para um mundo mais pacífico, menos desigual, mais justo e mais digno”, declarou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771756]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Quando a inclusão não passa do discurso: o risco invisível do employer branding</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:09:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Universidades]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Ana Margarida Barreto, da FCSH-Universidade Nova Lisboa, ICNOVA, e Anna Carolina Boechat, da Universidade Católica Portuguesa, CECC, ICNOVA]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-ymubjt" class="brxe-block"></div>
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<div class="ms-time"><em>Por Ana Margarida Barreto, FCSH-Universidade Nova Lisboa, ICNOVA, e Anna Carolina Boechat, Universidade Católica Portuguesa, CECC, ICNOVA</em></div>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Nos últimos anos, o employer branding tornou-se uma das ferramentas estratégicas mais valorizadas pelas organizações. Serve para atrair talento, reforçar reputação e afirmar valores. Entre esses valores, a inclusão ganhou um protagonismo evidente, visível em campanhas, relatórios, discursos institucionais e, sobretudo, em estratégias de posicionamento organizacional. Mas esta crescente visibilidade traz uma pergunta inevitável: até que ponto a inclusão comunicada corresponde à inclusão vivida?</p>
<p>A resposta, infelizmente, nem sempre é animadora. E é precisamente aqui que emerge um risco silencioso, mas cada vez mais relevante: o da inclusão simbólica, ou inclusion-washing. Isto é, quando a narrativa inclusiva não encontra correspondência na prática.</p>
<p><strong>Inclusão não é presença — é participação</strong></p>
<p>É fundamental distinguir dois conceitos que muitas vezes se confundem. Diversidade refere-se à presença de perfis distintos numa organização. Inclusão, por sua vez, implica participação, pertença e reconhecimento. Uma empresa pode ser diversa sem ser verdadeiramente inclusiva; pode integrar pessoas diferentes, mas não lhes garantir condições para contribuírem plenamente.</p>
<p>É neste desfasamento que a comunicação estratégica se torna decisiva. O employer branding não é apenas uma ferramenta de Marketing ou de Recursos Humanos: é um processo que constrói significados, legitima práticas e molda a identidade organizacional.</p>
<p><strong>O paradoxo da visibilidade</strong></p>
<p>Num estudo recente que realizámos sobre a inclusão de pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho em Portugal, publicado este ano na revista científica internacional Comunicar*, emerge um paradoxo claro: quanto mais a inclusão é comunicada, mais visível se torna, mas isso não garante que aconteça. Por outras palavras, a visibilidade, por si só, não é evidência de transformação organizacional. Nalguns casos, a visibilidade pode até ocultar desigualdades persistentes.</p>
<p>As organizações comunicam inclusão através de campanhas, redes sociais ou relatórios. Mas a sua concretização depende de factores muito mais exigentes, como investimento, adaptação organizacional, formação contínua e compromisso estrutural. Os dados mostram que as estratégias mais eficazes não são necessariamente as mais mediáticas, mas as mais consistentes: acompanhamento próximo, formação das equipas, parcerias com entidades especializadas. Em suma: a inclusão real constrói-se no quotidiano, não apenas na comunicação.</p>
<p><strong>As barreiras que não aparecem nos relatórios</strong></p>
<p>Apesar dos avanços, persistem obstáculos significativos. Alguns são internos, como resistência cultural, falta de preparação das equipas, ausência de processos claros; e outros sistémicos, como a falta de apoio estruturado após o percurso escolar ou a dificuldade de articulação entre empresas e sector social.</p>
<p>Estes factores ajudam a explicar porque é que a inclusão, tantas vezes, fica pelo discurso. Não se trata de falta de intenção, mas de complexidade na sua operacionalização. E este ponto é crucial para quem trabalha em gestão de pessoas e comunicação: é preciso criar condições para os concretizar os valores que afirmamos.</p>
