A AstraZeneca já reagiu aos mais recentes desenvolvimentos sobre a sua vacina contra a Covid-19, garantindo que a segurança e eficácia da mesma são monitorizadas continuamente. Num comunicado enviado às redações, a sede portuguesa da empresa esclarece todas as dúvidas.
«Após os relatos recentes de eventos tromboembólicos, a AstraZeneca reafirma o perfil de segurança da sua vacina para a COVID-19 com base em evidências científicas robustas», começa por referir a empresa na nota em questão.
A AstraZeneca reitera que «numa revisão cuidada de todos os dados de segurança disponíveis, referentes a mais de 17 milhões de pessoas vacinadas na União Europeia (UE) e no Reino Unido com a vacina COVID-19, não foi observado um risco aumentado de formação de coágulos sanguíneos nos indivíduos vacinados».
«Esta foi a conclusão da revisão cientifica realizada pela Agência Europeia do Medicamento, entidade que supervisiona e controla a segurança dos medicamentos na União Europeia, e que ontem se pronunciou favoravelmente à continuação da vacinação da população com a vacina COVID-19 da AstraZeneca», indica.
No comunicado a empresa refere ainda que «apenas os eventos raros tromboembólicos associados a trombocitopenia necessitam de continuar a ser estudados, pois não foi possível determinar a relação causal, merecendo assim análises futuras.
«Além disso, não houve evidência de problemas associados a lotes específicos da vacina ou a locais de fabrico. Nesse seguimento, também as autoridades portuguesas anunciaram a retoma da vacinação da população com a vacina COVID-19 da AstraZeneca», acrescenta.
A farmacêutica garante que «s segurança dos doentes é a nossa prioridade» e indica que «monitoriza continuamente a segurança da sua vacina e de todos os seus medicamentos através de processos robustos de recolha, análise e notificação de eventos adversos, sendo os mesmos partilhados com autoridades reguladoras em todo o mundo».
«Apoiar a vacinação da população a nível mundial no menor espaço de tempo possível, de modo a combater o flagelo da pandemia por COVID-19, continua a ser o nosso objetivo», afirma. «Seguimos a ciência. Fazemos o que está certo. Colocamos o doente em primeiro lugar. Estes são três dos nossos valores que têm orientado e irão sempre a orientar a nossa conduta», conclui na mesma nota.
Esta reação surge um dia depois de a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) ter garantido também que esta vacina é «segura e eficaz». A mesma posição afirmou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Perante estas declarações foram muitos os países que anunciaram a retoma da vacinação com a injeção da AstraZeneca, como foi o caso de Portugal, cujo processo é retomado já na próxima segunda-feira.














