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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 05 Jun 2026 16:05:03 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Arménia torna-se novo &#8216;campo de guerra&#8217; entre União Europeia, Rússia e EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:58:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Arménia prepara-se para umas das eleições mais observadas da sua história recente, num momento em que o país do Cáucaso Sul se encontra no centro de uma intensa disputa geopolítica entre a Rússia de Vladimir Putin, a União Europeia e os Estados Unidos. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Arménia prepara-se para umas das eleições mais observadas da sua história recente, num momento em que o país do Cáucaso Sul se encontra no centro de uma intensa disputa geopolítica entre a Rússia de Vladimir Putin, a União Europeia e os Estados Unidos. O escrutínio, marcado para este domingo, poderá determinar não apenas a composição política interna do país, mas também a direção estratégica que Erevan seguirá nos próximos anos.</p>
<p>A crescente atenção internacional resulta do delicado equilíbrio que o primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinián, tem procurado manter entre os históricos laços com Moscovo e a aproximação cada vez mais evidente ao Ocidente. Ao mesmo tempo, Washington procura reforçar a sua influência na região através de projetos económicos e estratégicos apoiados pela administração de Donald Trump.</p>
<p>Apesar da forte dependência económica da Rússia, dos profundos laços culturais herdados da antiga União Soviética e da presença de uma base militar russa em território arménio, as relações entre Erevan e Moscovo deterioraram-se significativamente após os conflitos em Nagorno-Karabakh.</p>
<p>A liderança arménia acusa o Kremlin de não ter prestado o apoio esperado quando o Azerbaijão lançou as suas ofensivas para recuperar o controlo do enclave de maioria arménia. O primeiro grande golpe ocorreu em 2020, sendo seguido por uma nova ofensiva três anos mais tarde, que acabou por consolidar a superioridade militar de Bacu e conduziu ao êxodo de mais de 100 mil arménios.</p>
<p>A perceção de que a Rússia permaneceu passiva perante estes acontecimentos levou Pashinián a congelar a participação da Arménia na Organização do Tratado de Segurança Coletiva, frequentemente descrita como uma espécie de NATO do espaço pós-soviético. Paralelamente, o governo arménio começou a diversificar os seus fornecedores militares, aproximando-se de países como a França e a Índia.</p>
<p><strong>Aproximação à União Europeia e aos Estados Unidos preocupa o Kremlin</strong><br />
A mudança de orientação estratégica não se limitou à área militar. O executivo arménio intensificou os contactos diplomáticos com a União Europeia e com os Estados Unidos, um movimento que, segundo o artigo original, passou a ser visto com crescente desconfiança por Moscovo.</p>
<p>A tensão aumentou particularmente em maio, quando Erevan recebeu a Cimeira da Comunidade Política Europeia. O encontro reuniu diversos líderes europeus e ocidentais, incluindo Emmanuel Macron, Volodymyr Zelenskyy e Mark Carney.</p>
<p>O evento foi interpretado como uma demonstração pública da crescente proximidade da Arménia ao bloco ocidental, num momento particularmente sensível para Pashinián, que procura conquistar um terceiro mandato consecutivo.</p>
<p><strong>Popularidade interna e projeção internacional</strong><br />
O partido governamental, Contrato Cívico, continua a liderar as sondagens e surge como favorito perante uma oposição fragmentada.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Pashinián tem vindo a aumentar a sua notoriedade internacional e mediática. Segundo o artigo, a sua presença nas redes sociais transformou-se num fenómeno viral, com vídeos que acumulam centenas de milhares de visualizações e uma base de seguidores próxima de um milhão no Instagram, um número significativo para um país cuja população não ultrapassa os três milhões de habitantes.</p>
<p><strong>Rússia apoia oposição e utiliza pressão económica</strong><br />
Perante a dificuldade em encontrar uma alternativa política capaz de rivalizar diretamente com Pashinián, Moscovo tem apostado em diferentes figuras da oposição arménia.</p>
<p>Entre elas encontra-se Samvel Karapetyan, empresário que construiu a sua fortuna na Rússia e que lidera a coligação Arménia Forte. O magnata encontra-se atualmente em prisão domiciliária em Erevan, acusado de incitamento à tomada violenta do poder.</p>
