Covid-19: Bruxelas acaba de assinar sexto contrato para vacinas, agora com a Moderna

A Comissão Europeia assinou há instantes o sexto contrato de aquisição de vacinas contra a Covid-19 com a farmacêutica norte-americana, Moderna.

Simone Silva

A Comissão Europeia assinou há instantes o sexto contrato de aquisição de vacinas contra a Covid-19 com a farmacêutica norte-americana, Moderna. O anúncio foi feito através do Twitter pela comissária da saúde, Stella Kyriakides.

«A assinar o nosso sexto contrato de vacinas contra a Covid-19 com a Moderna que já pediu à EMA uma autorização condicional de mercado para a sua vacina. Mais um passo importante para uma solução sustentável para a crise», escreveu a responsável na legenda da publicação.

Também a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já se manifestou através da mesma rede social.

Continue a ler após a publicidade

Esta assinatura surge na sequência do anúncio feito na semana passada da aquisição, por parte do bloco, de 160 milhões de doses da vacina da Moderna contra a Covid-19, para reforçar o portefólio de vacinação contra a doença viral.

O anúncio foi feito no passado dia 24 de novembro pela presidente do organismo europeu, Ursula von der Leyen, num discurso feito a partir de Bruxelas. «Vamos aprovar o sexto contrato de 160 milhões de doses da vacina da Moderna», escreveu a responsável numa publicação no Twitter.

«Estamos a construir um dos maiores portefólios de vacinas do mundo», afirmou von der Leyen na mesma publicação. «Vacinas seguras e eficazes podem ajudar-nos a acabar com a pandemia», acrescentou ainda a responsável.

No seu discurso a presidente da Comissão Europeia referiu que «a vacinação pode ajudar e é fundamental para acabar com a pandemia para que possamos superar este vírus», disse enquanto anunciava a assinatura do contrato com a Moderna.

«Este contrato permite-nos comprar até 160 milhões de doses de uma vacina produzida pela Moderna. De acordo com os resultados dos ensaios clínicos, esta vacina pode ser altamente eficaz contra a Covid-19», adiantou. «Uma vez que a vacina seja realmente comprovada como segura e eficaz, todos os Estados-membros vão recebê-la ao mesmo tempo, em condições melhores e equitativas», garantiu.

Estas negociações já se arrastam há um meses, sendo que até então apenas decorriam «contratos exploratórios», mas nada de oficial. A decisão segue os passos de outros contatos estabelecidos com as principais farmacêuticas na luta contra o vírus, como é o caso da CureVac, Pfizer e AstraZeneca, entre outras.

Estados Unidos vão receber 90% das vacinas da Moderna até Março

A farmacêutica norte-americana, Moderna, vai colocar todo o seu foco no fornecimento de vacinas contra a Covid-19 nos Estados Unidos, o seu país de origem, com quase 90% da sua produção a entrar no país até Março de 2021.

Concretamente, a empresa de biotecnologia de Boston pretende distribuir nos Estados Unidos 20 milhões de doses em dezembro e mais 85 a 100 milhões no primeiro trimestre de 2021. Para o resto do mundo, teremos que esperar até Março, altura em que a empresa fornecerá entre 15 e 25 milhões de doses.

Esta distribuição significa que o peso da comercialização vai beneficiar os Estados Unidos, com quase 90% da sua produção. Em dezembro, 100% da produção atenderá ao contrato com Washington e até março a faixa de vacinas que o país vai receber situa-se entre 82% e 87%.

Recorde-se que a Moderna revelou na segunda-feira que a análise de eficácia primária do estudo de fase III de sua vacina candidata confirmou uma eficácia de 94,1% .

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.