O ministro da Administração Interna defendeu hoje que dependerá do que todos fizerem nos próximos dias até à Páscoa a possibilidade de se avançar no processo de desconfinamento, avisando que “isto não terminou”.
Na intervenção de encerramento no debate do estado de emergência, Eduardo Cabrita admitiu, tal como já tinham feito Presidente da República e primeiro-ministro, que “provavelmente” o país terá de estar em estado de emergência até ao início de maio, “em convergência com o plano de desconfinamento apresentado pelo Governo” e que contempla várias fases “até 03 de maio”.
O ministro alertou que “a próxima quinzena e a próxima semana até 05 de abril” serão decisivas e pediu “um esforço coletivo para provar a capacidade de resiliência” para que, nessa data, possam reabrir como previsto escolas do segundo e terceiro ciclo, esplanadas de restaurantes e lojas de rua.
“Isso depende de todos nós, isto não terminou, isto depende fundamentalmente do que fizermos nos próximos dias até à Páscoa”, alertou.
“Neste período em que tanto gostaríamos de estar com os nossos familiares mais próximos, temos de dizer que não, não vai ser possível. Pela saúde, pela economia, pela democracia, temos de fazer este esforço mais de coesão nacional de resposta à pandemia”, apelou, manifestando a sua “profunda confiança nos portugueses”, mas também nas instituições democráticas, no SNS e nas forças de segurança.
Medidas necessárias foram tomadas “no tempo próprio”
O ministro da Administração Interna disse hoje que foram tomadas “no tempo próprio, as medidas necessárias” para combater o aumento de casos de covid-19 e lamentou que alguns partidos pareçam estar “desgostosos” com essa capacidade de resposta.
Ao fechar o debate no parlamento sobre os dois relatórios do Governo acerca do estado de emergência entre 31 de janeiro e 01 de março, Eduardo Cabrita lamentou que alguns partidos “pareçam de algum modo desgostosos com aquilo que é a capacidade de resposta dos portugueses, das instituições ao terrível momento” que se passou em janeiro.
“Em janeiro passamos pelo momento mais difícil desta pandemia, os dados correspondentes a todo o mês de fevereiro provam exatamente que tínhamos razão: Presidente da República, Assembleia da República e Governo na forma como tomamos no tempo próprio as medidas necessárias”, precisou.
O ministro reconheceu “o esforço dos portugueses que permitiu este resultado”, bem como o esforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de todos os profissionais de saúde e daqueles que estão na primeira linha de resposta, como bombeiros e forças de segurança, Forças Armadas e estruturas da segurança social.
Eduardo Cabrita destacou que, durante o mês de fevereiro, foi possível “reduzir significativamente” o número de pessoas internadas em enfermarias e em unidades de cuidados intensivos e o número de novos casos diários de covid-19.
“Os profissionais de saúde estiveram onde era preciso sem rejeitar esforços. As forças de segurança responderam”, disse o ministro, sublinhando que o processo de vacinação criou a proteção necessária nos lares idosos, nos profissionais de saúde e permitiu chegar às funções essenciais do Estado, como bombeiros e polícias.












