Covid-19. Alemanha alerta que pandemia pode durar “por um período de dois anos”

Wieler deixou claro que na Alemanha o risco representado pelo novo coronavírus para a população varia de região para região, tornando-se em algumas áreas “muito alto”, como é o caso do distrito de Heinsberg.

Sónia Bexiga

O Instituto Robert Koch, a agência governamental alemã responsável por monitorizar e controlar o coronavírus, vem alertar, esta terça-feira, que a pandemia originária da cidade chinesa de Wuhan pode durar um período de dois anos, segundo avançou a emissora de televisão local RBB24, citada pela Europa Press.

Segundo o presidente do Instituto Robert Koch, Lothar Wieler, o seu organismo está a trabalhar com a hipótese de que a pandemia pode durar dois anos, embora a duração dependa de quando poderá ser ministrada uma vacina . “Estamos a assumir um período de dois anos”, reforçou.

Wieler deixou claro que na Alemanha o risco representado pelo novo coronavírus para a população varia de região para região, tornando-se em algumas áreas “muito altas”, como no distrito de Heinsberg, um dos pontos mais afetados do país e localizado no estado da Renânia do Norte-Vestfália.

O responsável também alertou que o número de pacientes em estado grave devido ao Covid-19 está a aumentar. “Tudo o que é possível deve ser feito para impedir a disseminação e não sobrecarregar o sistema de saúde”, disse, observando que os hospitais alemães terão que “pelo menos duplicar” suas unidades de terapia intensiva para lidar com a pandemia.

Neste sentido, garantiu que uma em cada cinco pessoas infectadas com coronavírus ficará gravemente doente. “Ainda não sabemos qual será a taxa de mortalidade no final”,conclui.

Continue a ler após a publicidade

Até o momento, a nova pandemia de coronavírus deixou um saldo de 7.689 pessoas infectadas na Alemanha e 20 fatalidades, com um aumento de 1.100 casos nas últimas 24 horas. Globalmente, mais de 185 mil pessoas testaram positivo para coronavírus e mais de 7.300 morreram do Covid-19. O número de pessoas curadas é de mais de 80 mil, de acordo com dados das autoridades de saúde compiladas pela Universidade Johns Hopkins.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.