Covid-19. Airbnb vai pagar 250 milhões de dólares aos anfitriões para ajudar a cobrir cancelamentos

Se um hóspede tiver feito uma reserva de estadia antes de 14 de março, que comece em qualquer momento antes de 31 de maio, poderá cancelar a reserva e obter um reembolso total ou um crédito de viagem se for afetado pela covid-19 e não puder viajar.

Sónia Bexiga

A Airbnb, empresa internacional de gestão de alugueres de curta duração, anunciou, esta terça-feira, um pacote de iniciativas delineadas para dar apoio aos anfitriões na crise da covid-19, entre as quais se destaca o pagamento de 250 milhões de dólares aos anfitriões para ajudar a cobrir o custo dos cancelamentos durante a crise.

O pacote, anunciado pelo cofundador e CEO da Airbnb, Brian Chesky, contempla ainda a criação de um Fundo de Ajuda para ‘Superhosts’ (super anfitriões) no valor de 10 milhões de dólares. Este fundo foi criado com um milhão de dólares em donativos dos próprios membros, sendo que os três cofundadores contribuíram com os restantes nove milhões de dólares.

A empresa dá ainda nota de que atualizou a sua política de cancelamento de “circunstâncias atenuantes”, alargando-a a todas as reservas efetuadas até 31 de maio, inclusive.

Se um hóspede tiver feito uma reserva de estadia antes de 14 de março, que comece em qualquer momento antes de 31 de maio, poderá cancelar a reserva e obter um reembolso total ou um crédito de viagem se for afetado pela covid-19 e não puder viajar.

O CEO Brian Chesky, numa cara enviada aos anfitriões do Airbnb detalha que, desde 11 de março, altura em que a Organização Mundial da Saúde declarou a pandemia, que “enfrentamos um dilema”.

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“Se permitirmos que os hóspedes cancelem e recebam um reembolso, sabíamos que isso poderia ter consequências significativas no nosso sustento. Porém, não poderíamos ter convidados e anfitriões pressionados a colocar-se em situações inseguras e criar um risco adicional à saúde pública”, reforça, acrescentando que foi então “determinado que tínhamos que permitir que seus convidados cancelassem e recebessem um reembolso total, incluindo todas as nossas taxas. Saiba que esta decisão não foi uma decisão comercial, mas baseada na proteção da saúde pública”.

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