<p><strong>Comunicação: de veículo de visibilidade a motor de transformação</strong></p>
<p>Perante este cenário, a comunicação estratégica enfrenta um desafio claro: deixar de ser apenas um amplificador de mensagens e assumir-se como um agente de mudança.</p>
<p>Isso implica alinhar três dimensões fundamentais. A saber:</p>
<ul>
<li>o que a organização diz (discurso)</li>
<li>o que faz (prática)</li>
<li>e como estrutura os seus processos (sistema)</li>
</ul>
<p>Quando este alinhamento falha, a credibilidade fica comprometida. Mas quando é conseguido, a comunicação transforma-se num activo estratégico com impacto real. E num contexto em que a reputação se constrói em tempo real, essas alterações tornam-se rapidamente visíveis.</p>
<p><strong>Da narrativa à prática </strong></p>
<p>A conclusão é simples, mas exigente: a inclusão não é uma mensagem, mas um sistema. Exige continuidade, avaliação e compromisso. Requer colaboração entre empresas, sector social e políticas públicas. E implica reconhecer que a reputação não se constrói apenas pelo que se comunica, mas sobretudo pelo que se faz. Afinal, hoje a legitimidade organizacional depende cada vez mais da capacidade de sustentar, na prática, os valores que se tornam visíveis no discurso.</p>
<p>Num contexto em que propósito e valores são decisivos para atrair e reter talento, este alinhamento deixa de ser opcional para ser estratégico. Porque, no fim, a reputação começa por dentro. E só se sustenta quando aquilo que se diz corresponde, de facto, àquilo que se vive.</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Ana Margarida Barreto, da FCSH-Universidade Nova Lisboa, ICNOVA, e Anna Carolina Boechat, da Universidade Católica Portuguesa, CECC, ICNOVA]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Empresas já investiram mais de 40 mil euros em bolsas para Engenharia de Minas, no Técnico</title>
		<link>https://hrportugal.sapo.pt/empresas-ja-investiram-mais-de-40-mil-euros-em-bolsas-para-engenharia-de-minas-no-tecnico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:09:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Universidades]]></category>
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					<description><![CDATA[Empresas dos sectores dos recursos minerais e energéticos já investiram 42 mil euros em bolsas de estudo para alunos da licenciatura em Engenharia de Minas e Recursos Energéticos do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, através do programa Recursos+.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-ymubjt" class="brxe-block">
<h1 class="brxe-post-title bm-blog-single-11__post-title"></h1>
<div id="brxe-hlbfas" class="brxe-post-excerpt">
<p>Empresas dos sectores dos recursos minerais e energéticos já investiram 42 mil euros em bolsas de estudo para alunos da licenciatura em Engenharia de Minas e Recursos Energéticos do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, através do programa Recursos+. A iniciativa, lançada no ano letivo 2024/2025, continua a crescer e já prepara a entrada de novas empresas parceiras para 2026/2027.</p>
</div>
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<div class="brxe-code" data-script-id="fxjjzj">Desde o arranque do programa, foram atribuídas 42 bolsas no valor de mil euros cada. No primeiro ano da iniciativa, em 2024/2025, 15 estudantes aceitaram o apoio. Já em 2025/2026, o programa assegurou a renovação de oito bolsas a alunos que transitaram do ano anterior e atribuiu ainda 19 novas bolsas a estudantes que ingressaram na licenciatura.</div>
</div>
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<p class="x_normal1">O programa Recursos+ garante aos estudantes do 1.º ano da licenciatura o pagamento integral da propina anual, prevendo também a continuidade do apoio financeiro nos anos seguintes mediante aproveitamento académico.</p>
<p class="x_normal1">O programa Recursos+ conta actualmente com 15 empresas parceiras: Almina, Beralt Tin &amp; Wolfram Portugal, Boliden Somincor, Epos, Fassa Bortolo, Fravizel, Julipedra, Mocapor, Orica Mining Services Portugal, Secil Agregados, Sibelco, Sifucel Sílicas, Solancis, STET e Sulfúrea Termas de Cabeça de Vide.</p>