<p>Outro nome associado à estratégia russa é Robert Kocharián, que lidera um bloco político próprio. Também Gagik Tsarukyan, cujo partido mantém ligações ao partido Rússia Unida, surge como uma das figuras relevantes da oposição.</p>
<p>Contudo, o principal instrumento de pressão russa parece estar a ser exercido na esfera económica. O artigo refere restrições à importação de flores, frutas, brandy, água mineral e outros produtos arménios.</p>
<p>Foi neste contexto que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou a atuação de Moscovo.</p>
<p>“Ao alargar as restrições à exportação de produtos arménios, Moscovo está a utilizar as relações económicas como arma de pressão política”, declarou von der Leyen.</p>
<p>A responsável acrescentou ainda: “Conhecemos muito bem este manual, por isso a Europa apoia firmemente a Arménia”.</p>
<p>Na sequência dessa posição, Bruxelas comprometeu-se a disponibilizar mais de 50 milhões de euros em apoio financeiro imediato ao país.</p>
<p><strong>Bruxelas quer evitar um cenário semelhante ao da Geórgia</strong><br />
A União Europeia procura impedir que a Arménia siga o mesmo percurso da vizinha Geórgia.</p>
<p>Tbilissi chegou a assinar um acordo de associação com Bruxelas e recebeu o estatuto de país candidato à adesão, juntamente com a Ucrânia e a Moldávia. No entanto, a aproximação crescente à Rússia e as acusações de deriva autoritária sob a liderança do partido Sonho Georgiano acabaram por comprometer essas ambições.</p>
<p>Segundo o artigo, os dirigentes europeus acreditam que a Arménia ainda poderá seguir uma trajetória diferente.</p>
<p><strong>Putin avisa para incompatibilidade entre UE e bloco económico russo</strong><br />
Durante uma recente visita de Pashinián a Moscovo, Vladimir Putin terá deixado uma mensagem clara ao líder arménio.</p>
<p>De acordo com o texto, o presidente russo alertou que a adesão à União Europeia seria incompatível com a permanência da Arménia na União Económica Euroasiática.</p>
<p>Além disso, terá advertido para a possibilidade de imposição de tarifas comerciais e de novas restrições aos cidadãos arménios que trabalham em território russo.</p>
<p><strong>Trump aposta em corredor estratégico para o Cáucaso</strong><br />
Os Estados Unidos surgem como outro protagonista importante neste processo.</p>
<p>A administração Trump tem demonstrado interesse crescente na região, sobretudo por razões económicas e estratégicas. Nos últimos meses, tanto o vice-presidente JD Vance como o secretário de Estado Marco Rubio deslocaram-se a Erevan para reforçar a cooperação bilateral.</p>
<p>Antes disso, Trump tinha promovido um acordo de paz entre a Arménia e o Azerbaijão, recebendo na Casa Branca Pashinián e o presidente azeri Ilham Aliyev.</p>
<p><strong>O projeto TRIPP e o apoio explícito de Trump</strong><br />
Uma das principais apostas norte-americanas é o chamado Corredor Trump para a Paz e Prosperidade Internacional (TRIPP), também conhecido como corredor de Zangezur.</p>
<p>O projeto prevê a criação de uma rota estratégica para o transporte de pessoas e mercadorias através do sul da Arménia, evitando a passagem por território russo ou iraniano.</p>
<p>Trump manifestou publicamente o seu apoio à recandidatura de Pashinián. Numa publicação na sua rede social, afirmou que o líder arménio “partilha completamente a minha visão de PAZ e PROSPERIDADE para a Arménia e toda a região do Cáucaso Sul”.</p>
<p>O presidente norte-americano acrescentou ainda que Pashinián tem o seu “apoio COMPLETO e TOTAL para a sua reeleição”.</p>
<p>Trump defendeu igualmente o potencial transformador do corredor TRIPP, afirmando que o projeto poderá alterar profundamente a realidade económica do Cáucaso Sul e facilitar novas oportunidades para empresas energéticas norte-americanas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772774]]></sapo:autor>
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		<title>SATA Air Açores reforça operação de verão com aluguer de avião Dash 400</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:55:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A SATA Air Açores vai reforçar a sua operação de verão com mais um avião Bombardier Dash 400, em regime de aluguer, entre 15 de junho e 15 de agosto, anunciou hoje a companhia aérea.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A SATA Air Açores vai reforçar a sua operação de verão com mais um avião Bombardier Dash 400, em regime de aluguer, entre 15 de junho e 15 de agosto, anunciou hoje a companhia aérea.</P><br />
