Covid-19: Agência Europeia do Medicamento dá parecer sobre vacina Janssen esta terça-feira

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) dará um parecer sobre a vacina Janssen contra a covid-19, cuja utilização está suspensa nos Estados Unidos e na Europa por existir uma relação com coágulos no sangue.

Executive Digest

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) anunciou que dará esta terça-feira um parecer sobre a vacina Janssen contra a covid-19, cuja utilização está suspensa nos Estados Unidos e na Europa por existir uma relação com coágulos no sangue.

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A Agência, com sede em Amesterdão, revelou que irá dar uma “conferência de imprensa virtual sobre as conclusões a propósito da avaliação da segurança” da vacina do grupo Johnson & Johnson. A conferência de imprensa deverá ser às 16:00 (hora de Portugal) de hoje.

A Janssen anunciou que, por sua iniciativa, iria atrasar a distribuição do fármaco na Europa devido à suspensão preventiva da sua administração nos Estados Unidos.

Na quarta-feira da semana passada, a EMA já tinha dito que os benefícios da vacina da Janssen superam os riscos, após casos de coágulos sanguíneos nos Estados Unidos, mas remeteu uma decisão para a próxima semana.

Atualmente, estão aprovadas quatro vacinas na UE: Pfizer/BioNTech, Moderna, Vaxzevria (novo nome da vacina da AstraZeneca) e Janssen.

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Quantas doses chegam a Portugal e quem tem direito?

O anúncio da suspensão da administração da vacina da Janssen surgiu depois de a Europa ter recebido as primeiras doses do fármaco da Johnson & Johnson. Especificamente, Portugal já recebeu 31.200 doses de Janssen na semana passada, que se encontram agora armazenadas à espera de poder ser administradas.

Este mês, Portugal deverá receber ainda mais 55 mil doses, sendo que durante todo esperam-se um total de 4,5 milhões de vacinas. Segundo o coordenador da task-force de vacinação, ainda durante o mês de abril o nosso país receberia 1,8 milhões de doses de vacinas. Contudo, agora com o atraso anunciado na Europa, estes números podem não se confirmar.

Gouveia e Melo disse, numa entrevista ao jornal ‘Público’, que o objetivo é chegar à primeira semana de junho com a vacina administrada – pelo menos a primeira dose – a todos os cidadãos acima dos 60 anos, esperando-se que este fármaco venha ajudar a cumprir a meta.

Líderes portugueses mantêm confiança no regulador e nas vacinas

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Tanto o primeiro-ministro, António Costa, como a ministra da saúde, Marta Temido, já manifestaram a sua confiança nas vacinas e no regulador europeu.

«Sempre disse que as autoridades nacionais e todos os estados-membros da União Europeia (UE) devem respeitar as decisões da Agência Europeia do Medicamento (EMA) e evitar tomar medidas unilaterais», sublinhou Costa na semana passada. «Da minha parte só tenho a dizer que se os técnicos entendem que assim é, eu só posso concordar», acrescentou.

Também a ministra da Saúde, lançou um apelo para que a população mantenha a confiança nas entidades reguladoras de medicamentos: «Sabemos que a vacina é a nossa melhor arma a longo prazo para sairmos desta doença e por isso a confiança nas autoridades reguladoras, sejam elas europeias ou não, na tomada deste tipo de decisões deve ser mantida», reiterou o governante.

Portugal, adiantou ainda Marta Temido, «tem um plano de vacinação com mais de 65 anos, graças ao qual o país recuperou em muitos indicadores, estando numa posição muito honrosa em saúde pública e portanto pode haver confiança naquilo que são as vacinas e o papel das autoridades», concluiu.

Quais os efeitos secundários da vacina?

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1. Muito frequentes (podem afetar mais de uma em 10 pessoas): dor de cabeça, náuseas, dores musculares, dor no local da injeção, sensação de cansaço;

2. Frequentes (podem afetar até uma em 10 pessoas): vermelhidão no local da injeção, inchaço no local da injeção, arrepios, dores nas articulações, tosse, febre;

3. Pouco frequentes (podem afetar até uma em 100 pessoas): erupção cutânea, fraqueza muscular, dor nos braços ou nas pernas, sensação de fraqueza, mal-estar geral, espirros, dor de garganta, dor nas costas, tremores;

4. Raros (podem afetar até uma em mil pessoas): reação alérgica, urticária.

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