<p class="x_normal1">Num contexto global marcado pela necessidade de acelerar a transição energética, aumentar a autonomia europeia em matérias-primas críticas e assegurar modelos de desenvolvimento mais sustentáveis, o setor enfrenta uma crescente necessidade de quadros altamente qualificados. A procura por profissionais especializados em recursos minerais e energéticos tem vindo a aumentar significativamente, tanto em Portugal como a nível internacional.</p>
<p class="x_normal1">«A Engenharia de Minas e Recursos Energéticos é uma área decisiva para garantir que a transição energética se faz com conhecimento, responsabilidade e capacidade técnica. O envolvimento direto das empresas no programa Recursos+ demonstra não só a confiança do setor nesta formação, mas também a consciência de que o país precisa de preparar profissionais qualificados para responder aos desafios tecnológicos, ambientais e económicos associados ao acesso, valorização e gestão sustentável dos recursos minerais e energéticos», afirma Maria João Pereira, professora e presidente do departamento de Engenharia de Recursos Minerais e Energéticos do Técnico.</p>
<p class="x_normal1">A forte ligação à indústria traduz-se também numa componente prática ao longo do curso, incluindo visitas técnicas, seminários com profissionais, estágios de verão e projectos aplicados. Ao longo da formação, os estudantes desenvolvem competências em ciências da terra, tecnologias de engenharia, sustentabilidade e sistemas energéticos, adquirindo um perfil cada vez mais valorizado pelo mercado de trabalho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771746]]></sapo:autor>
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		<title>Católica-Lisbon SBE apresenta nova identidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:08:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Universidades]]></category>
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					<description><![CDATA[A Católica Lisbon School of Business &#038; Economics apresentou um logótipo novo e lança a campanha “Achieve Greatness”. A partir de agora, a Escola passa a assumir oficialmente a designação curta de Católica-Lisbon SBE.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-ymubjt" class="brxe-block">
<h1 class="brxe-post-title bm-blog-single-11__post-title"></h1>
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<p>A Católica Lisbon School of Business &amp; Economics apresentou um logótipo novo e lança a campanha “Achieve Greatness”. A partir de agora, a Escola passa a assumir oficialmente a designação curta de Católica-Lisbon SBE.</p>
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<p><span lang="pt">«Católica Lisbon School of Business &amp; Economics sempre foi e é a nossa identidade. O que fazemos agora é expressá-la de forma mais clara, contemporânea e alinhada com os códigos das principais Business Schools internacionais. Mais do que uma mudança, esta é uma evolução natural de uma Escola com forte vocação internacional e que compete há muitos anos num contexto global», afirma André Alves, director Executivo de Marketing da Católica-Lisbon SBE.</span></p>
<p><span lang="pt"> </span><span lang="pt">O lançamento da nova identidade acontece em simultâneo com o lançamento da Campanha “Achieve Greatness”, uma campanha que «procura afirmar uma visão mais contemporânea sobre liderança, sucesso e desenvolvimento humano».</span></p>
<p><span lang="pt">“Achieve Greatness” parte da convicção que ser um bom profissional já não chega. O mundo de hoje pede mais. Pede líderes que combinem competência técnica com consciência ética. Que saibam tomar decisões difíceis sem perder os valores. Que entendam que o sucesso individual só tem sentido quando gera impacto coletivo. A Católica-Lisbon SBE existe para preparar precisamente esses líderes.</span></p>
<p><span lang="pt">Os protagonistas da camapanha não são casos de estudo nem histórias de sucesso profissional construídas para efeitos de marketing. São alunos reais. Um futuro gestor que pinta. Uma economista que dança ballet. Um líder que pratica kickboxing. Não são detalhes curiosos, são a prova viva de que a grandeza não cabe numa única dimensão.</span></p>
