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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 03 Jun 2026 12:03:01 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Mapa europeu revela choque entre salários e rendas: Lisboa é o caso mais extremo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:03:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
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		<category><![CDATA[rendas]]></category>
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					<description><![CDATA[A crescente pressão sobre o mercado habitacional europeu está a aprofundar o fosso entre salários e rendas, com as cidades do sul da Europa a destacarem-se pelos níveis mais elevados de esforço financeiro exigido aos arrendatários.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente pressão sobre o mercado habitacional europeu está a aprofundar o fosso entre salários e rendas, com as cidades do sul da Europa a destacarem-se pelos níveis mais elevados de esforço financeiro exigido aos arrendatários. Um novo estudo divulgado pela Tradingpedia e representado num mapa elaborado pelo <a href="https://www.eleconomista.es/vivienda-inmobiliario/noticias/13951368/06/26/el-gran-mapa-europeo-de-salarios-y-precios-del-alquiler-el-sur-de-europa-asesta-el-mayor-golpe-a-la-asequibilidad.html" target="_blank" rel="noopener">El Economista</a> revela que Lisboa é atualmente a cidade europeia onde o arrendamento absorve a maior percentagem do rendimento dos trabalhadores, colocando a capital portuguesa no topo de um ranking que evidencia o agravamento da crise da acessibilidade à habitação.</p>
<p>A análise compara o valor médio da renda de um apartamento com um quarto localizado nos centros urbanos com o salário líquido médio disponível em 127 cidades europeias. Para isso, foram utilizados dados sobre custo de vida da plataforma Numbeo e históricos de preços de arrendamento recolhidos através da Wayback Machine. O resultado mostra uma realidade preocupante: em várias cidades europeias, a habitação está a consumir uma parcela cada vez maior dos rendimentos das famílias, mas é no sul do continente que o problema assume proporções mais severas.</p>
<p><strong>Lisboa destaca-se como o caso mais extremo da Europa</strong><br />
Segundo o estudo, Lisboa ocupa o primeiro lugar entre as cidades menos acessíveis da Europa em termos de relação entre salários e rendas. O salário líquido médio na capital portuguesa ronda os 1.343 euros mensais, enquanto a renda média de um apartamento com um quarto situado numa zona central atinge os 1.331 euros.</p>
<p>Na prática, isto significa que cerca de 99,15% do rendimento mensal é absorvido pelo pagamento da habitação, restando apenas 11 euros disponíveis para todas as restantes despesas, incluindo alimentação, transportes, energia, saúde ou lazer.</p>
<p>O estudo identifica Lisboa como o exemplo mais extremo de uma tendência que se tem vindo a agravar desde a pandemia, período durante o qual a inflação persistente e o aumento generalizado do custo de vida pressionaram significativamente os orçamentos familiares em toda a Europa.</p>
<p><strong>Porto também surge entre os mercados mais pressionados</strong><br />
A situação portuguesa não se limita à capital. O Porto surge igualmente entre os mercados de arrendamento mais sobrecarregados do continente.</p>
<p>De acordo com os dados analisados, os inquilinos da cidade do Porto destinam mais de 85% dos seus rendimentos ao pagamento da renda, colocando a segunda maior cidade portuguesa entre os exemplos mais significativos de perda de acessibilidade habitacional na Europa.</p>
<p>O relatório refere que os problemas deixaram de estar concentrados apenas nas tradicionais capitais financeiras europeias, atingindo também cidades médias e importantes destinos turísticos. Os autores associam este fenómeno à forte procura turística, à expansão do alojamento temporário e à escassez de oferta habitacional, fatores que continuam a impulsionar os preços e a reduzir a capacidade financeira dos residentes locais.</p>
<p><strong>Tirana, Kiev, Milão e Málaga entre as cidades mais afetadas</strong><br />
Depois de Lisboa, a capital da Albânia, Tirana, surge como a segunda cidade europeia menos acessível para quem procura arrendar habitação. Nesse caso, as rendas absorvem mais de 93% dos salários médios.</p>
<p>Kiev aparece na terceira posição. Apesar de os valores absolutos das rendas serem significativamente mais baixos do que noutras cidades europeias, os rendimentos locais são igualmente reduzidos, levando os residentes a gastar quase 88% dos seus salários em habitação.</p>
<p>Entre os casos mais preocupantes encontram-se ainda Milão e Málaga. Nas duas cidades, os arrendatários necessitam de aproximadamente três quartos dos seus rendimentos mensais para suportar o custo de uma habitação localizada em zonas centrais.</p>
<p><strong>Norte e centro da Europa apresentam cenário oposto</strong><br />
O contraste torna-se evidente quando se observam os mercados do centro e norte da Europa. Embora as rendas sejam frequentemente elevadas em termos absolutos, os salários mais altos permitem preservar uma maior capacidade financeira após o pagamento da habitação.</p>
<p>A Alemanha destaca-se particularmente neste indicador. Cidades como Essen, Mannheim, Nuremberga e Dresden permitem aos residentes conservar entre 76% e 81% do salário depois de paga a renda.</p>
<p>Entre as dez cidades mais acessíveis da Europa predominam centros urbanos alemães, suíços, austríacos, britânicos e suecos. Nenhuma cidade do sul da Europa integra este grupo.</p>
<p>O exemplo mais favorável é Essen, considerada a cidade com o mercado de arrendamento mais acessível do continente. Nessa cidade alemã, a renda média de um apartamento no centro representa apenas 18,9% do salário mensal dos residentes.</p>
<p><strong>Rendas continuam a subir em grande parte da Europa</strong><br />
Apesar de algumas exceções, a tendência geral continua a apontar para uma subida dos preços do arrendamento.</p>
<p>O estudo conclui que Odessa, na Ucrânia, registou o maior aumento anual entre todas as cidades analisadas, com uma valorização média das rendas de 26,8% face ao ano anterior.</p>
<p>Entre as cidades espanholas, destacam-se os aumentos observados em Valência, Málaga e Bilbau, que também figuram entre os mercados com maior crescimento dos preços.</p>
<p><strong>Lisboa regista descida moderada, mas continua sob forte pressão</strong><br />
Curiosamente, Lisboa surge entre as cidades que registaram uma redução dos preços das rendas durante o último ano. Segundo o estudo, a capital portuguesa verificou uma descida de 5,7%, enquanto Sevilha apresentou uma redução de 6,2%.</p>
<p>Ainda assim, essa correção não foi suficiente para alterar significativamente a posição de Lisboa no ranking europeu da acessibilidade habitacional. A discrepância entre rendimentos e custos de habitação continua a ser tão elevada que a cidade permanece como o exemplo mais extremo da dificuldade de acesso ao arrendamento no continente.</p>
<p>Os autores do estudo consideram que estes ajustamentos poderão refletir uma desaceleração da procura após vários anos de crescimento acelerado dos preços, mas sublinham que o problema estrutural da acessibilidade permanece particularmente grave no sul da Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771651]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A empresa que incentiva o uso de IA e recebe uma fatura de 500 milhões num só mês</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-empresa-que-incentiva-o-uso-de-ia-e-recebe-uma-fatura-de-500-milhoes-num-so-mes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:58:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[tokenmaxxing]]></category>
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					<description><![CDATA[Pressão para adotar IA tem levado muitas empresas a avançar rapidamente, por receio de ficarem para trás numa indústria em transformação acelerada. A promessa é conhecida: automatizar tarefas, acelerar fluxos de trabalho, aumentar eficiência e, em teoria, poupar dinheiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A corrida empresarial à inteligência artificial está a criar uma nova dor de cabeça financeira: quanto mais as empresas incentivam os trabalhadores a usar agentes de IA, maior pode ser a fatura. Um dos casos mais extremos envolve uma empresa que terá gasto 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) num único mês, depois de não ter imposto limites ao uso de licenças do Claude, da Anthropic, escreve a &#8216;Unilad Tech&#8217;. </p>
<p>A pressão para adotar IA tem levado muitas empresas a avançar rapidamente, por receio de ficarem para trás numa indústria em transformação acelerada. A promessa é conhecida: automatizar tarefas, acelerar fluxos de trabalho, aumentar eficiência e, em teoria, poupar dinheiro.</p>
<p>Mas a realidade pode ser menos simples. Quando o uso da IA é incentivado sem limites claros, os custos podem disparar — e há empresas a descobrir que a automatização também pode sair cara.</p>
<p><strong>Rankings internos para usar mais IA</strong></p>
<p>Segundo a &#8216;Unilad Tech&#8217;, algumas empresas têm criado iniciativas internas para estimular a utilização de inteligência artificial pelos trabalhadores. Uma das práticas passa por rankings que classificam os funcionários com base na frequência com que usam ferramentas de IA durante a semana ou o mês.</p>
<p>A intenção é clara: premiar a adoção rápida e criar uma cultura de experimentação tecnológica. Mas há um risco evidente. Se o indicador principal for apenas “usar mais IA”, os trabalhadores podem ser levados a recorrer às ferramentas para tarefas banais, desnecessárias ou pouco eficientes.</p>
<p>É neste contexto que surge o fenómeno conhecido como ‘tokenmaxxing’: usar agentes de IA para tudo e mais alguma coisa, não necessariamente porque é útil, mas para mostrar atividade, subir nos rankings internos e provar adesão à nova tecnologia.</p>
<p><strong>Quando perguntar pelo tempo também custa dinheiro</strong></p>
<p>O problema está nos tokens, a unidade que mede o processamento de texto nos modelos de IA. Cada pergunta, resposta, documento analisado ou tarefa automatizada consome recursos. E, quando multiplicado por milhares de trabalhadores e por utilizações constantes, esse consumo pode transformar-se numa despesa enorme.</p>
<p>O caso citado pela &#8216;Unilad Tech&#8217; aponta para uma empresa que enfrentou uma fatura superior a 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) num só mês por não ter limitado os gastos com licenças do Claude.</p>
<p>O relatório referido no texto aponta ainda exemplos de uso excessivo de IA em tarefas absurdamente simples. Um diretor de tecnologia relatou casos de trabalhadores a usarem IA para consultar a meteorologia — uma pergunta que poderia ser feita gratuitamente num motor de pesquisa.</p>
<p><strong>O dilema: usar muito, mas gastar pouco</strong></p>
<p>A consequência natural deste tipo de situação é a imposição de limites de despesa. Mas essa resposta cria uma contradição interna: as empresas dizem aos trabalhadores para adotarem IA o mais rapidamente possível, mas ao mesmo tempo pedem que reduzam o uso para controlar custos.</p>
<p>O resultado é uma tensão difícil de gerir. Se a empresa limita demasiado, trava a adoção. Se não limita, arrisca uma fatura imprevisível. E, se mede apenas volume de utilização, pode incentivar maus comportamentos, desperdício e uma corrida artificial aos rankings.</p>
<p><strong>A promessa de poupança começa a ser posta à prova</strong></p>
<p>A inteligência artificial foi vendida a muitas organizações como uma ferramenta capaz de reduzir custos, automatizar tarefas e até justificar cortes de pessoal. Mas a subida das faturas está a expor uma contradição: a tecnologia que prometia poupar dinheiro pode, em alguns casos, tornar-se mais cara do que o previsto.</p>
<p>Há empresas que já usam o aumento dos custos com IA como argumento para despedimentos, escreve a &#8216;Unilad Tech&#8217;. Isto cria um paradoxo: trabalhadores foram dispensados porque a automatização prometia eficiência, mas a própria automatização pode acabar por gerar novas despesas estruturais.</p>
<p>A questão deixa assim de ser apenas tecnológica. Passa a ser de gestão: que tarefas devem mesmo ser automatizadas, que limites devem existir, como medir produtividade real e como evitar que a IA seja usada apenas porque há pressão para a usar.</p>
<p><strong>O aviso para as empresas</strong></p>
<p>O caso da fatura de 500 milhões de dólares mostra que a adoção de IA não pode ser tratada como uma corrida sem regras. Incentivar o uso é uma coisa; medir valor real é outra.</p>
<p>Sem limites, políticas claras e métricas de utilidade, a inteligência artificial pode deixar de ser uma ferramenta de eficiência e transformar-se numa nova linha de despesa difícil de controlar.</p>
<p>A lição é simples: usar IA por usar pode dar boa imagem num ranking interno, mas nem sempre dá bons resultados na conta final.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771633]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A IA não vai matar os serviços de IT, mas vai eliminar as empresas que não se adaptarem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:44:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[IT]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de José Afonso Pires, CEO da Link Consulting, Linkcom e Country Manager Linkroad]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por José Afonso Pires, CEO da Link Consulting, Linkcom e Country Manager Linkroad</strong></em></p>
<p>As empresas tecnológicas estão no centro da revolução da Inteligência Artificial. Os analistas da indústria concordam: o investimento em serviços de IT vai continuar a crescer, mas uma parte cada vez maior desse crescimento está a ser capturada pelos hyperscalers que investem em infraestrutura de IA, diretamente à custa dos prestadores tradicionais de serviços profissionais.</p>
<p>Os agentes vão substituir humanos em várias atividades de desenvolvimento de software e consultoria. A verdadeira questão já não é se isso vai acontecer, mas sim como nos vamos adaptar. Acredito que é preciso atuar em três eixos fundamentais, suportados por um modelo sólido de governação e por um centro de excelência capaz de acelerar esta transformação.</p>
<p>O <strong>primeiro eixo</strong> passa pela <strong>reestruturação das ofertas de serviços</strong>.  A forma mais imediata de transformação é conseguir entregar os mesmos resultados a um custo inferior, através de modelos híbridos entre humanos e agentes. O desenvolvimento tradicional de aplicações é provavelmente o exemplo mais evidente do impacto que a IA terá no custo, no tempo e na forma como os projetos são executados.</p>
<p>Mas o mais interessante não é apenas fazer o mesmo de forma mais eficiente. É conseguir fazer aquilo que antes não era possível. Hoje, por exemplo, já conseguimos migrar data warehouses legacy para arquiteturas modernas de lakehouse potenciadas por IA e Machine Learning em poucos meses e com equipas humanas relativamente reduzidas. Há poucos anos, este tipo de transformação simplesmente não era economicamente viável.</p>
<p>A conclusão é simples: as empresas que não se reinventarem vão desaparecer.</p>
<p>O <strong>segundo eixo</strong> está relacionado com a <strong>capacitação das equipas.</strong></p>
<p>A IA altera praticamente todas as funções dentro de uma organização de serviços de IT, desde vendas até delivery, suporte ou gestão de projetos. Por isso, torna-se essencial existir uma abordagem estruturada de formação transversal a toda a organização.</p>
