Covid-19: Bruxelas desiste de comprar 300 milhões de vacinas da AstraZeneca e da J&J

A União Europeia (UE) não vai executar as opções acertadas com as farmacêuticas AstraZeneca e Johnson & Johnson para adquirir 300 milhões de doses adicionais de vacinas contra a Covid-19.

Simone Silva

A União Europeia (UE) não vai executar as opções acertadas com as farmacêuticas AstraZeneca e Johnson & Johnson (J&J) para adquirir 300 milhões de doses adicionais de vacinas contra a Covid-19, avança a Agência ‘Reuters’, que cita fontes do próprio bloco.

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«Não há necessidade de executar as opções» para as doses adicionais, disse à Reuters um alto funcionário da UE, que está diretamente envolvido nas negociações com os fabricantes de vacinas e por isso não quis ser identificado.

Esta decisão surge após as mais recentes ligações entre ambas as vacinas e casos raros de coágulos sanguíneos, que já chegaram a ser fatais, mas que a Agência Europeia do Medicamento (EMA), diz que não afetam a sua qualidade e segurança, com «os benefícios a continuarem a superar os riscos».

O bloco tem um contrato de 400 milhões de doses com a J&J, das quais metade, cerca de 200 milhões, já foram adquiridas. Para além disso, tem também um contrato avulso com a AstraZeneca de 400 milhões de doses, das quais 300 milhões já foram adquiridos.

O facto de a UE não ter interesse em mais doses das farmacêuticas é mais uma prova de que o bloco está confiante de que os fornecedores atuais, nomeadamente a Pfizer, vão entregar doses suficientes para vacinar pelo menos 70% dos adultos até o final do verão.

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Recentemente, a UE manifestou a intenção de comprar mais vacinas da Pfizer e do seu parceiro BioNTech, aumentando as suas apostas na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), utilizada pela empresa, em oposição à tecnologia de vetor viral da AstraZeneca e J&J.

Os governos da UE estão sob pressão para acelerar os programas de vacinação, que ficam atrás dos do Reino Unido e dos Estados Unidos, devido a atrasos no fornecimento e preocupações com a segurança das vacinas, numa altura em que os países lutam contra novas vagas da doença.

Bruxelas antecipa entrega extra de 50 milhões de vacinas da Pfizer

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, revelou na semana passada que a Pfizer e a BioNTech vão acelerar as entregas da vacina à UE, com mais 50 milhões de doses neste trimestre, oferecendo boas notícias ao bloco.

A farmacêutica vai assim antecipar as entregas programadas para o quarto trimestre, segundo a responsável. Este lote adicional vai somar-se aos 200 milhões de doses que a UE já esperava receber da Pfizer até junho. A empresa forneceu cerca de 66 milhões nos primeiros três meses do ano.

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«Essas 50 milhões de doses foram inicialmente previstas para entrega no quarto trimestre de 2021 e estarão agora disponíveis no segundo trimestre, o que eleva o total das doses entregues pela BioNTech-Pfizer para 250 milhões de doses» entre abril e junho, esclareceu Von der Leyen.

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