O sistema de farmacovigilância de vacinas dos Centros de Prevenção e Controlo de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), atualizou a lista de efeitos secundários da vacinação em crianças entre 5 e 11 anos.
Segundo o documento, das 8.674.378 doses administradas foram relatados 4.149 efeitos adversos ligeiros (98% do total) e 100 (2%) graves. Três crianças morreram, duas das quais tinham uma “situação médica complicada”, sendo que a terceira morreu de gripe.
Dos 100 casos de efeitos graves reportados, 29 foram casos de febre; 21 de vómitos; 15 aumento da troponina, um tipo de proteína encontrada nos músculos do coração; 12 dor no peito; e 11 para proteína C reativa elevada, um marcador no plasma que indica suspeita de infeção ou inflamação.
O relatório também aponta que 16 supostos casos de miocardite foram relatados em crianças de 5 a 11 anos, dos quais 12 se enquadram na definição desse efeito adverso, três ainda estavam em estudo médico na altura da redação do relatório e um estava descartado.
Usando esses dados, especialistas dos EUA estimam uma taxa de miocardite após receber a vacina da Pfizer de 4,3 casos por milhão de doses administradas para crianças de 5 a 11 anos. Em meninas dessa idade a taxa cai para dois casos por milhão de doses.
Em Portugal, no último relatório do Infarmed, a Autoridade do Medicamento dá conta de seis casos de reações adversas notificados em crianças dos 5 aos 11 anos, que incluem “arrepios, dor no local de vacinação, mal-estar geral, pirexia, petéquias e um caso de miocardite, sendo que este último ocorreu em criança de dez anos com evolução clínica de cura”.
Para a faixa etária dos 12-17 anos, foram registados 97 casos graves, na sua maioria referentes a situações “já descritas na informação das vacinas”, tais como casos de síncope ou pré-síncope reações de tipo alérgico, que dependem do perfil individual do vacinado.
“São casos que motivaram observação e/ou tratamento clínico, mas todos tiveram evolução positiva e sem sequelas”, refere o Infarmed, sublinhando que 13 destes casos foram notificados como mio/pericardite, “possivelmente associados à vacina de mRNA em utilização no programa de vacinação atual”, que se mostraram “de gravidade moderada” e apresentaram “evolução favorável após tratamento adequado”.