<p>Disponibilizar ferramentas é apenas uma pequena parte do caminho. Identificar a formação adequada para cada função é igualmente importante. Mas aquilo de que as pessoas realmente precisam são exemplos práticos e concretos de como utilizar IA nas suas atividades do dia a dia. E aqui existe um fator crítico: velocidade.</p>
<p>A rapidez tornou-se mais importante do que a perfeição. Daqui a seis meses, a tecnologia já terá evoluído, os exemplos serão diferentes e apenas quem já estiver em movimento conseguirá adaptar-se facilmente. A adoção precoce deixou de ser opcional, mesmo quando o plano ainda não está totalmente fechado.</p>
<p>O <strong>terceiro eixo</strong> passa pela <strong>transformação dos processos organizacionais.</strong></p>
<p>Os resultados que esperamos alcançar ao reestruturar as ofertas só serão possíveis se tivermos as pessoas certas a trabalhar sobre os processos certos. A IA pode aumentar significativamente a produtividade individual, mas só terá impacto real no desempenho organizacional se existir uma lógica comum de execução.</p>
<p>O processo passa a definir como os agentes são orquestrados, onde deve existir intervenção humana, que agentes executam cada atividade, como os resultados se relacionam entre si e como validar os outputs produzidos.</p>
<p>Esta será provavelmente a mudança mais difícil de todas. Vai redefinir funções existentes, fazer desaparecer algumas delas, desafiar mentalidades e encontrar resistência real dentro das organizações. Mas será também a mudança que permitirá criar métricas suficientemente robustas para estimar esforço, produtividade e sustentabilidade em modelos híbridos de execução. Quanto mais cedo estes novos processos forem implementados, mais rapidamente será possível recolher métricas reais e tornar o negócio sustentável neste novo contexto.</p>
<p>A IA introduz também um conjunto de temas que exigem <strong>governação</strong>. Com dezenas de ferramentas e modelos disponíveis, as pessoas precisam de respostas claras sobre aquilo que podem utilizar, em que circunstâncias e que dados podem ser partilhados. Em desenvolvimento de software surgem questões ainda mais sensíveis, como a exposição de código gerado por agentes a terceiros ou a utilização indevida de propriedade intelectual. Uma boa política de adoção deve responder a tudo isto de forma clara, prática e sem ambiguidades.</p>
<p>Existe igualmente uma dimensão importante de formação e monitorização. Os custos associados à IA acumulam-se rapidamente. Definir que subscrição e que modelos cada função realmente necessita, e acompanhar a utilização desde o primeiro dia, torna-se fundamental para garantir eficiência e controlo.</p>
<p>Os workshops práticos assumem também um papel essencial. Continuam a ser a forma mais eficaz de disseminar conhecimento aplicado sobre IA dentro das organizações. Mas precisam de ser contínuos, estruturados e constantemente atualizados, porque aquilo que hoje é relevante rapidamente ficará ultrapassado.</p>
<p>Outro ponto crítico será a reengenharia de processos por oferta. Consultoria, desenvolvimento de software e Data/Machine Learning têm dinâmicas completamente diferentes e exigem modelos próprios de produção. Não é possível transformar tudo ao mesmo tempo. Governar significa precisamente conseguir priorizar e sequenciar esta mudança de forma intencional.</p>
<p>É aqui que um <strong>centro de excelência (CoE) para adoção de IA</strong> se torna verdadeiramente estratégico. O processo tem de ser inevitavelmente iterativo, feito de ciclos rápidos que criam impacto real mas que rapidamente ficam desatualizados. O papel do CoE é explorar as evoluções mais recentes, prototipar novas abordagens, documentar casos de uso e alimentar continuamente o resto da organização com esse conhecimento.</p>
<p>E é importante perceber quem deve estar nesse centro de excelência. Não são os gestores. Mas sim pessoas técnicas, que interagem intensamente com as ferramentas, inovadoras, que desafiam o status quo e que tenham experiência real na entrega de projetos. A governação pega depois nesses inputs e transforma-os em novas vagas de transformação: novos processos, novas ferramentas, novas iniciativas de capacitação.</p>
<p>A IA já está a transformar os serviços de IT. Resta saber quais serão as organizações capazes de se transformar à mesma velocidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de José Afonso Pires, CEO da Link Consulting, Linkcom e Country Manager Linkroad]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Explicador: Quem é efetivamente mais afetado pelo pacote laboral, o setor privado ou o público?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:40:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[greve Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[pacote laboral]]></category>
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					<description><![CDATA[Com mais de uma centena de mudanças previstas no Código do Trabalho, a iniciativa tem sido alvo de forte contestação sindical e de intenso debate político. Mas afinal, o impacto será maior no setor privado ou na Administração Pública?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A proposta de reforma laboral apresentada pelo Governo da AD está no centro da greve geral de hoje, convocada pela CGTP, e promete alterar de forma significativa o mercado de trabalho português. Com mais de uma centena de mudanças previstas no Código do Trabalho, a iniciativa tem sido alvo de forte contestação sindical e de intenso debate político. Mas afinal, o impacto será maior no setor privado ou na Administração Pública?</p>
<p><strong>O pacote laboral afeta mais o setor privado ou o setor público?</strong><br />
No imediato, a reforma laboral terá consequências mais profundas no setor privado. A razão é simples: a esmagadora maioria das alterações incide diretamente sobre matérias reguladas pelo Código do Trabalho, aplicável sobretudo aos trabalhadores do setor privado.</p>
<p>Contudo, o impacto não se limita às empresas privadas. Algumas áreas da Administração Pública também poderão ser abrangidas, nomeadamente serviços e entidades onde os trabalhadores exercem funções através de Contrato Individual de Trabalho (CIT) ou cujos regimes jurídicos remetem para as regras do Código do Trabalho.</p>
<p><strong>Que trabalhadores da Administração Pública podem ser abrangidos?</strong><br />
Entre os trabalhadores potencialmente afetados encontram-se milhares de profissionais dos hospitais EPE, incluindo técnicos superiores, assistentes técnicos, assistentes operacionais, administrativos, técnicos de diagnóstico e terapêutica e também muitos médicos contratados ao abrigo de Contrato Individual de Trabalho.</p>
<p>No ensino superior, a situação aplica-se a investigadores cujos vínculos resultaram da conversão de bolsas em contratos de trabalho, bem como a docentes convidados, técnicos e funcionários administrativos.</p>
<p>Também vários institutos públicos com regime de direito privado e empresas públicas de transportes contam com trabalhadores nesta situação. Entre os exemplos referidos encontram-se o IPMA, o INFARMED, o Metro de Lisboa, o Metro do Porto, a Carris e a CP.</p>
<p><strong>Quantos funcionários públicos poderão ser afetados?</strong><br />
As estimativas apontam para cerca de 100 mil trabalhadores do Estado com Contrato Individual de Trabalho. Considerando que a Administração Pública emprega aproximadamente 800 mil pessoas, isso significa que cerca de 700 mil trabalhadores não serão diretamente abrangidos por muitas das alterações previstas na proposta governamental.</p>
<p>Por esse motivo, especialistas e organizações sindicais consideram que o impacto estrutural da reforma será bastante mais significativo no setor privado do que no universo da Função Pública.</p>
<p><strong>Quais são as medidas com maior impacto no setor privado?</strong><br />
Entre as alterações mais polémicas encontra-se a reintrodução do banco de horas individual, mecanismo eliminado em 2019. A proposta permite que o período normal de trabalho seja aumentado até duas horas por dia, podendo atingir 50 horas semanais e um limite anual de 150 horas suplementares, mediante acordo entre trabalhador e empregador.</p>
<p>Outra das mudanças relevantes é o alargamento da duração máxima dos contratos a termo. Os contratos a termo certo poderão passar dos atuais dois anos para períodos que podem chegar aos três ou cinco anos, enquanto os contratos a termo incerto poderão estender-se até cinco anos.</p>
<p>O diploma facilita ainda a contratação a prazo em situações como o lançamento de novas atividades empresariais, o arranque de novos estabelecimentos ou a contratação de desempregados de longa duração, pessoas à procura do primeiro emprego e reformados.</p>
<p>O Governo pretende igualmente flexibilizar as regras do outsourcing, alterar o regime do teletrabalho, rever as condições do trabalho suplementar e facilitar determinadas formas de organização do tempo de trabalho.</p>
<p>Outro ponto particularmente controverso diz respeito aos despedimentos ilícitos. O Executivo propõe alargar a todas as empresas a possibilidade de solicitar aos tribunais que afastem a reintegração de trabalhadores despedidos ilegalmente, desde que demonstrem que o regresso do funcionário seria gravemente prejudicial para o funcionamento da organização. Em contrapartida, prevê-se um aumento das indemnizações pagas aos trabalhadores.</p>
<p><strong>O que muda no teletrabalho?</strong><br />
A proposta elimina a obrigação de o empregador fundamentar por escrito a recusa de pedidos de teletrabalho quando estes sejam compatíveis com as funções exercidas.</p>
<p>Na prática, esta alteração poderá facilitar a rejeição de pedidos apresentados pelos trabalhadores, reduzindo o grau de proteção atualmente existente.</p>
<p><strong>Há mudanças nas férias e nos subsídios?</strong><br />
Sim. O Governo pretende voltar a permitir que os subsídios de férias e de Natal sejam pagos em duodécimos, desde que exista acordo entre trabalhador e empregador.</p>
<p>Está igualmente prevista a possibilidade de os trabalhadores requererem até dois dias adicionais de férias sem remuneração, mantendo, porém, outros direitos associados, como subsídios e subsídio de refeição. A utilização desses dias dependerá de acordo com a entidade patronal.</p>
<p><strong>Que novidades existem para pais e famílias?</strong><br />
A reforma laboral inclui várias medidas relacionadas com a conciliação entre vida profissional e familiar.</p>
<p>Uma das novidades é a introdução da jornada contínua no setor privado para pais e avós de crianças até aos 12 anos ou de menores com deficiência, doença crónica ou doença oncológica. Esta modalidade permite reduzir a pausa para almoço e terminar a jornada mais cedo, mediante acordo com o empregador.</p>
<p>A proposta prevê ainda o reforço da licença parental. O objetivo é permitir que a licença inicial possa atingir seis meses pagos a 100%, desde que os últimos 60 dias sejam partilhados entre ambos os progenitores.</p>
<p>No caso da licença exclusiva do pai, mantém-se a duração total de 28 dias, mas passa a ser exigido que 14 desses dias sejam gozados consecutivamente logo após o nascimento da criança.</p>
<p><strong>Porque está a questão da amamentação a gerar tanta polémica?</strong><br />
A alteração das regras da dispensa para amamentação tornou-se um dos temas mais contestados da reforma laboral.</p>
<p>O Governo mantém a intenção de exigir declaração médica desde o início da utilização deste direito, com renovação obrigatória a cada seis meses. Além disso, pretende limitar a dispensa até aos dois anos de idade da criança.</p>
<p>O Executivo defende que continua a existir um regime favorável, uma vez que se preservam as duas horas diárias de dispensa remunerada até aos dois anos do filho. Já os sindicatos acusam o Governo de criar obstáculos adicionais às mães trabalhadoras.</p>
<p><strong>Quais as medidas que também afetam a Função Pública?</strong><br />
Apesar de a maioria das alterações incidir sobre o setor privado, existem várias medidas com potencial impacto na Administração Pública.</p>
<p>Entre elas encontram-se mudanças relacionadas com a avaliação de desempenho, redistribuição de trabalhadores, progressões na carreira, mobilidade, revisão de carreiras e valorização salarial.</p>
<p>Também as novas regras sobre pré-avisos de greve e algumas alterações ao regime das baixas médicas emitidas por entidades privadas poderão ter reflexos nos serviços públicos.</p>
<p><strong>Porque motivo a CGTP convocou uma greve geral?</strong><br />
A central sindical considera que a proposta representa um recuo nos direitos laborais, acusando o Governo de facilitar despedimentos, aumentar a precariedade, reforçar a flexibilidade patronal e enfraquecer a proteção dos trabalhadores.</p>
<p>Por sua vez, o Executivo defende que a reforma é necessária para responder a problemas estruturais da economia portuguesa, como os baixos salários, a reduzida produtividade, a segmentação do mercado de trabalho e a dificuldade em reter jovens qualificados no país.</p>
<p>Com a proposta já entregue na Assembleia da República, o debate parlamentar deverá agora determinar quais destas medidas avançarão efetivamente para a legislação final, mas uma conclusão parece consensual: embora existam efeitos para alguns trabalhadores do Estado, o impacto principal da reforma laboral continuará concentrado no setor privado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771592]]></sapo:autor>
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		<title>Entrevista. “Portugal não é uma grande potência. E essa pode ser a sua maior vantagem na ONU”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Sandra Balão]]></category>
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					<description><![CDATA[Sandra Balão, diretora do Strategy &#038; Strategic Studies Department do ISCSP, da Universidade de Lisboa, falou em exclusivo à 'Executive Digest' ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal disputa com a Alemanha e a Áustria um lugar como membro não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas para o mandato 2027-2028. À primeira vista, a corrida parece desigual: Berlim chega com o peso da quarta maior economia do mundo e uma influência central na União Europeia, na NATO, no G7 e na arquitetura financeira internacional; Viena beneficia da tradição de neutralidade ativa e do prestígio de acolher instituições-chave da ONU.</p>
<p>Mas Sandra Balão, diretora do Strategy &#038; Strategic Studies Department do ISCSP, da Universidade de Lisboa, defende que a leitura puramente hierárquica pode falhar o essencial. Numa eleição decidida por 193 Estados-membros, muitos deles pequenos e médios países do Sul Global, o que pesa não é apenas a dimensão económica. É também a perceção de representatividade, confiança e ausência de ambição hegemónica.</p>
<p>“Portugal não é uma grande potência e isso é, paradoxalmente, a sua credencial mais valiosa”, afirma a especialista, numa entrevista à Executive Digest.</p>
<p><strong>A vantagem de não ser uma grande potência</strong></p>
<p>A candidatura portuguesa entra na corrida sem o peso financeiro da Alemanha nem o simbolismo institucional da Áustria. Mas é precisamente essa menor escala que, segundo Sandra Balão, pode tornar Portugal mais aceitável para países que não querem ver o Conselho de Segurança transformar-se apenas num prolongamento dos interesses das grandes potências.</p>
