Covid-19. Autarquias compram milhares de testes sem eficácia

Várias autarquias por todo o país estão a comprar testes serológicos à Covid-19 a laboratórios privados, embora o Governo tenha pedido que não o façam, uma vez que são ineficazes nesta fase da pandemia

Revista de Imprensa

Várias autarquias por todo o país estão a comprar testes serológicos à Covid-19 a laboratórios privados, embora o Governo tenha pedido que não o façam, uma vez que são ineficazes nesta fase da pandemia, noticia o “Jornal de Notícias” (JN).

Estes exames são feitos ao sangue, em vez dos testes habituais ao material biológico recolhido do nariz por meio de uma zaragatoa. Permitem identificar a presença nas vias sanguíneas dos anticorpos específicos para o vírus, mas não conseguem identificar a presença do vírus nas vias aéreas.

Entre as autarquias que já compraram testes serológicos encontram-se Cascais, Belmonte, Mealhada e Vieira do Minho.

«Numa reunião que tivemos, com os presidentes das comunidades intermunicipais da Região Centro, uma das coisas que o primeiro-ministro mais nos pediu foi para não comprar esses testes serológicos, porque nesta fase não servem de nada», referiu o presidente da Câmara Muncipal de Aveiro, José Ribau Esteves, que lidera também a comunidade intermunicipal da região de Aveiro, ao “JN”.

Segundo o Governo, os testes serológicos serão úteis numa fase posterior, para avaliar a imunidade ao vírus na população portuguesa, mas não devem ser agora utilizados para estudar a disseminação da doença nem para tomar medidas de saúde pública com base nos seus resultados. Contudo, são mais baratos: enquanto um teste feito com recurso a zaragatoa custa cerca de 100 euros, um exame ao sangue ronda os 20 a 40 euros.

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A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou quase 127 mil mortos e infectou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Em Portugal, morreram 599 pessoas das 18.091 confirmadas como infectadas, segundo o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

O Presidente da República decide hoje, com parecer do Governo, sobre o prolongamento do Estado de Emergência por novo período de 15 dias, que durante a tarde será debatido e votado no parlamento.

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