Covid-19: Bélgica interdita viagens não essenciais ao estrangeiro entre 27 de janeiro e 1 de março

A Bélgica decidiu proibir a sua população de fazer viagens não essenciais ao estrangeiro, a partir da próxima quarta-feira até 1 de março, para travar a propagação da pandemia de covid-19, anunciou hoje o Governo.

Esta decisão visa conter a disseminação do novo coronavírus e das variantes recentemente surgidas recentemente, proibindo as “viagens de lazer”, através de controlos de fronteira e impondo multas aos infratores.

Os trabalhadores fronteiriços não serão afetados por esta medida.

Hoje, teve lugar uma reunião do primeiro-ministro belga, Alexandre De Croo, com os chefes dos governos regionais, para avaliar a situação epidemiológica do país e ponderar novas medidas.

A Bélgica, com 11,5 milhões de habitantes, é um dos países europeus mais afetados pela pandemia de covid-19, tendo já registado a morte de mais de 20 mil pessoas.

Embora as autoridades belgas considerem ter contido a segunda vaga (registando agora apenas cerca de 2.000 novos casos por dia) do que alguns dos seus vizinhos, como a Alemanha e a Holanda, a contagiosidade da variante britânica do vírus está a provocar sérias preocupações.

“É preciso entender que estamos numa situação totalmente excecional”, disse a chefe da diplomacia belga, Sophie Wilmès.

Esta “situação excecional” levou o Governo a lançar um apelo aos seus parceiros da União Europeia para que também proíbam viagens não essenciais ao estrangeiro (incluindo dentro da área de livre circulação de Schengen).

Durante quase três meses, para conter a segunda vaga da pandemia, a Bélgica foi parcialmente confinada, com escolas abertas, mas vários setores de atividade fechados (cafés, restaurantes, teatros, desportos e salões de cabeleireiro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.092.736 mortos resultantes de mais de 97,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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