<P>Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, a companhia de aviação açoriana informa que integrará para reforço da frota uma aeronave em regime ACMI (aluguer de aeronave com tripulação), com o objetivo de &#8220;garantir o cumprimento do programa de voos previsto e os reforços planeados para o período de maior procura&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Para garantir a continuidade e robustez da operação interilhas no pico da estação de verão, a companhia recorre, assim, à contratação em regime de ACMI, através da integração de uma aeronave Bombardier Dash Q400, com 78 lugares, operada pela Luxwing, companhia com experiência prévia no arquipélago dos Açores&#8221;, segundo a nota.</P><br />
<P>De acordo com a empresa, tal como já aconteceu em operações anteriores, um elemento de cabine da SATA Air Açores acompanhará o serviço a bordo.</P><br />
<P>A decisão de a SATA recorrer ao aluguer de um avião &#8220;decorre do atraso que se verifica na entrada ao serviço de uma nova aeronave Bombardier Dash Q400 (DH4), inicialmente prevista para 15 de junho&#8221;.</P><br />
<P>O adiamento resulta de constrangimentos nos trabalhos de manutenção e de engenharia aeronáutica, &#8220;num contexto de atrasos generalizados que têm vindo a afetar o setor da aviação&#8221;, justifica.</P><br />
<P>A nova aeronave, cuja entrada ao serviço se encontra adiada, integrará a frota da SATA Air Açores (responsável pelas ligações interilhas) de forma permanente, &#8220;reforçando a capacidade da companhia e a resposta ao crescimento da procura ao longo do ano&#8221;.</P><br />
<P>O anúncio da integração de mais um avião Bombardier Q400 (em regime de leasing), foi feito pela administração da SATA, em janeiro, na conferência de imprensa de apresentação do plano de verão para este ano.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772798]]></sapo:autor>
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		<title>Montenegro diz que Seguro mostrou alinhamento com Governo nas soluções para envelhecimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:55:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro considerou hoje que o Presidente da República "mostrou um enorme alinhamento" com o Governo no diagnóstico e soluções para o envelhecimento de Portugal, afirmando que o executivo tem adotado uma "estratégia transversal" para responder a essa questão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro considerou hoje que o Presidente da República &#8220;mostrou um enorme alinhamento&#8221; com o Governo no diagnóstico e soluções para o envelhecimento de Portugal, afirmando que o executivo tem adotado uma &#8220;estratégia transversal&#8221; para responder a essa questão.</P><br />
<P>Em declarações aos jornalistas no final da cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) com os seus homólogos dos Balcãs Ocidentais, na cidade costeira de Tivat, no Montenegro, o primeiro-ministro reagiu às palavras de António José Seguro que, na quinta-feira, alertou que o envelhecimento de Portugal constitui uma &#8220;bomba-relógio&#8221; e salientou que a solidariedade da sociedade civil &#8220;não pode nunca substituir a responsabilidade primeira do Estado&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O senhor Presidente da República mostrou um enorme alinhamento no diagnóstico e também nos caminhos de solução para que tenhamos políticas de envelhecimento em Portugal que possam dar mais qualidade de vida às pessoas que estão numa fase mais adiantada das suas vidas&#8221;, reagiu Luís Montenegro. </P><br />
<P>O primeiro-ministro defendeu que é &#8220;precisamente isso&#8221; que o Governo tem feito &#8220;com uma estratégia que é transversal&#8221; e integra &#8220;o aumento dos rendimentos&#8221;, através de &#8220;três significativos aumentos do Complemento Solidário para Idosos (CSI) e da comparticipação dos medicamentos a 100%&#8221;, mas também &#8220;outros instrumentos relativos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nós aprovámos, já no âmbito deste Governo, o Estatuto do Idoso, que permite agilizar e dinamizar ações destinadas ao voluntariado sénior, ao turismo sénior, ao exercício físico, ao acesso à cultura&#8221;, referiu, afirmando que o executivo aprovou também &#8220;a valorização e o reforço dos cuidados informais&#8221;.</P><br />
<P>Montenegro salientou ainda que o pacote laboral também inclui propostas para a terceira idade, salientando que isso &#8220;não tem sido vincado muito no debate&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O próprio projeto de reforma das leis laborais, &#8216;Trabalho XXI&#8217;, integra a proposta de conciliar o trabalho com pessoas que já estão reformadas, nomeadamente com ma pré-reforma. É uma outra dimensão do Código do Trabalho que nós temos em cima da mesa e que, por vicissitudes do debate político, não tem sido muito colocada em causa&#8221;, disse.</P><br />