<p>“A lógica das eleições para o Conselho de Segurança da ONU não recompensa apenas o poder em termos ‘brutos’”, sublinha. Para muitos Estados do Sul Global, a preocupação central é garantir que o Conselho reflita “algo mais próximo da diversidade real de condições, vulnerabilidades e perspetivas do mundo”.</p>
<p>Portugal procura apresentar-se como um país médio, com histórico multilateral, presença em operações de paz e relações políticas e culturais que atravessam várias geografias. Sandra Balão lembra que o país contribuiu com mais de 20 mil militares e civis para operações de paz das Nações Unidas ao longo de mais de seis décadas e tem na CPLP uma plataforma de ligação ao mundo lusófono.</p>
<p>O argumento português é, assim, diferente do alemão ou do austríaco. Não se baseia em força estrutural, mas em alcance relacional.</p>
<p>Portugal, diz a especialista, “pode reivindicar um alcance geográfico e civilizacional que nem a Alemanha nem a Áustria conseguem igualar, e fá-lo sem a sombra de qualquer ambição hegemónica”.</p>
<p>Numa Assembleia Geral onde muitos países “sofreram as consequências das decisões das grandes potências em vez de as tomarem”, essa diferença pode ser politicamente relevante.</p>
<p><strong>O “construtor de pontes” ainda serve?</strong></p>
<p>Paulo Rangel tem apresentado Portugal como um “construtor de pontes”. A expressão poderia soar a fórmula diplomática gasta, sobretudo numa ONU marcada pela guerra na Ucrânia, pelo Médio Oriente, pela rivalidade entre Estados Unidos e China e pelo bloqueio frequente do Conselho de Segurança. Sandra Balão rejeita essa leitura.</p>
<p>Para a especialista, a imagem deve ser entendida “não como retórica diplomática, mas como uma afirmação operacional comprovada”. Portugal não tem poder coercivo comparável ao das grandes potências, mas pode exercer influência por outras vias: posicionamento estrutural, credibilidade normativa e capacidade de criar confiança entre blocos opostos.</p>
<p>“É um membro fundador da NATO, totalmente empenhado na resposta ocidental à guerra da Rússia contra a Ucrânia e, simultaneamente, um Estado cuja Assembleia da República influenciou o Governo a reconhecer a Palestina”, nota Sandra Balão.</p>
<p>Esta dupla posição, reconhece, não está isenta de riscos. Num Conselho cada vez mais marcado por lógicas binárias — Ocidente contra Rússia, potências ocidentais contra mundo árabe e Sul Global em Gaza, Estados Unidos contra China na tecnologia e na ordem regional — quem se apresenta como mediador pode ser acusado de ambiguidade.</p>
<p>Mas Sandra Balão distingue mediação de equidistância.</p>
<p>A credibilidade portuguesa, defende, dependerá da capacidade de promover diálogo “sem abandonar compromissos normativos claros com o direito internacional, a proteção dos civis e a integridade do sistema multilateral”. A ideia de Portugal como construtor de pontes só terá peso se assentar em princípios e não numa neutralidade oportunista.</p>
<p><strong>Um centro diplomático multioceânico</strong></p>
<p>A especialista propõe uma leitura mais ambiciosa da candidatura portuguesa: Portugal como “centro diplomático multioceânico”, capaz de ligar Norte e Sul, Este e Oeste, Atlântico e Indo-Pacífico, Europa e África.</p>
<p>A posição geográfica e histórica do país é, nesta leitura, mais do que uma nota de contexto. É um ativo estratégico. Portugal cruza o eixo Atlântico Norte-Sul, através da ligação entre Europa, América do Norte, África lusófona e Brasil; o eixo euro-mediterrânico; a governação oceânica associada à sua zona económica exclusiva; e o acesso ao Indo-Pacífico através de Timor-Leste e da diáspora lusófona.</p>
<p>Sandra Balão chama a isto uma arquitetura para o “Diálogo de Múltiplas Interconectividades”. A expressão é técnica, mas a ideia é simples: Portugal pode ser útil se conseguir transformar as suas várias ligações históricas e geográficas numa rede diplomática operacional.</p>
<p>Essa capacidade, avisa, não nascerá de slogans. Exige investimento em capital diplomático relacional, com consultas prévias à União Africana, à CARICOM, aos observadores da ASEAN e à Liga Árabe.</p>
<p><strong>Guterres como modelo e aviso</strong></p>
<p>Há ainda uma camada portuguesa que não pode ser ignorada: António Guterres. Para Sandra Balão, qualquer análise sobre o que Portugal pode alcançar no Conselho de Segurança deve ter em conta o “panorama institucional herdado” do trabalho do secretário-geral das Nações Unidas.</p>
<p>Guterres representa, ao mesmo tempo, um modelo e um aviso.</p>
<p>O lado positivo está numa agenda ambiciosa: a mobilização de 22,7 mil milhões de dólares em ajuda humanitária em 2023, alcançando cerca de 160 milhões de pessoas em necessidade urgente; a Nova Agenda para a Paz; a Cimeira do Futuro; a iniciativa UN80; e a invocação, pela primeira vez em 34 anos, do Artigo 99.º da Carta das Nações Unidas relativamente a Gaza.</p>
<p>“Estas não são conquistas triviais”, sublinha Sandra Balão. Representam uma tentativa de tornar a ONU mais proativa e menos reativa.</p>
<p>Mas o outro lado é igualmente importante. O Conselho de Segurança continuou paralisado perante a Ucrânia e Gaza, porque o veto dos cinco membros permanentes transformou projetos de resolução em “reféns diplomáticos”.</p>
<p>A conclusão da especialista é clara: um secretário-geral pode alargar as fronteiras normativas da ONU, mas não pode reformar sozinho a estrutura constitucional da organização.</p>
<p>“Essa tarefa cabe, precisamente, aos membros eleitos que estejam dispostos a usar o seu mandato no Conselho para construir as coligações necessárias à mudança estrutural. Esta é a abertura institucional que Portugal pode e deve ocupar.”</p>
<p><strong>Prevenção, Parceria, Proteção: o lema tem de sair do papel</strong></p>
<p>A candidatura portuguesa assenta no lema “Prevenção, Parceria, Proteção”. Para Sandra Balão, a fórmula está alinhada com o momento multilateral, mas só terá valor se for traduzida em prioridades concretas.</p>
<p>Na prevenção, Portugal deve insistir na ligação entre clima e segurança. A degradação ambiental, a escassez de recursos e a subida do nível do mar já não são apenas temas ambientais; são fatores estruturais de conflito armado. A experiência portuguesa na governação dos oceanos e na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar dá ao país uma base técnica para liderar esse debate.</p>
<p>A prevenção deve incluir também, defende a especialista, uma utilização mais proativa da autoridade do secretário-geral ao abrigo do Artigo 99.º, em vez de esperar que as crises se tornem intratáveis.</p>
<p>Na parceria, Portugal pode transformar a CPLP num recurso diplomático formal. Sandra Balão sugere sessões informativas de pré-consulta com Estados africanos lusófonos antes de votações do Conselho sobre regiões que lhes digam respeito. Defende ainda uma ligação mais forte entre a arquitetura de paz e segurança da União Africana e as deliberações do Conselho.</p>
<p>Apoiar o Consenso de Ezulwini, que reclama maior representação africana no Conselho de Segurança, seria um sinal concreto para os 54 Estados africanos.</p>
<p>Na proteção, Portugal deve promover normas de moderação no uso do veto, defender mandatos de proteção civil, responsabilização por violações do direito internacional humanitário e integridade operacional das agências humanitárias.</p>
<p>A chave, para Sandra Balão, é a coerência: estes princípios não podem ser defendidos apenas quando coincidem com os alinhamentos geopolíticos convenientes.</p>
<p><strong>A eleição joga-se longe dos discursos</strong></p>
<p>A votação será secreta e envolve os 193 Estados-membros da Assembleia Geral. Isso significa que a eleição não se decide apenas na qualidade dos discursos públicos. Decide-se no acumulado de relações diplomáticas, apoios regionais, reciprocidades e alinhamentos construídos ao longo de anos.</p>
<p>Sandra Balão identifica quatro variáveis: apoio dos grupos regionais, reciprocidade diplomática bilateral, coligações em torno de questões específicas e, no caso dos Estados maiores, influência económica.</p>
<p>A disputa no grupo da Europa Ocidental e Outros Estados é apenas o primeiro obstáculo. O peso decisivo está no G77 e na China, bloco que controla cerca de 130 votos e cujas prioridades nem sempre coincidem com as capitais da Europa Ocidental.</p>
<p>Aqui, a força da Alemanha pode também ser um problema. Sandra Balão considera que o peso económico alemão é “uma credencial de dois gumes”: sinaliza influência, mas pode alimentar a perceção de que o Conselho continuará a ser dominado pelos interesses económicos e geopolíticos do Norte.</p>
<p>Portugal tenta apresentar outro perfil: menor presença, diplomacia ativa na África lusófona, apoio à representação permanente de países africanos e uma história de potência não hegemónica.</p>
<p>A CPLP não chega para garantir a eleição, mas pode servir de núcleo inicial para uma coligação mais ampla. Angola, Moçambique, Cabo Verde e Brasil pertencem a grupos regionais que podem projetar apoios adicionais. As relações com a CARICOM, observadores da ASEAN e Liga Árabe também podem pesar.</p>
<p>A pergunta decisiva é se esse capital relacional chega para compensar a força institucional dos adversários.</p>
<p><strong>O que Portugal pode fazer num Conselho bloqueado?</strong></p>
<p>Mesmo que seja eleito, Portugal entrará num Conselho de Segurança frequentemente paralisado pelos vetos dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.</p>
<p>Sandra Balão não ignora esse limite. Mas defende que a influência dos membros eleitos não se mede apenas pelo voto formal. Mede-se pela capacidade de formar coligações informais, definir agendas e introduzir linguagem normativa em resoluções.</p>
<p>A presidência rotativa é um dos instrumentos mais relevantes. Se eleito, Portugal deverá exercê-la pelo menos uma vez durante o mandato de dois anos. Isso permitiria controlar a agenda, escolher peritos convidados e programar debates temáticos.</p>
<p>Outro instrumento é o copatrocínio de projetos de resolução. Em matérias controversas, a legitimidade dos membros permanentes pode depender do apoio dos eleitos. Portugal poderia usar essa margem para introduzir referências à proteção de civis, segurança climática e responsabilização.</p>
<p>Por fim, há as consultas informais, como a chamada “fórmula Arria”, e os grupos de trabalho onde muitas das negociações reais acontecem antes das sessões formais.</p>
<p>É nesses espaços, mais discretos e menos televisionados, que um país com credibilidade, equipa diplomática eficiente e relações amplas pode pesar acima da sua dimensão formal.</p>
<p><strong>A estratégia mais consequente disponível</strong></p>
<p>Sandra Balão aponta quatro caminhos estratégicos caso Portugal seja eleito.</p>
<p>O primeiro é liderar o grupo ACT na responsabilização pelo veto, transformando a posição portuguesa numa resolução da Assembleia Geral capaz de criar custo político para o uso do veto em casos de atrocidades em massa.</p>
<p>O segundo é assumir a liderança no nexo oceano-clima-segurança, um espaço onde nenhum membro permanente tem hegemonia e onde a experiência portuguesa na governação marítima pode constituir vantagem comparativa.</p>
<p>O terceiro é ativar o corredor de segurança da CPLP, sobretudo na Guiné-Bissau, em Moçambique e no interface Sahel-Atlântico, integrando melhor a África lusófona nos mandatos de operações de paz e nos mecanismos de alerta precoce.</p>
<p>O quarto é posicionar Portugal como interlocutor de confiança entre países ocidentais e não alinhados, sobretudo nas fraturas abertas pela Ucrânia e pelo Médio Oriente.</p>
<p>A ambição, portanto, não é imitar a diplomacia das grandes potências. É ocupar os espaços que elas deixam vazios.</p>
<p>“Em suma, o percurso de Portugal desde a candidatura até à influência no Conselho não passa pela emulação da diplomacia das grandes potências, mas pelo cultivo disciplinado de credibilidade normativa, capital relacional e liderança temática nos espaços que as grandes potências deixaram em aberto”, conclui Sandra Balão.</p>
<p>E deixa o aviso que resume a candidatura portuguesa: “Não se trata de uma estratégia de consolação. Na arquitetura do multilateralismo contemporâneo, pode ser a estratégia mais consequente disponível.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771600]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>World Corporate Golf Challenge Portugal by LG reuniu empresas de todo o país na 3.ª Etapa disputada em Ponte de Lima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:31:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Axis Golfe Ponte de Lima recebeu mais uma jornada de qualificação para a Final Nacional do maior torneio corporativo de golfe do mundo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ponte de Lima recebeu, no passado dia 30 de maio, a 3.ª etapa de qualificação do World Corporate Golf Challenge Portugal by LG, reunindo empresários, gestores e líderes empresariais de várias regiões do país no desafiante percurso do Axis Golfe Ponte de Lima.</p>
<p>Integrado no maior torneio corporativo de golfe do mundo, o World Corporate Golf Challenge continua a afirmar-se como uma plataforma privilegiada de networking, relacionamento empresarial e promoção dos valores do desporto, proporcionando aos participantes uma experiência única dentro e fora do campo.</p>
<p>A competitividade foi uma constante ao longo da jornada disputada no Axis Golfe Ponte de Lima, com a dupla Jaime Cunha e Rui Lira Silva, da APR Mediação Seguros, a conquistar o primeiro lugar da classificação Net, assegurando a presença na Final Nacional do World Corporate Golf Challenge Portugal by LG. O segundo lugar Net foi alcançado por João Martins Ribeiro e Francisco Lopo, em representação da FL Construções. Na classificação Gross, o destaque foi para a equipa CGPL 2, composta por José Simão Oliveira e Custódio Castro, que arrecadou o primeiro lugar da categoria.</p>
<p>A equipa vencedora da classificação Net não escondeu a satisfação pela conquista: &#8220;Já há muito tempo que procurávamos chegar à Final do World Corporate Golf Challenge. Temos participado nos últimos anos e ficado sempre muito perto. Esta vitória representa o culminar de todo o nosso esforço e dedicação ao longo do tempo. É uma enorme satisfação conseguir finalmente alcançar este objetivo.&#8221;</p>
<p>Para o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Paulo Sousa, a realização desta prova representa uma importante oportunidade para promover o território: &#8220;O facto deste torneio se realizar em Ponte de Lima é muito importante para nós porque promovemos o desporto, mas também o território. Hoje é indissociável falar de qualidade de vida, de uma ligação à natureza, de bons serviços públicos e de uma excelente gastronomia. Estou certo de que este tipo de eventos é essencial para projetarmos Ponte de Lima, a vila mais antiga de Portugal, e dar a conhecer tudo aquilo que nos distingue. Estes torneios trazem pessoas de várias localidades do país, que têm a oportunidade de praticar golfe num campo de excelência e, simultaneamente, descobrir melhor esta vila extraordinária.&#8221;</p>
<p>Também o Diretor do Axis Golfe Ponte de Lima, Manuel de Miguel, destacou a relevância da competição para o clube e para a região: &#8220;Para Ponte de Lima é um enorme orgulho receber esta etapa do World Corporate Golf Challenge, que integra o maior torneio corporativo de golfe amador do mundo. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para apresentar o campo nas melhores condições possíveis e para garantir que todos os jogadores saem daqui satisfeitos e a falar bem de Ponte de Lima. Esse é o nosso principal objetivo.&#8221;</p>
