Covid-19: Aumentam os crimes familiares associados ao confinamento

O período de confinamento que se viveu e alguns ainda vivem devido à pandemia da Covid-19 tem contribuído para aumentar o número de homicídios, que em menos de um mês já subiu para quatro.

Revista de Imprensa

O período de confinamento que se viveu e alguns ainda vivem devido à pandemia da Covid-19 tem contribuído para aumentar o número de homicídios, que em menos de um mês já subiu para quatro, segundo o ‘Jornal de Notícias’ (JN).

De acordo com a mesma publicação, os crimes em questão ocorreram todos em contexto familiar e foram motivados por doenças mentais, com os especialistas a considerar que o cenário pode ficar ainda mais negro se não forem tomadas medidas que impeçam os números de aumentar.

Carlos Poiares, presidente da Associação para a Intervenção Juspsicológica, defende que o confinamento imposto devido à crise de saúde pública agravou a saúde mental dos portugueses. São «estes tempos de pandemia e de confinamento, logo de proximidade forçada, particularmente quando se partilham residências», que «podem levar a uma sintomatologia de aversão de uns pelos outros».

«Estar confinado, quase detido, na própria habitação, como que amarrado ao outro e aos seus dramas, torna o cuidador mais vulnerável ao stress, quando não ao burnout, o que poderá explicar estes casos», explica o especialista citado pelo ‘JN’.

O responsável esclarece: «o tempo de confinamento exigiu muito mais das pessoas, a todos os títulos, aumentando os riscos de adoecerem psicologicamente. Riscos que valem para vítimas e homicidas. A paciência para com o outro esvaiu-se», afirma Carlos Poiares.

Continue a ler após a publicidade

 

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.