Covid-19. Autoridades estiveram um mês sem acesso às listas das pessoas infectadas

As autoridades estiveram impossibilitadas de confirmar se os doentes e as pessoas que com eles lidaram de perto estavam a cumprir o confinamento domiciliário obrigatório que lhes foi decretado.

Revista de Imprensa

A Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) estiveram um mês sem acesso às listas de todas as pessoas infectadas com Covid-19 em Portugal, revela o “Público”.

De acordo com o jornal, as autoridades estiveram impossibilitadas de confirmar se os doentes e as pessoas que com eles lidaram de perto estavam a cumprir o confinamento domiciliário obrigatório que lhes foi decretado.

Contactada pelo “Público”, a PSP assegurou que a situação já se encontrava resolvida. Porém, o jornal indica que o mais recente relatório da Estrutura de Monitorização do Estado de Emergência – que diz respeito ao período entre 3 e 17 de Abril – ainda o mencione várias vezes, tanto pelas palavras da direcção nacional da PSP como pelas declarações do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Referindo-se a esse documento, o jornal escreve que a GNR faz uma alusão à necessidade de melhorar a articulação com as entidades sanitárias no que respeita às listas de confinamento obrigatório. Por sua vez, a PSP queixa-se: «Constata-se que 44,5% das identificações constantes nas listagens estão incompletas, inibindo-se assim a prossecução das medidas de vigilância activas», acrescentando que contabilizou 2094 pessoas em todo o país que não conseguiu vigiar por não lhe terem sido fornecidos dados completos sobre elas (nome e morada), embora mantenha outras 1969 sob controlo.

Contactada pelo “Público”, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) assegurou que as autoridades sanitárias remetem as listagens das pessoas que estão sob vigilância activa e das respectivas moradas para a PSP e a GNR, como manda a lei: «O que poderá estar a acontecer é que, quando uma pessoa está doente, não será indicada uma data de terminus da vigilância activa, isto porque a vigilância irá manter-se o tempo necessário, enquanto o doente for positivo para a SARS-CoV-2. (…) Pode até não existir dados a reportar naquele dia ou naquela semana, se a doença estiver controlada e não existirem novos casos, ou novos contactos de casos».

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Em Portugal já morreram 948 (+20 do que ontem) pessoas das 24.322 (+295) confirmadas como infectadas, e há 1.329 casos recuperados, de acordo com o boletim da DGS divulgado nesta terça-feira, 28 de Abril.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de Março. O Governo anunciou a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 1 a 3 de Maio.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, já provocou mais de 215 mil mortos e infectou mais de três milhões de pessoas em todo o mundo. Mais de 840 mil doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

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A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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