<p>O patrocinador principal do circuito, a LG Portugal, voltou a reforçar o seu compromisso com o evento. O representante da marca destacou a importância estratégica da parceria: &#8220;É uma honra para a LG associar-se ao World Corporate Golf Challenge como patrocinador principal. Sendo uma das marcas líderes de eletrónica de consumo em Portugal, sentimos a responsabilidade de continuar próximos dos nossos clientes e parceiros. Este evento é particularmente importante porque reúne empresários, gestores e decisores, permitindo fortalecer relações, criar novas oportunidades de negócio e consolidar parcerias. Para a LG, trata-se de uma plataforma privilegiada para reforçar o networking e a proximidade ao tecido empresarial português.&#8221;</p>
<p>As Executive Partner do WCGC Portugal sublinharam igualmente a dimensão nacional do projeto e a relevância do apoio dos parceiros: &#8220;O World Corporate Golf Challenge é um circuito verdadeiramente nacional. Costumamos dizer que é um circuito nómada, porque percorre o país de norte a sul com o objetivo de estar próximo dos jogadores e das empresas, sejam elas regionais ou nacionais. O nosso propósito é unir o golfe e o mundo empresarial através de uma plataforma de relacionamento única. O apoio de parceiros como a LG confere uma enorme credibilidade ao evento e é fundamental para o seu crescimento. Partilhamos os mesmos valores de networking, proximidade e construção de relações duradouras com empresas e clientes.&#8221;</p>
<p>Com mais uma etapa concluída, o World Corporate Golf Challenge Portugal by LG aproxima- se da reta final da temporada, continuando a proporcionar experiências únicas aos participantes e a fortalecer a ligação entre o desporto e o mundo empresarial.</p>
<p>A última etapa de qualificação decorrerá no dia 26 de Junho, antes da realização da Final Nacional, onde serão encontradas as equipas que representarão Portugal na Final Mundial do World Corporate Golf Challenge.</p>
<p>A organização agradece ainda o apoio de todos os parceiros que contribuíram para a realização deste evento: AUDI, LG, Município de Óbidos, Turkish Airlines, Visit Azores, Axis Hotéis, CC Viagens, Associação de Promoção da Madeira, Madeira Golf Passport, IB Putter Sweetspot, Ivan Ballesteros Golf Design, Câmara Municipal de Sesimbra, Octant, Vista Alegre, BDR, Distintus, Simões e Guerreiro, Fitness Nestlé , Sogenave, Cigala, Nicola, Poças, Ursu, Uriage, Santos e Vale, Fundação S. João de Deus, Floor Sensation e Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, Município de Ponte de Lima, Federação Portuguesa de Golfe, Executive Digest, RFM, Viagens &amp; Resorts, Evoque Mag, Analógica Group, TNews, Revista Business Portugal, Wherever Magazine.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771618]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Investigação à morte do fundador da Mango alarga-se e procura agora eventuais cúmplices do filho</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/investigacao-a-morte-do-fundador-da-mango-alarga-se-e-procura-agora-eventuais-cumplices-do-filho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:14:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[andic]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mango]]></category>
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					<description><![CDATA[Até agora, as suspeitas concentravam-se sobretudo no filho mais velho de Andic, Jonathan Andic, mas a justiça espanhola pretende agora esclarecer se existiram terceiros com algum grau de envolvimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A investigação judicial à morte de Isak Andic, fundador da gigante espanhola da moda Mango, entrou numa nova fase depois de a magistrada responsável pelo caso ter determinado diligências destinadas a apurar se outras pessoas poderão ter participado, direta ou indiretamente, nos acontecimentos que culminaram na morte do empresário. Até agora, as suspeitas concentravam-se sobretudo no filho mais velho de Andic, Jonathan Andic, mas a justiça espanhola pretende agora esclarecer se existiram terceiros com algum grau de envolvimento.</p>
<p>Isak Andic morreu a 14 de dezembro de 2024 durante uma caminhada na serra de Montserrat, na Catalunha, após cair numa ravina. O caso foi inicialmente tratado como um acidente de montanha. Contudo, o surgimento de novos elementos levou as autoridades a reabrirem a investigação e a centrarem atenções em Jonathan Andic, que acabou por ser detido em maio deste ano pelos Mossos d&#8217;Esquadra como suspeito da alegada prática de homicídio.</p>
<p>Embora tenha sido libertado após prestar uma caução de um milhão de euros, Jonathan Andic continua sujeito a medidas de coação, incluindo a entrega do passaporte e a obrigação de se apresentar periodicamente perante as autoridades judiciais.</p>
<p>Segundo uma decisão judicial citada pela imprensa espanhola, a juíza Raquel Nieto, responsável pela instrução do processo em Martorell, considera necessário aprofundar a investigação para determinar com exatidão o eventual papel desempenhado por outras pessoas.</p>
<p>Na decisão, a magistrada pede aos investigadores que averiguem &#8220;a existência de uma terceira pessoa que direta ou indiretamente participasse nos factos&#8221;, uma possibilidade que não tinha sido publicamente revelada até agora.</p>
<p>Entre as pessoas mencionadas encontra-se J. L., terapeuta familiar que acompanhou a família Andic e que, segundo os elementos recolhidos pela investigação, poderá ter tido um papel relevante nos conflitos familiares e patrimoniais existentes entre pai e filho.</p>
<p>A magistrada ordenou igualmente a análise detalhada do tráfego de chamadas e mensagens associadas ao telemóvel de Jonathan Andic, em particular durante uma deslocação relâmpago a Quito, no Equador, realizada em março de 2025. Os investigadores pretendem perceber com quem o empresário contactou antes e depois dos acontecimentos e se essas comunicações podem ajudar a reconstruir os factos.</p>
<p><strong>Suspeitas de premeditação continuam presentes</strong><br />
A nova decisão judicial reforça a posição já assumida pela juíza quando determinou a prisão preventiva, posteriormente substituída por caução.</p>
<p>Segundo a magistrada, continuam a existir indícios de uma possível participação &#8220;ativa, premeditada e preparada&#8221; de Jonathan Andic na morte do pai.</p>
<p>Os investigadores analisam vários fatores, entre os quais tensões familiares, divergências relacionadas com questões financeiras e a alegada insistência do filho em receber parte da herança enquanto Isak Andic ainda era vivo.</p>
<p>Apesar disso, nenhuma outra pessoa possui atualmente o estatuto formal de arguido ou investigado no processo.</p>
<p><strong>Terapeuta familiar ganha relevância na investigação</strong><br />
Um dos aspetos que mais atenção tem merecido por parte da justiça prende-se com o papel da terapeuta familiar J. L.</p>
<p>A procuradora responsável pelo processo, Teresa Yoldi, especialista em julgamentos com júri popular, também solicitou diligências destinadas a avaliar &#8220;a possível influência nos factos de terceiras pessoas, concretamente da psicóloga J. L.&#8221;.</p>
<p>O nome da terapeuta surgiu durante a investigação devido às sessões realizadas entre Isak Andic, Jonathan Andic e outros membros da família.</p>
<p>Segundo os elementos recolhidos pelos investigadores, Jonathan Andic terá manifestado repetidamente a intenção de receber uma &#8220;herança em vida&#8221; do pai, numa altura em que Isak Andic ponderava criar uma fundação de caráter beneficente.</p>
<p>De acordo com a decisão judicial anteriormente conhecida, a terapeuta relatou que o empresário acabou por aceitar transferir parte do património para o filho com o objetivo de preservar a relação familiar.</p>
<p><strong>Mensagens contradizem versão apresentada pelo filho</strong><br />
Outro dos pilares da investigação são as comunicações trocadas entre pai e filho.</p>
<p>Embora familiares, amigos e pessoas ligadas ao universo empresarial da Mango tenham descrito a relação entre ambos como positiva, e o próprio Jonathan Andic tenha afirmado que o relacionamento estava melhor do que nunca à data da morte do pai, os investigadores consideram que as mensagens recuperadas do telemóvel de Isak Andic apontam numa direção diferente.</p>
<p>Segundo a magistrada, os conteúdos analisados sugerem a existência de conflitos mais profundos do que aqueles que foram inicialmente admitidos.</p>
<p>A decisão judicial refere ainda que, segundo o testemunho da terapeuta, Jonathan Andic teria exercido uma alegada &#8220;manipulação emocional&#8221; sobre o pai para alcançar objetivos de natureza económica.</p>
<p>Nas sessões terapêuticas, o filho mais velho do fundador da Mango terá expressado sentimentos de &#8220;ódio e ressentimento&#8221;, bem como ideias relacionadas com a ausência da figura paterna, segundo os elementos recolhidos pela investigação.</p>
<p>A juíza sustenta que Isak Andic aceitou realizar uma conversa privada com o filho durante a caminhada em Montserrat numa tentativa de reconciliação.</p>
<p><strong>Defesa denuncia julgamento público antecipado</strong><br />
Jonathan Andic continua a negar qualquer envolvimento na morte do pai e sustenta que a queda fatal foi um acidente.</p>
<p>Nos últimos meses, a estratégia da defesa ultrapassou o âmbito estritamente judicial. O advogado Cristóbal Martell tem denunciado aquilo que considera ser uma &#8220;condenação pública prematura&#8221;, alegando que a divulgação de elementos da investigação e a publicação de imagens do empresário algemado contribuíram para criar uma perceção de culpa antes de qualquer julgamento.</p>
<p>A preocupação da defesa é particularmente relevante porque, caso o processo avance para julgamento, a decisão será tomada por um júri popular.</p>
<p>Paralelamente, pessoas próximas de Jonathan Andic têm promovido uma campanha pública destinada a sustentar a versão do acidente. Entre as iniciativas desenvolvidas contam-se a divulgação de uma carta pessoal, a apresentação de relatórios periciais alternativos e críticas à atuação dos Mossos d&#8217;Esquadra e a alguns dos elementos recolhidos durante a investigação.</p>
<p>A família Andic também tem manifestado apoio público ao empresário desde a sua detenção, insistindo que não existem provas conclusivas que o liguem à morte do fundador da Mango e apelando ao respeito pelo princípio da presunção de inocência enquanto o processo continua em curso.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771591]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;Esmagadora maioria está a trabalhar&#8221;: Governo aponta adesão &#8220;residual e mesmo nula&#8221; à greve geral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 10:43:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[greve Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[Maria do Rosário Palma Ramalho sustentou que, no setor privado, a adesão à greve é “absolutamente residual” e, em algumas áreas, “mesmo nula”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou esta quinta-feira que o Governo tem “respeito total pelo direito à greve”, mas também pelo “direito a trabalhar”, defendendo que os dados provisórios recolhidos pelo Executivo apontam para uma adesão limitada à paralisação.</p>
<p>Segundo a governante, a informação transmitida por confederações de vários setores de atividade privada e pública permite concluir que “a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está a trabalhar nos seus locais de trabalho”, havendo ainda casos de trabalhadores que optaram pelo teletrabalho.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho sustentou que, no setor privado, a adesão à greve é “absolutamente residual” e, em algumas áreas, “mesmo nula”. A ministra apontou em particular para a indústria, afirmando que “todas as fábricas estão a trabalhar” nas principais áreas de produção em Portugal, incluindo têxtil, calçado e metalomecânica, com base em dados da CIP e de empresas do setor.</p>
<p>A ministra acrescentou que, nos transportes, nas grandes superfícies e no comércio, “as portas estão abertas”, garantindo que não houve “qualquer perturbação” no atendimento nas grandes superfícies nem na logística.</p>
<p>Segundo Maria do Rosário Palma Ramalho, o transporte de bens e mercadorias “processou-se normalmente”, com base em dados da Confederação do Comércio e da APED. Também no turismo, a informação transmitida pela Confederação do Turismo de Portugal aponta, segundo a governante, para ausência de perturbações na hotelaria e nas agências de viagens.</p>
<p>A ministra admitiu apenas “efeitos indiretos” associados à adesão na TAP, mas sublinhou que esses efeitos não se traduzem numa perturbação da operação turística em geral.</p>
<p>No setor agrícola, com base em dados da CAP, Palma Ramalho afirmou que a greve “não teve qualquer expressão” e que, nas grandes empresas agrícolas, o funcionamento é “absolutamente normal”.</p>
<p>Na banca, a ministra afirmou que, de acordo com informação da Caixa Geral de Depósitos e dos principais bancos privados, “todas as agências estão abertas” e os serviços centrais estão a funcionar.</p>
<p>Na construção, segundo Maria do Rosário Palma Ramalho, “não houve qualquer efeito”. Já nas telecomunicações, a governante apontou para uma adesão de 1,2% na MEO. No outsourcing, indicou uma adesão de 1,3%.</p>
<p>A ministra referiu ainda que, nos hospitais privados, “não há perturbação”, citando dados da Associação Portuguesa de Hospitais Privados, segundo os quais o funcionamento é normal.</p>
<p>“São dados expressivos, que evidenciam o que disse: a esmagadora maioria dos trabalhadores do setor privado está a trabalhar”, afirmou.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho reconheceu, no entanto, que no setor público há uma adesão maior, como já tinha acontecido na greve geral de dezembro. Ainda assim, sustentou que os serviços públicos estão “genericamente a responder”, seja em pleno funcionamento, seja através dos serviços mínimos, com destaque para os transportes e a saúde.</p>
<p>No setor público, a ministra detalhou depois os serviços com maior impacto. Na Segurança Social, afirmou que o IEFP está “a funcionar a 100%”, com uma adesão de 3% dos trabalhadores. Já nos locais de atendimento da Segurança Social, há alguns serviços encerrados, com uma adesão de 11,5%.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho indicou ainda que havia três Lojas do Cidadão encerradas, sublinhando que a recolha de dados é provisória e terá de ser confirmada ao longo do dia.</p>
<p>A educação foi assumida pela ministra como uma das principais preocupações, sobretudo devido à prova de Português. Segundo a governante, a indicação disponível é que 40% dos alunos não puderam realizar a prova. Em termos gerais, entre 38% e 45% das escolas estarão encerradas.</p>
<p>A ministra apontou para uma adesão de 41% entre o pessoal não docente e de 24% entre os professores, explicando que a falta de assistentes operacionais pode obrigar ao encerramento das escolas por razões de segurança.</p>
<p>Nos transportes, Maria do Rosário Palma Ramalho reconheceu uma adesão mais elevada, com supressões em vários meios de transporte. Ainda assim, garantiu que os serviços mínimos estão a ser assegurados e que, em alguns casos, tem havido “mais transporte do que o previsto” pelos serviços mínimos.</p>
<p>No balanço político, a ministra insistiu que a greve tem “expressão muito reduzida no setor privado” e que “o país está a trabalhar”. Palma Ramalho sublinhou ainda que é precisamente no setor privado que estão os trabalhadores a quem se aplicará a reforma laboral, ao contrário do setor público, onde admitiu que o impacto é maior.</p>