<P>Por isso, prosseguiu, &#8220;o Governo tem uma política transversal&#8221; e que, no caso das pessoas que &#8220;estão já fora da vida ativa, que estão numa fase mais adiantada, integra um conjunto de preocupações e de investimentos&#8221;.</P><br />
<P>Esta quinta-feira, num discurso na abertura do 15.º Congresso Nacional das Misericórdias, em Braga, António José Seguro disse que Portugal &#8220;deve dar uma resposta melhor do que tem sido dada&#8221; e avisou que não deixará de lembrar o Estado que tem de cumprir as suas obrigações.</P><br />
<P>&#8220;Manuel Lemos [presidente da União das Misericórdias] chama-lhe tsunami social, eu tenho utilizado a imagem da bomba-relógio, mas ambos chamamos a atenção para os efeitos dramáticos das alterações demográficas no nosso país e para o aumento da pressão do envelhecimento sobre os setores da saúde e da segurança social, duas áreas em que já vivemos situações críticas&#8221;, referiu.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772797]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>EUA oficializam classificação de grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/eua-oficializam-classificacao-de-grupos-criminosos-brasileiros-como-organizacoes-terroristas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo dos Estados Unidos oficializou hoje a classificação das duas maiores fações criminosas do Brasil - PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) - como terroristas, pouco mais de uma semana após o anúncio. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo dos Estados Unidos oficializou hoje a classificação das duas maiores fações criminosas do Brasil &#8211; PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) &#8211; como terroristas, pouco mais de uma semana após o anúncio. </P><br />
<P>A designação foi publicada na edição de hoje do Federal Register, o Diário Oficial dos Estados Unidos, e a determinação foi assinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio.</P><br />
<P>Na publicação, Marco Rubio autoriza o bloqueio de bens e de fundos pertencentes ao PCC e ao CV nos Estados Unidos.</P><br />
<P>&#8220;São estrangeiros que (&#8230;) representam um risco significativo de cometer, ou participaram em treinos para cometer, atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos&#8221;, escreve no texto. </P><br />
<P>A oficialização dos EUA enquadra o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras, segundo a seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade.</P><br />
<P>A publicação também inclui o nome dos dois grupos criminosos como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT, na sigla em inglês).</P><br />
<P>A medida anunciada por Washington no dia 28 de maio ocorreu com a oposição do Governo brasileiro, e atendeu a um pedido explícito do pré-candidato bolsonarista a presidente do Brasil nas eleições de outubro, Flávio Bolsonaro, após a sua visita à Casa Branca. </P><br />
<P>Os EUA estudavam há meses enquadrar o PCC e o CV como terroristas, o que fez as autoridades brasileiras fortalecerem o diálogo com a Casa Branca num esforço de recorrer à cooperação internacional como solução. </P><br />
<P>A atitude dos EUA irritou em particular o Presidente do Brasil, Lula da Silva, que expressou o seu descontentamento com a Casa Branca e disparou, em tom eleitoral, contra Flávio Bolsonaro, a quem chamou de &#8220;traidor da pátria&#8221;. </P><br />
<P>Com a classificação, o Palácio do Planalto teme que os EUA realizem operações militares em território brasileiro, o que é visto como uma ameaça à soberania nacional.</P><br />
<P>O PIX e os bancos nacionais também estariam ameaçados, segundo avaliou o Governo brasileiro em comunicado, perante a incerteza de sanções e &#8220;medidas unilaterais&#8221; adotadas pelos EUA com o novo entendimento sobre o PCC e o CV. </P><br />
<P>Para o chefe da autoridade tributária e aduaneira no Brasil, Robson Barreirinhas, mesmo com ruídos no relacionamento político e comercial com os EUA, o Governo brasileiro pretende intensificar a troca de informações para identificar património de contribuintes brasileiros no exterior. </P><br />
<P>&#8220;Apesar de todos esses ruídos que têm aparecido, continuamos avançando na cooperação internacional. Com a aduana americana tem dado frutos importantes&#8221;, afirmou hoje em entrevista ao jornal O Globo.</P><br />
<P>Barreirinhas contou ainda que vai este mês aos EUA com uma comitiva para tentar estender a parceria ao órgão responsável pela administração tributária no país (IRS, na sigla em inglês).</P><br />