<p><span lang="pt">A campanha estrutura-se sobre cinco vetores estratégicos: Lisbon, Talent, Experience, Learning e Impact. O foco recai na transformação de talento em impacto significativo, defendendo que a liderança só é verdadeiramente relevante quando exercida com ética, responsabilidade e visão de longo prazo.</span></p>
<p><span lang="pt">«</span><span lang="pt">Foi precisamente isso que quisemos reflectir em “Achieve Greatness”. Os alunos que participam na campanha não foram escolhidos por representarem um perfil ideal. Foram escolhidos porque representam a singularidade, a autenticidade e a multidimensionalidade que encontramos todos os dias na nossa comunidade. Esta decisão diz muito sobre a cultura da Católica-Lisbon SBE. Somos uma escola que valoriza a excelência, mas que reconhece que o talento assume muitas formas. Acreditamos que é na diferença que acrescentamos valor, que evoluímos e que expandimos a nossa forma de pensar. No fundo, os alunos são os protagonistas da campanha porque são, desde sempre, os nossos protagonistas», acrescenta André Alves.</span></p>
<p><span lang="pt"> </span><span lang="pt">A estratégia de comunicação da Campanha Achieve Greatness será multicanal, incluindo um filme manifesto, presença digital e social media, rádio, televisão, outdoor e uma presença no festival NOS Alive, onde a Escola, presente pela primeira vez, promoverá debates sobre inteligência artificial, sustentabilidade e liderança.</span></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771742]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;Pior cenário&#8221;: Rússia volta a endurecer discurso e avisa que uso de armas nucleares continua em cima da mesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:03:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[armas]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Rússia voltou a lançar um aviso sobre a possibilidade de recorrer ao arsenal nuclear em circunstâncias extremas, com um dos mais altos responsáveis da diplomacia russa a afirmar que qualquer ação considerada uma ameaça à integridade territorial do país poderá desencadear uma resposta desse tipo no "pior cenário".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia voltou a lançar um aviso sobre a possibilidade de recorrer ao arsenal nuclear em circunstâncias extremas, com um dos mais altos responsáveis da diplomacia russa a afirmar que qualquer ação considerada uma ameaça à integridade territorial do país poderá desencadear uma resposta desse tipo no &#8220;pior cenário&#8221;.</p>
<p>As declarações foram feitas esta quarta-feira por Sergey Ryabkov à margem do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, evento frequentemente apelidado de &#8220;Davos da Rússia&#8221;, que reúne dirigentes políticos, empresários e representantes de vários países.</p>
<p>Questionado sobre as circunstâncias que poderiam justificar o recurso a armas nucleares, Ryabkov remeteu para os documentos estratégicos oficiais da Federação Russa.</p>
<p>Segundo o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, as situações extremas que podem levar à utilização deste tipo de armamento estão claramente definidas tanto na doutrina militar russa como nos princípios da política estatal de dissuasão nuclear.</p>
<p>&#8220;Olhando para nós, essas situações extremas hipotéticas que podem desencadear a utilização destas armas foram detalhadas na doutrina militar da Rússia e nos fundamentos da política estatal russa de dissuasão nuclear&#8221;, afirmou.</p>
<p>O responsável acrescentou que esses documentos pretendem transmitir uma mensagem clara aos potenciais adversários da Rússia.</p>
<p><strong>Ameaças ao território russo podem ter resposta extrema</strong><br />
Nas declarações prestadas em São Petersburgo, Ryabkov deixou explícito que qualquer ataque considerado uma violação da integridade territorial russa poderá desencadear uma resposta de elevada gravidade.</p>
<p>&#8220;Para o dizer de forma mais direta, estes documentos enviam um sinal de que atentados contra a Rússia ou contra a sua integridade territorial por parte de agressores, incluindo aqueles que possam possuir esse tipo de armas, podem levar-nos a utilizar essas armas no pior cenário&#8221;, advertiu.</p>