<p>&#8220;O Governo ouve toda a gente&#8221;, finalizou a ministra do Trabalho, &#8220;incluindo os que querem trabalhar&#8221;. &#8220;Uma greve geral é sempre grave porque impacta na vida de todas as pessoas. Mas esta parece ter significativamente muito pouca adesão, sobretudo no setor privado, o setor onde se vai aplicar preferencialmente esta legislação. Os trabalhadores do setor privado não se sentiram motivados a exercer o seu direito à greve. Mas a economia não pára, o país está a trabalhar.&#8221;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771575]]></sapo:autor>
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		<title>Tempos de espera na saúde na Europa: Reino Unido, Eslovénia, Polónia e Portugal entre os piores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 10:41:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os tempos de espera para consultas médicas, acesso a especialistas e realização de cirurgias continuam a representar um dos maiores desafios dos sistemas de saúde europeus. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tempos de espera para consultas médicas, acesso a especialistas e realização de cirurgias continuam a representar um dos maiores desafios dos sistemas de saúde europeus. Dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no relatório Health at a Glance 2025, revelam que, em vários países, os doentes enfrentam atrasos que podem prolongar-se durante meses e, em alguns casos, quase dois anos antes de receberem tratamento.</p>
<p>A OCDE alerta que o adiamento dos cuidados médicos tem consequências diretas na qualidade de vida dos pacientes, prolongando períodos de dor, incapacidade e sofrimento, além de poder comprometer os resultados clínicos após a intervenção. Segundo o organismo, os atrasos tornaram-se uma preocupação crescente de política pública em vários países europeus, refletindo dificuldades persistentes na capacidade de resposta dos sistemas nacionais de saúde.</p>
<p><strong>Consultas de medicina geral também registam atrasos</strong><br />
O problema começa muitas vezes antes mesmo de os doentes chegarem a um especialista. Em diversos países europeus, conseguir uma consulta com um médico de clínica geral ou com um enfermeiro pode implicar uma espera superior a uma semana.</p>
<p>A Suécia surge entre os casos mais preocupantes, com 23% dos pacientes a aguardarem mais de sete dias por uma consulta. Em França e na Alemanha, a proporção atinge 20%, enquanto no Reino Unido se situa nos 18%.</p>
<p>Quando são incluídos os utentes que aguardam entre seis e sete dias, os números aumentam significativamente. Na Suécia, cerca de 30% dos pacientes esperam quase uma semana ou mais por uma consulta. Em França, essa percentagem sobe para 28%, no Reino Unido para 27% e na Alemanha para 26%.</p>
<p><strong>Reino Unido lidera nas esperas para especialistas</strong><br />
Os atrasos tornam-se ainda mais evidentes no acesso a consultas de especialidade. O Reino Unido apresenta o cenário mais grave entre os países analisados, com 11% dos pacientes a declararem ter esperado mais de um ano para serem observados por um especialista.</p>
<p>Em França e na Alemanha, apenas 2% reportaram tempos de espera superiores a doze meses. Ainda assim, os períodos intermédios continuam a ser consideráveis.</p>
<p>Em França, 43% dos pacientes aguardam entre dois meses e um ano por uma consulta especializada. No Reino Unido, essa situação afeta 32% dos utentes, enquanto na Suécia representa 29% e na Alemanha 22%.</p>
<p>Os dados mostram que, mesmo quando os atrasos não ultrapassam um ano, milhões de cidadãos europeus continuam sujeitos a longos períodos de espera antes de obterem acompanhamento médico especializado.</p>
<p><strong>Portugal entre os países mais afetados nas cirurgias às cataratas</strong><br />
As listas de espera para cirurgias às cataratas constituem outro dos indicadores analisados pela OCDE. Neste caso, o estudo mede a percentagem de pacientes que aguardam mais de três meses entre a avaliação por um especialista e a realização da operação.</p>
<p>A Noruega lidera este ranking, com 81% dos doentes a esperarem mais de três meses. Segue-se a Finlândia, com 71%.</p>
<p>Portugal surge entre os países mais afetados, juntamente com o Reino Unido, registando 58% dos pacientes em espera superior a três meses. Em Espanha, a percentagem atinge 53%.</p>
<p>Em contraste, a Polónia apresenta apenas 13% dos doentes nessa situação, seguida pela Hungria com 17%, pela Suécia com 22% e pela Itália com 27%.</p>
<p><strong>Impacto da pandemia continua visível</strong><br />
A comparação entre 2019 e 2024 demonstra que a pandemia de covid-19 continua a produzir efeitos duradouros nos sistemas de saúde europeus.</p>
<p>Dos nove países analisados pela OCDE nesta área, sete registaram um agravamento dos tempos de espera para cirurgia às cataratas. Apenas a Polónia e a Hungria conseguiram reduzir os atrasos.</p>
<p>No Reino Unido, a proporção de doentes à espera mais de três meses aumentou de 22% para 58% em apenas cinco anos. Na Noruega, o indicador subiu de 65% para 81%.</p>
<p>Os dados sugerem que muitos sistemas de saúde continuam a recuperar da pressão acumulada durante os anos da pandemia, enfrentando dificuldades para responder à procura crescente.</p>
<p><strong>Eslovénia aproxima-se dos dois anos de espera para próteses da anca</strong><br />
Uma das situações mais extremas identificadas pela OCDE diz respeito às cirurgias de substituição da anca.</p>
<p>Na Eslovénia, o tempo médio de espera atingiu 667 dias em 2024, o equivalente a quase dois anos. A Polónia surge na segunda posição, com 343 dias.</p>
<p>Seguem-se a Hungria, com 209 dias, e o Reino Unido, com 174 dias de espera.</p>
<p>A OCDE recorda que estes valores representam medianas estatísticas, o que significa que metade dos pacientes aguardou ainda mais tempo do que os números indicados.</p>
<p><strong>Especialistas apontam falta de capacidade e envelhecimento da população</strong><br />
Segundo a OCDE, as listas de espera resultam, em grande medida, de um desequilíbrio entre a procura e a oferta de serviços de saúde.</p>
<p>O investigador Luigi Siciliani, da Universidade de York, sublinha que os tempos de espera variam significativamente entre países devido a fatores como limitações de capacidade instalada, opções de financiamento, disponibilidade de profissionais de saúde e dificuldades em acompanhar uma procura crescente impulsionada pelo envelhecimento da população e pela evolução tecnológica.</p>
<p>O especialista considera que os atrasos nos cuidados não urgentes constituem atualmente uma preocupação central para muitos sistemas de saúde, onde os pacientes podem esperar semanas ou meses para aceder a consultas, exames ou intervenções cirúrgicas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771572]]></sapo:autor>
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		<title>Elevador da Glória: Zelensky chamado como testemunha em processo contra a Carris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 10:36:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Elevador da Glória]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Volodymyr Zelensky]]></category>
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					<description><![CDATA[Ana Paula, funcionária da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, morreu aos 49 anos no acidente do Elevador da Glória. A ação deu entrada na passada segunda-feira no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, mas as entidades visadas ainda não tinham sido notificadas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, é uma das testemunhas arroladas pela família de Ana Paula, uma das vítimas mortais do acidente no Elevador da Glória, numa ação judicial em que é exigida uma indemnização superior a um milhão de euros à Carris, à seguradora da transportadora e à empresa responsável pela manutenção do ascensor, a Mntc – Serviços Técnicos de Engenharia, avança o Público.</p>
<p>Além da compensação financeira, o marido e a filha de Ana Paula exigem que a Carris faça um pedido de desculpas público. A família considera que essa medida tem valor simbólico e representa uma forma adequada de compensação moral pelos danos sofridos e de reconhecimento institucional da gravidade do acidente.</p>
<p>Ana Paula, funcionária da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, morreu aos 49 anos no acidente do Elevador da Glória. A ação deu entrada na passada segunda-feira no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, mas as entidades visadas ainda não tinham sido notificadas.</p>
<p><strong>Família fala em quebra de confiança</strong></p>
<p>Na ação, assinada pelos advogados Nuno Pinto Coelho de Faria e Carolina Patinhas, Isaque Adam e a filha sustentam que o acidente abalou a confiança que os utentes depositam na Carris enquanto empresa de transporte público.</p>
<p>A família defende que os passageiros têm uma expectativa legítima de que os equipamentos usados no transporte de pessoas estejam em condições técnicas adequadas, sejam alvo de manutenção rigorosa, disponham de sistemas de segurança eficazes e sejam fiscalizados de forma contínua pelas entidades competentes.</p>
<p>Segundo o jornal diário, a petição sustenta que a recuperação mínima dessa confiança exige uma resposta pública, clara, institucional e proporcional por parte das entidades responsáveis pela operação, manutenção e tutela do serviço. Para a família, essa resposta não existiu.</p>
<p>O marido e a filha de Ana Paula querem que as entidades responsáveis reconheçam a gravidade do sucedido, assumam o sofrimento causado às vítimas e respetivas famílias e adotem uma postura transparente perante os cidadãos.</p>
<p><strong>Pedido de desculpas em jornais nacionais</strong></p>
<p>A família pede ao tribunal que obrigue a Carris a publicar um pedido de desculpas de página inteira em jornais diários de circulação nacional, como o &#8216;Correio da Manhã&#8217; e o &#8216;Público&#8217;, e também num semanário, como o &#8216;Expresso&#8217;.</p>
<p>O pedido abrangeria tanto as edições impressas como as plataformas online. A família quer ainda que o texto da declaração seja previamente apresentado ao tribunal, para que o juiz valide se a formulação é compatível com a finalidade reparadora da medida.</p>
<p>Para os autores da ação, o pedido de desculpas não substitui a indemnização, mas representa uma reparação moral e institucional. O objetivo é que a Carris reconheça publicamente a gravidade do acidente e o impacto causado nas famílias das vítimas.</p>
<p><strong>Porque é que Zelensky é chamado a testemunhar</strong></p>
<p>Volodymyr Zelensky surge na lista de testemunhas por escrito por ter sido um dos líderes mundiais a apresentar publicamente condolências às famílias e às vítimas do acidente, apesar de liderar um país em guerra com a Rússia.</p>
<p>A família entende que manifestações internacionais de pesar como esta demonstram a dimensão excecional da tragédia. Na leitura dos autores, o acidente ultrapassou largamente o âmbito de um acidente de viação comum ou de outras ocorrências fatais em transportes públicos.</p>
<p>Ao chamar Zelensky como testemunha, a família procura sublinhar o impacto público e internacional do desastre, reforçando a tese de que a tragédia exige uma resposta institucional proporcional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771566]]></sapo:autor>
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		<title>300 anos de escritório: CEO fazem retrato de como a IA tem sido um “game changer” nas organizações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 10:27:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[CEO]]></category>
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		<category><![CDATA[Escritório]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Inteligência Artificial é, segundo os CEO a nível global, a inovação mais influente no local de trabalho moderno. A conclusão faz parte do relatório “IWG: 300 Years of Office Innovation”, divulgado pela International Workplace Group, que assinala os 300 anos do escritório moderno.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Inteligência Artificial é, segundo os CEO a nível global, a inovação mais influente no local de trabalho moderno. A conclusão faz parte do relatório “IWG: 300 Years of Office Innovation”, divulgado pela International Workplace Group, que assinala os 300 anos do escritório moderno e coloca a IA à frente de tecnologias como computadores portáteis, videochamadas e Wi-Fi.</p>
<p>O estudo, que analisa a evolução do espaço de trabalho desde a criação do primeiro escritório construído de raiz — o Old Admiralty Building, em Londres, em 1726 — revela que os líderes empresariais encaram a atual transformação tecnológica como uma das mais significativas dos últimos três séculos.</p>
<p>De acordo com o relatório, o top 5 das inovações mais importantes para os CEO é dominado por tecnologias recentes:</p>
<ol>
<li>Inteligência Artificial (36%)</li>
<li>Portáteis e tablets (35%)</li>
<li>Videochamadas e videoconferência (31%)</li>
<li>Wi-Fi e Bluetooth (29%)</li>
<li>Trabalho híbrido (26%)</li>
</ol>
<p>O trabalho híbrido surge como uma das mudanças estruturais mais relevantes na forma de trabalhar, alterando a relação entre colaboradores, produtividade e espaço físico.</p>
<p>O impacto desta evolução é visível na forma como as empresas operam. Segundo o estudo, 35% dos CEO afirmam que a tecnologia tornou mais fácil trabalhar a partir de qualquer lugar, enquanto 30% referem que as reuniões são hoje mais virtuais do que presenciais.</p>
<p>Em paralelo, dois terços dos líderes empresariais consideram que o local de trabalho atual está melhor preparado para promover colaboração e produtividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Portugal acompanha tendência com forte aposta na IA</strong></p>
<p>Em Portugal, a adoção de Inteligência Artificial também está a ganhar tração. De acordo com dados da Randstad, 62,7% das empresas já experimentaram esta tecnologia, sobretudo em áreas como análise de dados, automação de tarefas administrativas, assistentes virtuais, marketing e apoio ao cliente.</p>
<p>O mesmo estudo indica ainda que 82,9% das empresas portuguesas esperam que a IA venha a melhorar a produtividade organizacional.</p>
<p>Já um policy paper da Fundação Francisco Manuel dos Santos sublinha que tecnologias como modelos de linguagem — incluindo sistemas de IA generativa — terão impacto transversal no mercado de trabalho português, potenciando a colaboração entre pessoas e máquinas em funções de maior complexidade cognitiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Décadas que marcaram o trabalho moderno</strong></p>
<p>A década de 2020 é apontada como a mais transformadora dos últimos 300 anos, impulsionada pela rápida adoção de modelos híbridos, automação e Inteligência Artificial. Os anos 1990 surgem como a segunda fase mais disruptiva, devido à expansão da internet, do e-mail e da computação pessoal.</p>
<p>Apesar disso, muitas tecnologias dessa época estão hoje praticamente esquecidas pelas novas gerações. Apenas 20% dos inquiridos afirmam saber descrever a função das máquinas de fax e 16% reconhecem as disquetes, embora estas permaneçam ícones culturais da era digital inicial.</p>
<p>Ainda assim, a nostalgia mantém-se: 68% dos CEO admitem sentir saudades de ferramentas de trabalho do passado.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>IA impulsiona produtividade nas empresas</strong></p>
<p>Mais de um terço dos CEO (35%) identifica a Inteligência Artificial como a tecnologia com maior impacto na produtividade das suas organizações, ultrapassando portáteis e ferramentas de videoconferência.</p>