<P>&#8220;Da parte técnica, a gente não pode reclamar, está avançando (&#8230;), vamos buscar uma cooperação mais intensa no sentido de troca de inteligência e informações&#8221;, declarou.  </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772796]]></sapo:autor>
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		<title>UE/Cimeira: Portugal apoia integração gradual dos Balcãs e estatuto de membro associado para Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:55:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro indicou hoje que Portugal apoia a integração gradual dos Balcãs Ocidentais na União Europeia (UE) e o estatuto de membro associado para a Ucrânia, afirmando que o bloco precisa desses mecanismos se quiser ser um ator global.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro indicou hoje que Portugal apoia a integração gradual dos Balcãs Ocidentais na União Europeia (UE) e o estatuto de membro associado para a Ucrânia, afirmando que o bloco precisa desses mecanismos se quiser ser um ator global.</P><br />
<P>Em declarações aos jornalistas no final da cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) com os seus homólogos dos Balcãs Ocidentais, na cidade costeira de Tivat, no Montenegro, o primeiro-ministro referiu que os líderes europeus mostraram um &#8220;forte compromisso em poder acelerar o processo de adesão&#8221; dos países da região e em desenvolver um &#8220;modo de funcionamento intercalar que crie condições de maior envolvimento&#8221;.</P><br />
<P>Em causa está uma proposta defendida pela França e a Alemanha para que os países dos Balcãs Ocidentais possam ser gradualmente integrados na UE, obtendo, à medida que vão cumprindo determinadas etapas nas negociações, algumas regalias &#8211; como, por exemplo, acesso parcial ao mercado único ou estatuto de observador nas reuniões do bloco -, apesar de não serem membros plenos.</P><br />
<P>A &#8220;proposta em cima da mesa, da França e da Alemanha, mereceu, de uma forma generalizada, acolhimento quanto aos princípios. Portugal manifestou também a sua disponibilidade e a sua abertura para poder desenvolver esse método de acelerar o processo de integração&#8221;, indicou Luís Montenegro.</P><br />
<P>O primeiro-ministro salientou que, na prática, isso permitiria que os países dos Balcãs Ocidentais tivessem um envolvimento maior na UE, seja a nível presencial, &#8220;através da participação em reuniões, seja ao nível da articulação das políticas&#8221;, para que possam ser elaboradas projetos conjuntos a nível da energia, política de segurança ou conectividade.  </P><br />
<P>Luís Montenegro defendeu que os países dos Balcãs Ocidentais &#8220;fazem falta à Europa&#8221;, &#8220;reforçam a ideia de autonomia estratégica&#8221; do continente e &#8220;consubstanciam a ideia de paz, de valorização democrática e de desenvolvimento económico da Europa como um todo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;E isso foi um grande avanço face àquilo que tinha sido a última cimeira que decorreu em Bruxelas entre a UE e os Balcãs Ocidentais&#8221; em dezembro, assinalou.</P><br />
<P>Questionado se Portugal também apoia a proposta alemã para dar à Ucrânia o estatuto de membro associado da UE &#8212; através do qual poderia participar nas cimeiras europeias, mas sem poder votar &#8212; enquanto finaliza o processo de adesão, o primeiro-ministro salientou que a lógica &#8220;é muito semelhante&#8221; à dos Balcãs Ocidentais.</P><br />
<P>&#8220;É uma lógica de não ficarmos reféns do processo formal, não vou chamar-lhe burocrático, mas do processo do cumprimento de regras de mérito que são necessárias, mas de darmos um sinal político&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Luís Montenegro defendeu que a Europa precisa de &#8220;ter estes mecanismos de evolução&#8221;, sob pena de estar &#8220;permanentemente na lentidão de processos a ficar para trás do ponto de vista da sua afirmação enquanto bloco que, à escala internacional, pode estar ao lado das grandes potências&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Vamos pôr-lhes os nomes: dos Estados Unidos, da China, também da Rússia e de todos os Estados emergentes&#8221;, frisou. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772795]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Governo oficializa linha de 600 milhões de euros para empresas afetadas pelos custos energéticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:44:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo oficializou hoje a criação da Linha Portugal Resiliência Energética, de 600 milhões de euros, destinada a apoiar empresas afetadas pelo aumento dos custos energéticos devido à instabilidade no Médio Oriente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo oficializou hoje a criação da Linha Portugal Resiliência Energética, de 600 milhões de euros, destinada a apoiar empresas afetadas pelo aumento dos custos energéticos devido à instabilidade no Médio Oriente.</P><br />