<p>A formulação utilizada pelo diplomata russo representa mais um endurecimento da retórica de Moscovo num contexto marcado pela continuação da guerra e pelo aumento das tensões geopolíticas entre a Rússia e os seus adversários.</p>
<p><strong>Advertência surge em contexto de crescente tensão internacional</strong><br />
As palavras de Ryabkov surgem num momento em que as autoridades russas continuam a sublinhar a importância da dissuasão nuclear como elemento central da sua estratégia de segurança nacional.</p>
<p>Embora o responsável não tenha identificado qualquer situação concreta que pudesse conduzir a esse cenário, a referência ao uso de armas nucleares em resposta a ameaças à integridade territorial russa constitui uma das linhas previstas na doutrina estratégica do país.</p>
<p>O vice-ministro insistiu que os critérios para uma eventual utilização de armamento nuclear já se encontram definidos nos documentos oficiais russos, apresentando-os como um instrumento de dissuasão destinado a desencorajar potenciais ataques contra o território nacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771736]]></sapo:autor>
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		<title>PSP e GNR alertam para burlas com cromos do Mundial 2026 (e deixam conselhos para não se deixar enganar)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:37:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[burlas]]></category>
		<category><![CDATA[cromos]]></category>
		<category><![CDATA[GNR]]></category>
		<category><![CDATA[mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[A crescente procura pelos cromos e cadernetas do Mundial de Futebol de 2026 está a ser aproveitada por burlões para enganar consumidores em Portugal. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente procura pelos cromos e cadernetas do Mundial de Futebol de 2026 está a ser aproveitada por burlões para enganar consumidores em Portugal. A Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) emitiram alertas públicos sobre vários esquemas fraudulentos associados à compra e troca de cromos, tanto através da Internet como em transações presenciais.</p>
<p>Com o arranque da competição a aproximar-se e com um entusiasmo acrescido em torno daquela que poderá ser a última participação de jogadores como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi num Campeonato do Mundo, a procura pelos produtos oficiais disparou, criando condições propícias para o aparecimento de novas formas de fraude.</p>
<p>Num vídeo divulgado nas redes sociais, a PSP revelou que o elevado interesse pelos cromos e pelas cadernetas do Mundial 2026 desencadeou uma &#8220;onda de burlas online e vendas de material contrafeito&#8221;.</p>
<p>A força policial lembra que completar a coleção continua a ser uma missão para milhares de crianças, mas também para muitos adultos, apelando a uma maior atenção perante propostas aparentemente vantajosas.</p>
<p>Segundo a PSP, um dos esquemas mais frequentes ocorre através de perfis falsos nas redes sociais ou em plataformas digitais. Os burlões anunciam caixas de cromos a preços significativamente inferiores aos praticados no mercado, solicitam pagamento imediato — frequentemente através de MB Way — e, depois de receberem o dinheiro, cortam qualquer contacto com a vítima sem nunca enviarem os produtos prometidos.</p>
<p>A autoridade alerta ainda para a circulação de cromos e cadernetas falsificados em trocas realizadas na via pública ou através de canais de venda não oficiais.</p>
<p>De acordo com a PSP, estas imitações podem parecer autênticas à primeira vista, mas apresentam diferenças importantes. Entre os sinais de alerta encontram-se a ausência de hologramas e selos oficiais, uma impressão de menor qualidade, cores menos definidas e papel inferior ao utilizado nos produtos genuínos.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="pt" dir="ltr">NOVA BURLA! CROMOS DO MUNDIAL DE FUTEBOL ⚽👮</p>
<p>A procura por cromos e cadernetas está a gerar uma onda de burlas online e vendas de material contrafeito.</p>
<p>🧐Fique atento aos esquemas mais comuns ⬇️</p>
<p>🚨Proteja a sua carteira (e a coleção dos mais novos)!</p>