<p>No total, 83% dos líderes empresariais consideram positivas as mudanças recentes na forma de trabalhar, enquanto 81% acreditam que o atual modelo laboral está mais preparado para promover colaboração e eficiência.</p>
<p>Em Portugal, a perceção é semelhante: 16% dos empregos atuais — cerca de 795 mil postos de trabalho — poderão beneficiar diretamente da IA através de ganhos de produtividade, segundo estimativas da Randstad.</p>
<p>A adaptação já está em curso: 72,7% das empresas portuguesas que adotaram IA estão a investir em formação para os seus colaboradores.</p>
<p>Para Mark Dixon, fundador e CEO da International Workplace Group, a evolução é clara: “Ao longo dos últimos 300 anos, o escritório evoluiu continuamente lado a lado com cada grande vaga de inovação tecnológica. Agora, com o surgimento e a rápida adoção da IA, estamos perante uma das inovações mais significativas e transformadoras de todo este período.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771562]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>À espera de cirurgia? Doentes do SNS vão poder escolher onde serão operados a partir de agosto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 10:08:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Paula Martins]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SNS]]></category>
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					<description><![CDATA[Alteração será aplicada quando estiverem cumpridos 75% do tempo máximo de resposta garantido para a intervenção. Nessa altura, o utente deixará de depender apenas da unidade hospitalar onde foi inicialmente inscrito e poderá escolher onde pretende realizar a cirurgia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os doentes do Serviço Nacional de Saúde que estejam à espera de cirurgia vão passar a poder escolher o hospital onde querem ser operados quando o tempo clínico definido estiver perto do limite, avança esta quarta-feira o &#8216;Expresso&#8217;. A medida foi anunciada hoje pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no Parlamento, e deverá entrar em vigor no início de agosto.</p>
<p>A alteração será aplicada quando estiverem cumpridos 75% do tempo máximo de resposta garantido para a intervenção. Nessa altura, o utente deixará de depender apenas da unidade hospitalar onde foi inicialmente inscrito e poderá escolher onde pretende realizar a cirurgia.</p>
<p>“A partir de agosto entra em funcionamento o SINACC, um novo sistema que permitirá aos doentes escolherem onde pretendem ser operados quando o tempo máximo de resposta garantido for ultrapassado. Deixarão de ser os hospitais a ter essa decisão, transferindo-a para quem deve ser o centro da decisão, o cidadão”, afirmou Ana Paula Martins na Comissão Parlamentar de Saúde.</p>
<p><strong>Novo sistema para gerir listas de espera</strong></p>
<p>O SINACC será o novo sistema de gestão das listas de espera para cirurgias e consultas. A intenção do Governo é reorganizar a forma como os utentes são encaminhados dentro do SNS, dando-lhes maior capacidade de escolha quando a demora se aproxima do limite clinicamente definido.</p>
<p>Na prática, a medida pretende evitar que o doente fique preso à capacidade de resposta do hospital onde foi inscrito inicialmente. Quando o prazo estiver perto de se esgotar, poderá optar por outra unidade disponível para realizar a intervenção.</p>
<p>A ministra apresentou a alteração como uma mudança de filosofia na gestão das listas de espera: a decisão deixa de estar centrada nos hospitais e passa a ser transferida para o cidadão.</p>
<p><strong>Regras mudam após caso das ‘cirurgias milionárias’</strong></p>
<p>As novas regras deverão também mexer na organização da atividade cirúrgica dos hospitais do SNS, sobretudo nas intervenções feitas em período adicional. A mudança surge depois das ilegalidades detetadas pelos inspetores da Saúde no caso das chamadas ‘cirurgias milionárias’ em dermatologia no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.</p>
<p>Ana Paula Martins garantiu aos deputados que o Governo vai “exigir o cumprimento rigoroso das regras na sequência das inspeções realizadas”, com especial atenção ao equilíbrio entre a produção cirúrgica normal e a produção adicional, bem como à classificação de determinados atos cirúrgicos.</p>
<p>Segundo a ministra, “está já concluída a nova portaria que regulará a atividade cirúrgica adicional” e que incorpora as recomendações resultantes das auditorias da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde.</p>
<p><strong>Atividade adicional não pode substituir a normal</strong></p>
<p>O diploma deverá deixar claro que a atividade adicional não pode substituir a atividade cirúrgica normal. Ou seja, a realização de cirurgias fora do horário regular dependerá sempre do cumprimento prévio de níveis exigentes de produção base.</p>
<p>Outra regra anunciada passa pela uniformização dos preços: o mesmo ato cirúrgico deverá ter o mesmo valor, quer seja realizado numa unidade do SNS, numa entidade privada ou no setor social.</p>
<p>O &#8216;Expresso&#8217; nota, contudo, que alguns dos critérios apresentados como novidade já existem. As cirurgias feitas em horário extraordinário não podem ultrapassar 30% da atividade base e os valores pagos já constam de uma tabela comum ao sistema de saúde. Fica, por isso, por clarificar o que mudará em concreto com a nova portaria.</p>
<p><strong>Quebra nas cirurgias após suspeições</strong></p>
<p>Ana Paula Martins falou em “incentivos perversos e desalinhados com o interesse dos doentes”, numa referência às práticas detetadas na atividade cirúrgica adicional.</p>
<p>Mas a própria ministra admitiu que as suspeições tiveram impacto na resposta aos utentes. A atividade cirúrgica caiu cerca de 20% depois do caso das ‘cirurgias milionárias’, agravando a pressão sobre um sistema já marcado por listas de espera.</p>
<p>Com a entrada em vigor do novo modelo, o Governo quer combinar maior controlo sobre a produção adicional com uma gestão mais flexível das listas de espera. Para os doentes, a principal mudança será esta: quando o prazo clínico estiver perto do limite, a escolha do hospital passará a estar nas suas mãos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771550]]></sapo:autor>
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		<title>Nova guerra comercial? Trump aponta à UE com tarifa de 10% por trabalho forçado nas cadeias de abastecimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 10:02:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A proposta consta de um relatório divulgado na terça-feira pelo gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos, na sequência de uma investigação a 60 parceiros comerciais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="96" data-end="365">A administração Trump quer voltar a impor uma tarifa de 10% sobre alguns dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, incluindo a União Europeia, o Canadá e o México, invocando preocupações com a entrada de produtos fabricados com recurso a trabalho forçado.</p>
<p data-start="367" data-end="706">A proposta consta de um relatório divulgado na terça-feira pelo gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos, na sequência de uma investigação a 60 parceiros comerciais. Em causa está a alegada incapacidade destes países e blocos em adotar e aplicar leis destinadas a impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado.</p>
<p data-start="708" data-end="929">As taxas ainda não são finais, mas fazem parte de uma nova estratégia comercial da administração americana para repor parte das tarifas globais de Donald Trump, que tinham sido travadas pelo Supremo Tribunal em fevereiro.</p>
<p data-start="931" data-end="970"><strong>Washington fala em concorrência desleal</strong></p>
<p data-start="972" data-end="1140">O Representante Comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, defendeu que a falta de ação dos principais parceiros comerciais americanos nesta matéria é &#8220;inaceitável&#8221;.</p>
<p data-start="1142" data-end="1339">Segundo o responsável, esta situação obriga os trabalhadores americanos a competir num mercado global desequilibrado. Greer afirmou ainda que os Estados Unidos deixarão de tolerar essa disparidade.</p>
<p data-start="1341" data-end="1559">A investigação foi conduzida ao abrigo da Secção 301 da Lei do Comércio de 1974, um instrumento que permite a Washington reagir a práticas comerciais consideradas injustas ou prejudiciais para os interesses americanos.</p>
<p data-start="1561" data-end="1597"><strong>UE, Canadá e México entre os visados</strong></p>
<p data-start="1599" data-end="1821">O relatório conclui que seis países ou blocos não aplicaram de forma eficaz as leis existentes contra produtos fabricados com trabalho forçado. A lista inclui Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão.</p>
<p data-start="1823" data-end="1907">Para estes casos, o gabinete do Representante Comercial recomenda uma tarifa de 10%.</p>
<p data-start="1909" data-end="2248">A mesma taxa é sugerida para outros nove países que assumiram compromissos de combate ao trabalho forçado através de acordos comerciais assinados com os Estados Unidos. O Reino Unido também surge nesse grupo, por ter criado aquilo que o relatório descreve como um regime parcial para prevenir trabalho forçado nas cadeias de abastecimento.</p>
<p data-start="2250" data-end="2486">A decisão surge num momento sensível para a relação comercial entre Washington e Bruxelas. A União Europeia deverá votar ainda este mês uma redução de tarifas sobre produtos americanos, no âmbito de um acordo alcançado em julho passado.</p>
<p data-start="2488" data-end="2841">Também Canadá e México recebem a proposta num contexto delicado, uma vez que decorrem negociações em torno do Acordo Estados Unidos-México-Canadá, conhecido como USMCA, que enfrenta este ano uma revisão obrigatória. Tanto o Canadá como o México tinham adotado medidas contra o trabalho forçado no âmbito do acordo assinado por Trump no primeiro mandato.</p>
<p data-start="2843" data-end="2891"><strong>Outros 44 países podem enfrentar tarifa de 12,5%</strong></p>
<p data-start="2893" data-end="3044">A proposta não se limita aos parceiros sujeitos à taxa de 10%. Os restantes 44 países analisados na investigação poderão enfrentar uma tarifa de 12,5%.</p>
<p data-start="3046" data-end="3145">Entre os visados estão grandes parceiros comerciais dos Estados Unidos, como Japão e Coreia do Sul.</p>
<p data-start="3147" data-end="3487">Esta taxa seria ligeiramente inferior à aplicada por Trump no ano passado ao abrigo da Lei dos Poderes Económicos de Emergência Internacional. Ainda assim, representaria um aumento face à tarifa global temporária de 10% atualmente em vigor, criada depois de o Supremo Tribunal ter travado outras taxas impostas pela administração americana.</p>
<p data-start="3489" data-end="3721">Essa tarifa temporária expira no final de julho. A administração Trump já tinha deixado claro que a taxa de 10% funcionaria como uma ponte até à conclusão das investigações conduzidas pelo Representante Comercial dos Estados Unidos.</p>
<p data-start="3723" data-end="3779"><strong>Outra investigação analisa o excesso de capacidade industrial</strong></p>
<p data-start="3781" data-end="3915">Além da investigação sobre trabalho forçado, Washington está também a analisar 15 países por alegado excesso de capacidade industrial.</p>
<p data-start="3917" data-end="4082">A lista inclui Bangladesh, Camboja, China, União Europeia, Indonésia, Japão, Malásia, México, Noruega, Singapura, Coreia do Sul, Suíça, Taiwan, Tailândia e Vietname.</p>
<p data-start="4084" data-end="4247">O gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos pediu comentários escritos até 6 de julho e deverá realizar audições públicas no dia seguinte, 7 de julho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771546]]></sapo:autor>
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		<title>Portuguesa TMG integra consórcio internacional que quer eliminar emissões na indústria automóvel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:55:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[TMG]]></category>
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					<description><![CDATA[A TMG Automotive passou a integrar o consórcio internacional Mission 0 House, uma iniciativa lançada pela Polestar e pela Lindholmen Science Park que reúne empresas, universidades e centros de investigação com o objetivo de acelerar a transição para uma indústria automóvel com neutralidade climática.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A TMG Automotive passou a integrar o consórcio internacional Mission 0 House, uma iniciativa lançada pela Polestar e pela Lindholmen Science Park que reúne empresas, universidades e centros de investigação com o objetivo de acelerar a transição para uma indústria automóvel com neutralidade climática.</p>
<p>O projeto estabelece uma colaboração entre parceiros industriais e académicos da Suécia e de Portugal, centrada no desenvolvimento de soluções inovadoras em áreas como biomateriais, têxteis sustentáveis, materiais recicláveis, aço de emissões ultra-reduzidas e tecnologias de reutilização de CO₂.</p>
<p>Recentemente, o consórcio reforçou o seu alcance internacional com a atribuição de financiamento estratégico de longo prazo, a integração formal de cinco universidades suecas e a expansão das atividades de investigação e desenvolvimento focadas na neutralidade carbónica.</p>
<p>Enquanto especialista em superfícies automóveis e soluções de materiais, a TMG Automotive contribui com a sua experiência industrial e capacidade de inovação, procurando acelerar o desenvolvimento de soluções mais sustentáveis alinhadas com os desafios da mobilidade do futuro.</p>
<p>O consórcio Mission 0 House pretende funcionar como um ecossistema colaborativo de inovação aplicada, promovendo a ligação entre ciência e indústria para acelerar a criação da próxima geração de materiais sustentáveis para o setor automóvel.</p>
<p><iframe title="Publicação incorporada" src="https://www.linkedin.com/embed/feed/update/urn:li:share:7467498631110139904?collapsed=1" width="504" height="672" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771547]]></sapo:autor>
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		<title>“O construtor de pontes é hoje um mecânico num sistema avariado”: especialista antecipa o que está em jogo para Portugal na ONU</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-construtor-de-pontes-e-hoje-um-mecanico-num-sistema-avariado-especialista-antecipa-o-que-esta-em-jogo-para-portugal-na-onu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:49:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Miguel Lemos]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Nuno Miguel Lemos falou em exclusivo à 'Executive Digest' para enquadrar a candidatura portuguesa, lançada em 2013, e que tem como lema “Prevenção, Parceria, Proteção” e procura garantir um quarto mandato no Conselho de Segurança]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vai esta quarta-feira a votos na Assembleia Geral das Nações Unidas para tentar regressar ao Conselho de Segurança da ONU como membro não permanente no biénio 2027-2028, numa corrida disputada com Alemanha e Áustria pelos dois lugares atribuídos ao grupo regional da Europa Ocidental e Outros Estados. A votação é secreta e envolve os 193 Estados-membros.</p>
