Covid-19: Autópsia revela que morte de professora em Espanha não terá sido provocada por vacina da AstraZeneca

A autópsia determina que “não há relação causal” entre a administração da vacina da AstraZeneca e a morte da professora espanhola.

Simone Silva

O ministro da Saúde de Marbella, em Espanha, Jesús Aguirre, garantiu esta sexta-feira que o laudo preliminar da autópsia realizada a uma professora que morreu depois de ser vacinada contra a Covid-19, com o fármaco da AstraZeneca, indica que a morte não está relacionada com a vacina, avança o ‘elEconomista’.

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Segundo o responsável, o mesmo documento determina que “não há relação causal” entre a administração da vacina da AstraZeneca e a morte da professora. Aguirre explicou assim que o relatório preliminar é “conclusivo”, afastando qualquer relação entre os dois acontecimentos.

Após expressar suas condolências à família, o governante destacou que dois patologistas e um médico legista realizaram a autópsia da “forma mais regulamentada e científica possível”. Por esse motivo, “pode dizer-se de forma clara e contundente que não há relação causal entre a vacinação contra o coronavírus e a sua morte”, sublinhou.

De recordar que na segunda-feira, em Marbella, Espanha, uma professora de 43 anos morreu ao sofrer uma hemorragia cerebral, depois de ter recebido a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca no dia 3 de março.

A professora recorreu ao serviço de urgência do Hospital Quirón Salud algumas horas depois de ter sido inoculada, queixando-se de dores de cabeça e mal-estar geral – sintomas inicialmente atribuídos aos efeitos secundários da vacina contra a covid-10.

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No entanto, como não sentiu melhoras, regressou outra vez ao hospital e, nesta segunda deslocação, os médicos diagnosticaram-lhe uma extensa hemorragia e um edema cerebrais (acumulação de líquido no cérebro).

Ontem a Agência Europeia do Medicamento (EMA) confirmou que a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca é “segura e eficaz” e “não está associada a um maior risco de coágulos sanguíneos”.

“O nosso comité de especialistas acabou de chegar a uma conclusão em relação às pessoas vacinadas com a vacina da AstraZeneca. Trata-se de uma vacina segura e eficaz. Os benefícios associados compensam todos os riscos”, afirmou a diretora executiva da EMA, Emer Cooke.

O comité concluiu também que a vacina “não está associada a um maior risco de eventos trombóticos ou coágulos sanguíneos”, acrescentou a responsável. Assim, o regulador europeu reforçou, mais uma vez, a confiança na vacina.

Na sequência deste anúncio alguns países anunciaram a retoma da vacinação com este fármaco, nomeadamente Portugal que vai retomar na próxima segunda-feira. O presidente do Infarmed, Rui Ivo, começou por revelar que os peritos fizeram uma análise da vacina que mostra que “os benefícios são superiores aos riscos” e que “não há relação clara com os coágulos sanguíneos”. De seguida o coordenador da task-force, Gouveia e Melo adiantou que “o plano foi posto em pausa, mas vai ser retomado já na segunda-feira”.

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