<p>Sempre presentes! <a href="https://t.co/trZhGRFnsv">pic.twitter.com/trZhGRFnsv</a></p>
<p>&mdash; PSP &#8211; Polícia de Segurança Pública (@PSP_Portugal) <a href="https://x.com/PSP_Portugal/status/2062066754671575480?ref_src=twsrc%5Etfw">June 3, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Freel%2F1333828935353072%2F&#038;show_text=0&#038;width=267" width="267" height="476" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowfullscreen="true" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; picture-in-picture; web-share" allowFullScreen="true"></iframe></p>
<p><strong>Conselhos para evitar ser vítima de fraude</strong><br />
Para proteger os consumidores e evitar prejuízos financeiros, a PSP divulgou um conjunto de recomendações.</p>
<p>Entre os principais conselhos está a necessidade de desconfiar de promoções excessivamente vantajosas encontradas nas redes sociais ou em plataformas pouco conhecidas.</p>
<p>A polícia recomenda também que não sejam efetuados pagamentos por MB Way ou transferência bancária para pessoas desconhecidas, sobretudo quando não existem garantias sobre a identidade do vendedor.</p>
<p>No caso das crianças e jovens colecionadores, a PSP aconselha os pais a ensinarem a identificar elementos de autenticidade dos cromos, como os selos brilhantes e os hologramas oficiais da marca.</p>
<p>As compras devem ser realizadas apenas em quiosques, papelarias ou através das plataformas oficiais de venda. Sempre que existam dúvidas sobre a legitimidade de uma oferta, a recomendação é denunciar a situação às autoridades.</p>
<p><strong>GNR já tinha identificado esquemas semelhantes</strong><br />
Também a GNR tinha alertado anteriormente para a proliferação de páginas falsas e perfis fraudulentos associados à venda de cromos do Mundial 2026.</p>
<p>Numa publicação divulgada pela força de segurança, foi referido que os cromos do Mundial estavam esgotados na loja oficial da Panini e em diversos pontos de venda autorizados.</p>
<p>Perante essa escassez, começaram a surgir anúncios, páginas e perfis nas redes sociais a oferecer produtos supostamente disponíveis para entrega imediata.</p>
<p>Segundo a GNR, muitos destes anúncios podem ser fraudulentos. A autoridade referiu mesmo que existem casos de pessoas que efetuaram compras e nunca receberam os artigos encomendados.</p>
<p>O alerta surge numa altura em que a elevada procura está a ser explorada por burlões que procuram tirar partido da ansiedade dos colecionadores para completar as suas cadernetas.</p>
<p><strong>Mundial 2026 promete aumentar ainda mais a procura</strong><br />
O interesse pelos cromos tem sido impulsionado pela proximidade do Mundial de Futebol de 2026, que decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México.</p>
<p>Esta será a primeira edição da prova com 48 seleções participantes, distribuídas por 12 grupos, num total de 104 encontros.</p>
<p>A Seleção Nacional de Portugal integra o Grupo K, juntamente com as seleções da República Democrática do Congo, Uzbequistão e Colômbia.</p>
<p>Portugal disputará os dois primeiros jogos da fase de grupos em Houston, frente à República Democrática do Congo e ao Uzbequistão, encerrando depois esta fase em Miami Gardens diante da Colômbia.</p>
<p>O primeiro encontro da seleção portuguesa está agendado para 17 de junho, às 18h00 de Lisboa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771697]]></sapo:autor>
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		<title>Hantavírus volta a fazer uma vítima nos EUA: o que se sabe sobre a infeção rara e letal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:24:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Vítima foi infetada pela estirpe Sin Nombre, uma variante rara mas potencialmente mortal, associada sobretudo ao contacto indireto com roedores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um residente do Arizona morreu na sequência de uma infeção por hantavírus, num caso confirmado esta semana pelas autoridades de saúde do estado, escreve a &#8216;Forbes&#8217;. A vítima foi infetada pela estirpe Sin Nombre, uma variante rara mas potencialmente mortal, associada sobretudo ao contacto indireto com roedores.</p>