<p>A candidatura portuguesa, lançada em 2013, tem como lema “Prevenção, Parceria, Proteção” e procura garantir um quarto mandato no Conselho de Segurança, depois das presenças em 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, tem apresentado Portugal como um país capaz de ser “construtor de pontes” num sistema internacional cada vez mais fragmentado.</p>
<p>Mas o desafio é exigente. A Alemanha chega à corrida com peso económico, diplomático e político muito superior. A Áustria beneficia do simbolismo institucional de Viena, uma das sedes das Nações Unidas. Portugal, pelo contrário, tenta transformar a escala reduzida numa vantagem: menos ameaça, mais diálogo, maior proximidade histórica a geografias onde Berlim e Viena não têm a mesma rede de relações.</p>
<p>Em entrevista à &#8216;Executive Digest&#8217;, Nuno Miguel Lemos, especialista em Política Internacional, defende que a eleição não se resume “à aritmética pura do PIB” nem à “projeção de poder hegemónico”. Para o analista, Portugal entra na corrida com armas próprias: PALOP, CPLP, Sul Global, prestígio diplomático e capacidade de falar com blocos que, muitas vezes, já não falam entre si.</p>
<p>Para o também comentador televisivo, a resposta não está apenas na comparação direta de poder. “Não nos podemos iludir com a aritmética pura do PIB ou com a projeção de poder hegemónico. É evidente que a Alemanha tem uma máquina económica avassaladora e a Áustria goza do peso institucional de ter em Viena uma das sedes da ONU. Mas no jogo de espelhos da Assembleia Geral, o que muitas vezes vence é o capital relacional e não o financeiro”, afirma à &#8216;Executive Digest&#8217;.</p>
<p><strong>Portugal tenta transformar a escala em vantagem</strong></p>
<p>A Alemanha parte para esta eleição com peso económico, influência diplomática e centralidade europeia. A Áustria conta com a força simbólica de Viena, uma das cidades-sede das Nações Unidas. Portugal, pelo contrário, procura afirmar-se como uma candidatura menos pesada, mas mais flexível, com relações históricas e políticas em geografias onde Berlim e Viena não têm a mesma profundidade.</p>
<p>Nuno Miguel Lemos considera que é precisamente aí que pode estar a margem portuguesa. “A Alemanha está rigidamente amarrada ao núcleo duro dos interesses euro-atlânticos e tem dificuldade em gerar verdadeira empatia fora desse bloco. Portugal, pelo contrário, tem uma vantagem tática clara: é a voz natural dos PALOP e uma ponte orgânica para o Sul Global.”</p>
<p>O especialista lembra que esta é uma votação secreta, decidida por 193 Estados-membros, onde as afinidades históricas, os apoios regionais e as relações diplomáticas acumuladas ao longo de anos podem pesar tanto como a dimensão económica dos candidatos.</p>
<p>“Temos uma rede de simpatias com Estados com os quais a Alemanha e a Áustria não partilham relações históricas e diplomáticas tão profundas. É uma ‘eleição perigosíssima’, como referem antigos diplomatas, mas onde Portugal entra com as suas próprias armas, nomeadamente, os seus ‘aliados tradicionais’ e um inegável prestígio global construído com menos coerção e mais diálogo.”</p>
<p><strong>A ideia de Portugal como “construtor de pontes” ainda tem peso real numa ONU cada vez mais dividida?</strong></p>
<p>“Tem peso e, arrisco dizer, tornou-se indispensável. O sistema internacional hoje é áspero, movido pelo imediatismo e por uma natureza puramente transacional. Os velhos equilíbrios caíram. No entanto, a mensagem de Portugal como ‘construtor de pontes’ não é uma tática romântica do passado, é um instrumento político de alta utilidade.”</p>
<p>Para Nuno Miguel Lemos, a paralisia da ONU não torna inútil o perfil português. Torna-o mais necessário.</p>
<p>“Exatamente por a ONU estar paralisada por vetos e a ordem internacional estar menos crente nas velhas regras normativas, o sistema precisa desesperadamente de um mediador que não seja visto como uma ameaça. Portugal não carrega a bagagem do imperialismo moderno nem agendas de soma-zero.”</p>
<p>O especialista defende que Portugal deve assumir essa marca diplomática de forma pragmática, não nostálgica.</p>
<p>“Essa mensagem não deve mudar, pelo contrário, Portugal deve ser o motor pragmático desta reorientação, usando o seu perfil de liderança processual para falar com blocos que recusam falar entre si. O ‘construtor de pontes’ é, hoje, um mecânico num sistema avariado.”</p>
<p>Portugal concorre com o lema “Prevenção, Parceria, Proteção”. Em termos concretos, que prioridades deve levar para o Conselho de Segurança caso seja eleito?</p>
<p>“As palavras são baratas na política internacional se não forem sustentadas por agendas tangíveis. O lema de Portugal tem de ir ao osso das disfunções contemporâneas.”</p>
<p>Na prevenção, Nuno Miguel Lemos vê espaço para Portugal insistir na ligação entre segurança, clima e pobreza.</p>
<p>“Não falamos apenas de enviar capacetes azuis, falamos sobretudo na capacidade de antecipar. Portugal vai insistir na ligação entre a segurança e o clima, provando que as alterações climáticas e a pobreza não são apenas temas de ativismo, mas ‘multiplicadores de ameaças’ que geram conflitos no Sahel ou noutras geografias vulneráveis.”</p>
<p>Na proteção, o especialista aponta o mar como uma das principais cartas portuguesas.</p>
<p>“O grande trunfo de Portugal é, sem dúvida, o nosso extenso mar. Como vincou recentemente o ministro Paulo Rangel, questões como a liberdade de navegação, o combate ao tráfico e a proteção sustentável do nosso projeto ‘30&#215;30’, proteger 30% das áreas marinhas, vão ser transformadas em prioridades centrais da agenda de segurança global.”</p>
<p>Na parceria, a ambição deve passar também por discutir o funcionamento da própria ONU.</p>
<p>“Trata-se de desafiar a própria arquitetura da ONU, advogando um Conselho mais transparente, onde as decisões do direito internacional se apliquem de forma igual, dialogando mais com os restantes órgãos da organização.”</p>
<p>Até que ponto estas eleições se decidem por alinhamentos políticos, apoios regionais e trocas diplomáticas feitas ao longo de anos?</p>
<p>“Estas eleições não se vencem com os manifestos lidos na véspera. Decidem-se na sombra, no longo prazo, e com puro logrolling e transações de bastidores.”</p>
<p>O voto secreto é, para Nuno Miguel Lemos, um dos elementos centrais da incerteza.</p>
<p>“O voto é secreto, o que na política internacional é o mecanismo perfeito para ocultar falsas promessas ou apunhalamentos táticos na hora da verdade. Tudo está estritamente dependente da diplomacia e da paciência cultivadas ao longo dos anos.”</p>
<p>O especialista sublinha o esforço recente do Ministério dos Negócios Estrangeiros, incluindo deslocações e contactos dirigidos a regiões decisivas.</p>
<p>“O MNE tem feito um esforço laborioso e de desgaste nestes últimos meses, com digressões cirúrgicas, como as do ministro Paulo Rangel ou dos seus enviados a África.”</p>
<p>Nesta fase, explica, a eleição joga-se numa lógica de compromissos cruzados.</p>
<p>“São negociações de ‘dar e receber’: trocam-se votos de apoio para o Conselho de Direitos Humanos ou outras agências da ONU por um voto na nossa candidatura para o Conselho de Segurança. O trabalho de desbloqueio estratégico, que visa garantir a tal maioria de dois terços, é feito exaustivamente até ao último milissegundo.”</p>
<p>E deixa um aviso sobre a imprevisibilidade do processo.</p>
<p>“Afinal, como a própria diplomacia reconhece de forma fria, ‘até ao lavar dos cestos é vindima’.”</p>
<p><strong>A margem real de Portugal num Conselho bloqueado por vetos</strong></p>
<p>Mesmo que seja eleito, Portugal entrará num Conselho de Segurança condicionado pelo poder dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. São estes países que têm direito de veto e que, em muitos dos grandes conflitos internacionais, acabam por bloquear decisões substantivas.</p>
<p>Nuno Miguel Lemos reconhece esse limite, mas rejeita a ideia de que os membros não permanentes sejam irrelevantes.</p>
<p>“Terá uma margem substancial, sobretudo muito superior àquela que a fatalidade cínica gosta de nos vender. É um facto que o Conselho é uma estrutura anacrónica presa a 1945, frequentemente capturada pelas lógicas utilitaristas dos P5, cujos vetos servem interesses próprios.”</p>
<p>O especialista considera que a atual configuração do Conselho já não reflete o mundo contemporâneo.</p>
<p>“Os vetos das potências não defendem, muitas vezes, as ordens normativas ou éticas que o Ocidente diz querer promover. Além de que a configuração atual cristalizou e já não representa um mundo com o peso de uma Índia ou de um Brasil, algo que Portugal aliás tem denunciado.”</p>
<p>Ainda assim, há instrumentos de influência. Os dez membros não permanentes podem assumir a presidência rotativa, forçar debates, influenciar prioridades e participar na redação de resoluções.</p>
<p>“Eles controlam a presidência rotativa, forçam o agendamento de debates incómodos e assumem frequentemente o penholdership, a capacidade formal de redigir o texto das resoluções.”</p>
<p>Para Portugal, o lugar no Conselho de Segurança poderia funcionar sobretudo como amplificador diplomático. Não daria poder de veto, mas daria palco, agenda e capacidade de articulação.</p>
<p>“Mais do que isso, a presença de Portugal transforma-se num amplificador indispensável. Nós vamos lá para dar voz aos países da CPLP e oferecer o palco supremo às nações oprimidas do Sul Global.”</p>
<p>A influência, conclui Nuno Miguel Lemos, nem sempre se mede pela capacidade de impor decisões. Também se mede pela possibilidade de expor bloqueios, aproximar posições e manter dossiês vivos quando as grandes potências preferem congelá-los.</p>
<p>“Em diplomacia, expor a fratura imoral das grandes potências perante urgências humanitárias, ou costurar a paciência de acordos possíveis para missões no terreno, é uma tremenda demonstração de influência.”</p>
<p>É essa a ambição portuguesa: não entrar no Conselho de Segurança como potência que decide sozinha, mas como país que tenta abrir espaço num sistema bloqueado. Entre Alemanha, Áustria e Portugal, a votação dirá se os Estados-membros preferem peso económico, centralidade institucional ou uma candidatura construída sobre relações históricas, mediação e capacidade de falar com o Sul Global.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771540]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Automóvel pode perder 600 mil empregos e energia cara ameaça mais 560 mil: o aviso de Bruxelas aos países da UE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:49:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Centenas de milhares de empregos poderão estar em risco na União Europeia nos próximos anos, numa altura em que os custos elevados da energia, a reestruturação industrial e a transição verde aumentam a pressão sobre a economia europeia.]]></description>
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<p data-start="131" data-end="615">Centenas de milhares de empregos poderão estar em risco na União Europeia nos próximos anos, numa altura em que os custos elevados da energia, a reestruturação industrial e a transição verde aumentam a pressão sobre a economia europeia. A Comissão Europeia deverá deixar esse alerta no pacote da Primavera do Semestre Europeu, documento com recomendações económicas e políticas para os Estados-membros, segundo os dados consultados pelo POLITICO.</p>
<p data-start="617" data-end="1002">O aviso surge num momento em que Bruxelas procura reforçar a competitividade europeia, mas reconhece que tecnologia, capital e regulação financeira não serão suficientes para responder aos desafios do bloco. Para a Comissão, a capacidade da Europa para competir dependerá também das competências dos trabalhadores e das oportunidades criadas para que possam contribuir para a economia.</p>
<p data-start="1004" data-end="1296">Roxana Mînzatu, vice-presidente executiva da Comissão Europeia responsável pelas Competências, defende que a competitividade europeia será construída pelas pessoas, pelas qualificações que desenvolvem e pelas condições que lhes são dadas para participar plenamente na economia e na sociedade.</p>
<p data-start="1298" data-end="1344"><strong>Energia cara pode colocar 560 mil empregos em risco</strong></p>
<p data-start="1346" data-end="1540">A pressão sobre os preços da energia em 2026 poderá colocar em risco até 560 mil empregos na União Europeia. Os setores mais expostos incluem a construção, os metais, a química e os transportes.</p>
<p data-start="1542" data-end="1826">O cenário é agravado pelo impacto da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, que continua sem sinais de terminar e tem efeitos nos preços do petróleo. A Comissão Europeia revê também em alta as previsões para o desemprego, refletindo uma atividade económica mais fraca.</p>
<p data-start="1828" data-end="1967">No outono passado, Bruxelas previa uma taxa de desemprego de 5,9% em 2026 e 5,8% em 2027. Agora, a previsão passa para 6% em ambos os anos.</p>
<p data-start="1969" data-end="2176">A Comissão espera igualmente que os governos europeus assumam mais dívida. O saldo das administrações públicas dos 27 Estados-membros deverá passar de -3,1% do PIB em 2025 para -3,5% em 2026 e -3,6% em 2027.</p>
<p data-start="2178" data-end="2236"><strong>Automóvel europeu com 600 mil postos de trabalho ameaçados</strong></p>
<p data-start="2238" data-end="2432">O setor automóvel é um dos mais pressionados. Na indústria automóvel europeia, considerada central para o sucesso económico da Alemanha, a Comissão deverá alertar para 600 mil empregos em risco.</p>
<p data-start="2434" data-end="2730">A pressão resulta da transição dos veículos com motor de combustão para tecnologias mais limpas, mas também da forte concorrência chinesa. O tema alimenta o debate em Bruxelas sobre a capacidade da Europa para manter posição em setores estratégicos face a rivais como a China e os Estados Unidos.</p>
<p data-start="2732" data-end="3039">A indústria das baterias também surge entre as áreas vulneráveis, com cerca de 85 mil empregos em risco. No fabrico de painéis solares, quase 59 mil postos de trabalho poderão ser afetados por pressões de mercado. Já no setor siderúrgico, medidas de baixo carbono poderão ter impacto em mais 4.500 empregos.</p>
<p data-start="3041" data-end="3098"><strong>Competências passam para o centro da estratégia económica</strong></p>
<p data-start="3100" data-end="3348">O pacote do Semestre Europeu deverá deslocar parte da atenção para a força de trabalho. A Comissão entende que a agenda de competitividade da União Europeia não poderá ter sucesso sem enfrentar a falta de trabalhadores e as lacunas de competências.</p>
<p data-start="3350" data-end="3589">Os números apresentados por Bruxelas mostram que 68% das empresas médias reportaram falta de competências em 2023. Em 2024, 77% das empresas afirmaram que a escassez de mão-de-obra e qualificações funcionava como obstáculo ao investimento.</p>
<p data-start="3591" data-end="3787">Pela primeira vez, as recomendações europeias vão incluir um foco específico na educação, formação profissional, aprendizagem ao longo da vida, competências STEM e requalificação de trabalhadores.</p>
<p data-start="3789" data-end="4166">Roxana Mînzatu afirma que investir nas pessoas é a estratégia de competitividade mais forte da Europa e a base para uma União capaz de inovar, competir e resistir a desafios. Segundo a responsável, a mudança neste Semestre Europeu está no facto de o capital humano passar a ser tratado como motor central da competitividade, com orientações específicas para cada Estado-membro.</p>
<p data-start="4168" data-end="4217"><strong>Famílias de baixos rendimentos sob pressão</strong></p>
