O director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, deixou outra alerta, na conferência de imprensa diária desta segunda-feira, sobre o facto de que o levantamento de restrições, que muitos países começam gradualmente a implementar, «não significa o fim da pandemia em qualquer país».
«Queremos voltar a enfatizar que aliviar medidas de contenção não significa o fim da epidemia. Acabar com a epidemia vai exigir um esforço sustentado por parte dos cidadãos, das comunidades e dos governos para continuar a suprimir e controlar o vírus», alerta Tedros.
O responsável adianta ainda que os países, «terão agora de assegurar que conseguem detectar, testar, isolar e cuidar de todos os casos, bem como rastrear todos os contactos (dos infectados)».
Tedros Adhanom Ghebreyesus disse ainda que «os testes de anti-corpos (imunidade) são importantes para perceber quem já foi infectado», contudo continua a ser de extrema importância garantir um número suficiente de kits de teste de diagnóstico «para detectar (os casos activos de infeção), isolar (os infetados) e tratar» dos doentes.
«As chamadas quarentenas podem ajudar a aliviar a pressão da epidemia num país, mas não são suficientes para as terminar», afirmou o responsável.
O responsável garantiu ainda que a OMS está «a providenciar apoio técnico, científico e financeiro» para investigações epidemiológicas em vários pontos do mundo.
«Os dados iniciais desses estudos sugerem que uma percentagem relativamente pequena da população terá ficado infectada, mesmo em áreas altamente afectadas», disse ainda Tedros explicando que vai ser necessário um esforço intensivo e duradouro, para que se continue a testar e a detectar novos casos de infecção que continuarão a surgir.
O director geral da OMS anunciou ainda que «Ao longo de Abril e Maio, tencionamos enviar quase 180 milhões de máscaras cirúrgicas, 54 milhões de máscaras N95 e mais de três milhões de óculos de protecção para os países que mais necessitam desse material».
Por último, Tedros agradeceu à Fundação Jack Ma por ter «doado 100 milhões de máscaras, um milhão de máscaras N95 e um milhão de kits de teste à OMS».