<p>Trata-se da primeira morte registada este ano no Arizona por síndrome pulmonar por hantavírus, uma das duas síndromes provocadas por este grupo de vírus. A doença pode começar com sintomas relativamente comuns, como fadiga, febre, dores musculares, dores abdominais, dores de cabeça, arrepios e tonturas.</p>
<p>Numa fase posterior, porém, pode evoluir para sinais mais graves, incluindo aperto no peito, tosse, falta de ar e acumulação de líquido nos pulmões.</p>
<p><strong>A estirpe Sin Nombre</strong></p>
<p>A síndrome pulmonar por hantavírus é a forma mais comum de doença por hantavírus no hemisfério ocidental. Está associada aos chamados hantavírus do ‘Novo Mundo’, grupo em que se inclui a variante Sin Nombre, uma das mais observadas nos Estados Unidos.</p>
<p>O nome significa ‘vírus sem nome’ em espanhol. Esta estirpe é transmitida sobretudo por ratos-veadeiros e passa normalmente para os humanos através da inalação de partículas presentes no ar, resultantes de urina, fezes ou saliva secas de animais infetados.</p>
<p>Esse contacto acontece com maior frequência em ambientes agrícolas ou em locais onde possa haver presença de roedores.</p>
<p>Ao contrário da variante Andes, que esteve associada ao surto num navio de cruzeiro, a Sin Nombre não se transmite de pessoa para pessoa. Ainda assim, historicamente apresentou uma taxa de mortalidade de 36% nos Estados Unidos.</p>
<p><strong>O surto no cruzeiro que aumentou o alerta</strong></p>
<p>A atenção global sobre os hantavírus aumentou no último mês depois de ter sido noticiado um surto a bordo do navio de cruzeiro &#8216;MV Hondius&#8217;, que navegava perto da Antártida.</p>
<p>Segundo a &#8216;Forbes&#8217;, acredita-se que a doença tenha sido levada para bordo por um casal de idosos holandeses, ambos entretanto falecidos. A infeção terá depois chegado a cerca de uma dúzia de pessoas que tiveram contacto com outros infetados.</p>
<p>Neste caso, a variante envolvida era a Andes, a única estirpe conhecida de hantavírus capaz de se transmitir de pessoa para pessoa. Entre os doentes que desenvolvem sintomas, esta variante apresenta uma taxa de mortalidade de 38%.</p>
<p>Depois da deteção do surto, os passageiros do &#8216;MV Hondius&#8217; regressaram aos respetivos países, onde passaram a cumprir medidas de quarentena e isolamento durante 42 dias, o período de incubação da variante Andes.</p>
<p>Mais de uma dúzia de americanos, nenhum deles com sintomas, esteve em quarentena numa instalação no Nebraska. Alguns optaram por regressar a casa a 25 de maio, mantendo a obrigação de terminar o período de quarentena em isolamento domiciliário. Outros decidiram permanecer no Nebraska durante os 42 dias.</p>
<p><strong>Um vírus raro, mas perigoso</strong></p>
<p>Apesar do impacto mediático recente, os hantavírus continuam a ser raros. Nos Estados Unidos, foram reportados 890 casos desde 1993 até ao final de 2023, de acordo com os dados mais recentes do CDC citados no texto.</p>
<p>Os estados com mais casos incluem Colorado, Novo México, Arizona, Washington e Califórnia. A doença está muito mais disseminada no oeste dos Estados Unidos do que no leste, uma diferença ligada à presença dos roedores que funcionam como reservatório natural do vírus.</p>
<p>A morte no Arizona mostra, contudo, que o risco não desapareceu. A infeção por Sin Nombre não tem a dinâmica de transmissão da variante Andes, porque não passa entre pessoas, mas pode tornar-se grave quando o vírus chega aos pulmões e desencadeia síndrome pulmonar.</p>
<p><strong>O que distingue Sin Nombre e Andes</strong></p>
<p>A diferença central entre as duas estirpes está na forma de transmissão. A Sin Nombre está associada ao contacto com partículas contaminadas por roedores infetados. A Andes, por outro lado, pode transmitir-se entre pessoas, o que explica a preocupação gerada pelo surto no cruzeiro.</p>
<p>Em comum, ambas têm a raridade e a gravidade potencial. As taxas de mortalidade indicadas no texto são próximas: 36% para a Sin Nombre nos Estados Unidos e 38% para a Andes entre os casos sintomáticos.</p>
<p>Por isso, o novo caso no Arizona surge como mais um alerta para um vírus pouco frequente, mas com consequências graves quando a infeção evolui.</p>
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