<p data-start="4219" data-end="4441">O alerta da Comissão não se limita à perda de empregos. Bruxelas deverá avisar que as famílias com baixos rendimentos poderão suportar uma carga desproporcionada devido à subida dos preços dos combustíveis nos transportes.</p>
<p data-start="4443" data-end="4583">Segundo os dados citados pelo POLITICO, esse impacto poderá representar um custo adicional equivalente a 1,4% do rendimento destas famílias.</p>
<p data-start="4585" data-end="4848">A Comissão deverá também apontar desigualdades persistentes no mercado de trabalho. Os cidadãos de países fora da União Europeia continuam a ter maior probabilidade de estar sobrequalificados para os empregos que ocupam, em comparação com trabalhadores nacionais.</p>
<p data-start="4850" data-end="5140">Outro ponto de preocupação é a qualidade do emprego. Bruxelas assinala que um em cada cinco trabalhadores está preso a empregos de baixos salários em setores com fraco crescimento da produtividade. Além disso, um em cada 12 trabalhadores enfrenta risco de pobreza apesar de estar empregado.</p>
<p data-start="5142" data-end="5193"><strong>Bruxelas quer reformas no emprego e proteção social</strong></p>
<p data-start="5195" data-end="5420">Perante este cenário, a Comissão Europeia deverá usar o pacote de recomendações para pressionar os países da União Europeia a avançarem com reformas nas competências, na qualidade do emprego e nos sistemas de proteção social.</p>
<p data-start="5422" data-end="5712">A mensagem central é que a resiliência económica europeia dependerá cada vez mais do investimento em capital humano. Para Bruxelas, a transição industrial e ambiental não pode ser separada da formação, da requalificação e da capacidade de proteger trabalhadores e famílias mais vulneráveis.</p>
<p data-start="5714" data-end="5973">No mesmo pacote, a Comissão deverá ainda sinalizar preocupações com a saúde financeira da Bulgária, depois de analisar os seus padrões de despesa. Alemanha, Estónia, Letónia e Eslovénia também foram avaliadas, mas escaparam, por agora, a um alerta semelhante.</p>
<p data-start="6697" data-end="6713">
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771542]]></sapo:autor>
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		<title>A reputação como oxigénio: atratividade no mercado de trabalho em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:38:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Randstad Insight]]></category>
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					<description><![CDATA[Por: Pedro Empis, Operational Talent Solutions Director, Randstad Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por: Pedro Empis, Operational Talent Solutions Director, Randstad Portugal</p>
<p style="text-align: justify;">No contexto dinâmico em que operamos, a atração de talento deixou de ser um mero exercício de marketing corporativo. Em pleno 2026, a reputação e a atratividade das empresas são um dos valores essenciais à sobrevivência e continuidade de negócio, pois as pessoas continuam, incontornavelmente, a ser o grande ativo das organizações.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dados são claros: Portugal regista atualmente a 4.ª pior taxa de renovação geracional da União Europeia. O que isto significa na prática é que a escassez de profissionais não é um ciclo temporário, mas uma realidade estrutural e que para garantir crescimento sustentável, é funda- mental que as empresas construam uma marca empregadora forte, viva e que se renove constantemente.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, a equação da atratividade está a mudar de forma significativa. Se a componente financeira ditava quase exclusivamente as re- gras do jogo, hoje o equilíbrio e a autonomia ganharam um peso estratégico inegável. Sabemos que 51% dos profissionais valorizam o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional acima da própria remuneração (23%). Mais ainda, 80% dos empregadores já reconhecem que a autonomia é um fator decisivo para a retenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Menos rotatividade traduz-se de imediato numa melhor qualidade de serviço e maior eficiência operacional, logo mais clientes fidelizados e melhor retorno accionista.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, construir uma marca empregadora de impacto em 2026 exige uma visão holística que vá muito além da atração dos mais jovens. Com um em cada cinco trabalhado- res em Portugal na faixa etária dos 55 aos 64 anos, é imperativo que a reputação seja efetivamente inclusiva. O talento sénior quase duplicou na última década. Em praticamente todos os setores de atividade, a resposta à falta de talento re-side também na diversidade geracional, captando a ambição da Geração Z e valorizando a estabilidade dos profissionais experientes, algo que ainda não acontece de forma consistente no mercado, mas que a realidade irá impor cada vez mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como já aqui escrevi, apesar do mundo profundamente tecnológico em que vivemos, em que 72% do talento demonstra elevada confiança na Inteligência Artificial, a verdadeira lealdade constrói-se na relação humana. Num mercado global pautado por enorme incerteza económica, 70% dos profissionais procuram pontos de contacto direto e genuíno com as suas lide- ranças. A tecnologia vem otimizar os nossos processos de recrutamento e a gestão diária de grandes volumes de dados, mas é a proximidade humana e a cultura de empresa que efetivamente fidelizam as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">É por isso que o Randstad Employer Brand Research 2026, que em breve será conheci- do, assume uma importância vital. Num mercado que já não perdoa decisões baseadas apenas na intuição, conhecer os dados reais sobre o que os portugueses realmente valorizam é o único caminho seguro para ajustar estratégias, maximizar o recrutamento e liderar a transformação no mundo do trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Consulte este estudo completo e outros no site da Randstad Portugal em <a href="http://www.randstad.pt/randstad-research/" target="_blank" rel="noopener">http://www.randstad.pt/randstad-research/</a></p>
<p>Nota: O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico.</p>
<p style="text-align: justify;">A<em>rtigo publicado na Revista Executive Digest n.º 242 de Maio de 2026</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765354]]></sapo:autor>
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		<title>Novobanco sublinha que “empresas do setor agroalimentar são um dos pilares estruturais da economia portuguesa”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:37:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Novobanco]]></category>
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					<description><![CDATA[O novobanco reafirmou o seu compromisso “estratégico e de longo prazo com as empresas do setor agroalimentar, um dos pilares estruturais da economia portuguesa”, e marca presença na Feira Nacional de Agricultura,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novobanco reafirmou o seu compromisso “estratégico e de longo prazo com as empresas do setor agroalimentar, um dos pilares estruturais da economia portuguesa”, e marca presença na Feira Nacional de Agricultura,</p>
<p>Sob o tema “O grande poder dos pequenos frutos”, a edição deste ano da feira, entre 6 e 14 de junho, em Santarém, destaca um segmento associado à inovação, sustentabilidade e à crescente valorização da produção agrícola nacional, sublinhando o dinamismo e a competitividade do setor.</p>
<p>“À semelhança das edições anteriores, o stand do novobanco volta a assumir‑se como um espaço privilegiado de encontro, partilha e valorização do tecido empresarial nacional, acolhendo empresas clientes do setor agroalimentar, que terão a oportunidade de promover os seus produtos, projetos e inovação junto dos visitantes da feira”, escreve o banco em comunicado.</p>
<p>A iniciativa insere-se na estratégia do banco de dinamização do ecossistema empresarial, através da criação de oportunidades de visibilidade e de negócio para os seus clientes, reforçando a proximidade ao setor agroalimentar e às suas cadeias de valor.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771537]]></sapo:autor>
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		<title>Caça ao ouro na Lapónia: há uma barra de 20 mil euros escondida debaixo do sol da meia-noite para os turistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:30:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[caça ao tesouro]]></category>
		<category><![CDATA[Finlândia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Levi]]></category>
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					<description><![CDATA[Iniciativa decorre em Levi, uma estância no norte da Finlândia habitualmente associada ao ski, mas que, durante os meses mais quentes, troca a neve pelo fenómeno do sol da meia-noite]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Lapónia finlandesa, mais conhecida pelas paisagens de inverno, pela aurora boreal e pela associação à “terra do Pai Natal”, quer dar aos turistas um novo motivo para a visitarem no verão: uma caça ao tesouro com uma barra de ouro de 20 mil euros como prémio.</p>
<p>A iniciativa decorre em Levi, uma estância no norte da Finlândia habitualmente associada ao ski, mas que, durante os meses mais quentes, troca a neve pelo fenómeno do sol da meia-noite, recordou a &#8216;CNN Portugal&#8217;. Nesta altura do ano, a região, situada acima do Círculo Polar Ártico, pode ter luz solar durante 24 horas por dia.</p>
<p>A ‘Caça ao Sol da Meia-Noite’ começa a 18 de junho no Centro de Visitantes de Levi. Os participantes podem inscrever-se no local, recolher a primeira pista e iniciar o percurso que os levará por trilhos, atrações e pontos de referência da região.</p>
<p><strong>Uma pista pode chegar ao ouro</strong></p>
<p>A mecânica é simples: as pistas serão divulgadas ao longo do verão e cada uma aproxima os participantes da localização da barra de ouro. Segundo os organizadores, o prémio pode ser encontrado depois de qualquer pista, o que significa que a descoberta não fica necessariamente guardada para o fim da iniciativa.</p>
<p>Ao longo das semanas, serão reveladas novas dicas, tornando gradualmente mais fácil identificar o local onde o ouro está escondido. A pista final deverá ser divulgada a 22 de agosto.</p>
<p>A iniciativa é promovida pela Visit Levi, em cooperação com a Agnico Eagle Finland, empresa de mineração de ouro sediada em Kittilä, e com a Estação de Ski de Levi.</p>
<p><strong>O outro lado da Lapónia</strong></p>
<p>Levi é um dos principais destinos de inverno da Finlândia, conhecido pelas pistas de ski e pelas vistas da aurora boreal. Mas a região quer afirmar-se também como destino de verão, com atividades ao ar livre e paisagens muito diferentes das imagens de neve que dominam o imaginário turístico da Lapónia.</p>
<p>A Visit Levi descreve o verão nórdico como uma “joia escondida” ainda por descobrir por muitos viajantes. Satu Pesonen, CEO da Visit Levi, afirma que Levi é sobretudo conhecida pelo inverno, mas que o verão continua desconhecido para muitos.</p>
<p>A responsável explica que a iniciativa pretende dar aos viajantes uma nova razão para visitarem a região “quando o sol nunca se põe” e a paisagem montanhosa revela um lado diferente.</p>
<p><strong>Sem escavações nem danos na natureza</strong></p>
<p>A organização sublinha que a caça ao ouro não exige escavações nem qualquer perturbação do terreno. Os participantes são aconselhados a agir de forma responsável, a permanecer dentro das áreas permitidas e a respeitar o ambiente natural.</p>
<p>A proposta insere-se numa tendência mais ampla entre destinos de inverno europeus, que têm procurado diversificar a oferta para além da época da neve. Em Levi, essa estratégia inclui atividades como caminhadas, rafting, BTT e parapente.</p>
<p>Neste caso, o chamariz é mais invulgar: uma barra de ouro escondida na Lapónia, à espera de ser encontrada por quem estiver disposto a seguir pistas debaixo do sol da meia-noite.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771530]]></sapo:autor>
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		<title>Greve geral pode afetar supermercados por falta de transportes, mas APED afasta rutura de stocks</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:28:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Gonçalo Lobo Xavier explica que as empresas de distribuição reforçaram transportes e logística nos últimos dias para reduzir o impacto da greve geral.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="103" data-end="534">A greve geral desta quarta-feira pode condicionar o funcionamento de supermercados e hipermercados devido à menor oferta de transportes, que poderá dificultar a deslocação dos funcionários para os locais de trabalho. A possibilidade é admitida à Renascença por Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação de Empresas de Distribuição, embora o setor afaste cenários de encerramento generalizado de lojas ou de rutura de stocks.</p>
<p data-start="536" data-end="826">A paralisação foi convocada pela CGTP para esta quarta-feira, 3 de junho, contra as alterações à lei laboral, depois de as negociações com o Governo terem terminado sem acordo. A greve deverá abranger vários setores, incluindo função pública, saúde, ensino, transportes, aviação e comércio.</p>
<p data-start="872" data-end="1141">Gonçalo Lobo Xavier explica que as empresas de distribuição reforçaram transportes e logística nos últimos dias para reduzir o impacto da greve geral. O objetivo é garantir que as lojas continuam abastecidas, mesmo num dia em que a mobilidade poderá estar condicionada.</p>
<p data-start="1143" data-end="1307">&#8220;Tudo fizemos e estamos a fazer para que não falte nada nas lojas. Temos que gerir os nossos colaboradores e esta hipotética adesão&#8221;, afirmou o responsável da APED.</p>
<p data-start="1309" data-end="1531">Apesar das dificuldades que possam surgir na chegada dos trabalhadores aos supermercados e hipermercados, o diretor-geral da associação sublinha que o setor está habituado a lidar com momentos de maior pressão operacional.</p>
<p data-start="1533" data-end="1625">&#8220;Estamos muito habituados a esta pressão e a viver períodos curtos de exceção&#8221;, acrescentou.</p>
<p data-start="1662" data-end="1892">A principal preocupação está na disponibilidade de trabalhadores, sobretudo devido à eventual redução dos transportes durante a greve geral. Ainda assim, Gonçalo Lobo Xavier não antecipa uma grande adesão no setor da distribuição.</p>
<p data-start="1894" data-end="2181">O responsável afasta também o risco de escassez de produtos, mesmo tendo em conta que a greve acontece na véspera de um feriado e antes de um fim de semana. Segundo a Renascença, a APED considera que o reforço logístico feito nos últimos dias permite acautelar o abastecimento das lojas.</p>
<p data-start="2225" data-end="2487">A greve geral desta quarta-feira surge num contexto de tensão em torno das alterações à lei laboral. Vários sindicatos já anunciaram adesão à paralisação, que deverá ter impacto em áreas como transportes, aviação, comércio, saúde, ensino e administração pública.</p>
<p data-start="2489" data-end="2730">No caso dos supermercados e hipermercados, o cenário apontado pelo setor é de possível condicionamento pontual, sobretudo associado à deslocação dos trabalhadores, mas sem previsão de encerramento generalizado ou falta de produtos nas lojas.</p>
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