<P>A resolução do Conselho de Ministros hoje publicada em Diário da República determina que a linha será gerida pelo Banco Português de Fomento (BPF).</P><br />
<P>Segundo o diploma, a linha destina-se a apoiar, por via da concessão de crédito garantido, empresas com atividade em território nacional afetadas pelo aumento dos custos energéticos resultante do conflito no Médio Oriente.</P><br />
<P>A medida dirige-se a empresas cujos custos com energia representem um peso significativo, prevendo o Governo que os apoios sejam atribuídos em condições mais vantajosas e com acesso facilitado.</P><br />
<P>Os empréstimos garantidos ao abrigo da Linha Portugal Resiliência Energética terão maturidade de cinco anos e um período de carência de até 12 meses.</P><br />
<P>A resolução autoriza ainda a realização de despesa até ao montante global máximo de 45,1 milhões de euros para reforço dos meios financeiros do Fundo de Contragarantia Mútuo (FCGM), a mobilizar de forma faseada.</P><br />
<P>Deste montante, até 39,4 milhões de euros destinam-se à cobertura de potenciais perdas das garantias a emitir, caso estas se venham a verificar, e até 5,7 milhões de euros ao pagamento de comissões de gestão à sociedade gestora do fundo.</P><br />
<P>Os encargos financeiros serão suportados por despesa inscrita no Orçamento do Ministério das Finanças, no capítulo das despesas excecionais, detalha o documento.</P><br />
<P>Os restantes termos e condições da linha serão &#8220;estabelecidos por despacho do membro do Governo responsável pela área das finanças,[&#8230;], mediante proposta formulada pelo BPF, enquanto entidade gestora do FCGM&#8221;.</P><br />
<P>A Linha Portugal Resiliência Energética tinha sido anunciada em 02 de abril pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, que indicou então que se destinaria a financiar necessidades de tesouraria e fundo de maneio de empresas em que os custos da energia representem mais de 20% dos custos de produção.</P><br />
<P>Na altura, o chefe do Governo afirmou que o Estado prestaria garantia pública de 70% para grandes empresas e de 80% para pequenas e médias empresas.</P><br />
<P>A resolução entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772777]]></sapo:autor>
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		<title>Como a corrida ao ouro está a alimentar uma das maiores epidemias de Ébola da história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:43:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A pequena localidade de Mongbwalu, no nordeste da República Democrática do Congo, tornou-se o epicentro de um dos mais graves surtos de Ébola dos últimos anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A pequena localidade de Mongbwalu, no nordeste da República Democrática do Congo, tornou-se o epicentro de um dos mais graves surtos de Ébola dos últimos anos. Numa região onde a extração de ouro sustenta milhares de famílias e atrai trabalhadores de várias partes do país, a atividade mineira está agora a desempenhar um papel central na disseminação do vírus.</p>
<p>Segundo uma reportagem publicada pelo The New York Times, especialistas acreditam que o surto começou nesta cidade mineira da província de Ituri já em fevereiro, mas só foi oficialmente detetado pelas autoridades a 15 de maio. Quando a emergência foi finalmente reconhecida, o vírus já circulava há várias semanas entre os trabalhadores das minas e as comunidades locais.</p>
<p>Entre as vítimas está Mumbere Saidi, de 27 anos, um mineiro que tinha fugido da violência provocada por grupos armados ligados ao Estado Islâmico na sua região de origem.</p>
<p>Depois de percorrer cerca de 320 quilómetros através de uma das zonas mais perigosas de África, encontrou trabalho nas minas de ouro de Mongbwalu. O emprego permitia-lhe enviar algum dinheiro para os pais e sustentar a mulher e a filha bebé.</p>
<p>Mas a segurança que procurava terminou abruptamente quando contraiu a doença.</p>
<p>“O vírus apanhou-o”, contou o irmão, Kondu Ganda, também mineiro, utilizando uma expressão frequentemente usada pelos habitantes da região para evitar pronunciar diretamente a palavra Ébola.</p>
<p>Após a sua morte, equipas da Cruz Vermelha recolheram o corpo da habitação familiar, seguindo os rigorosos protocolos sanitários destinados a evitar novos contágios.</p>
<p><strong>Um vírus pouco conhecido dificultou a deteção</strong><br />
Os especialistas acreditam que este surto é provocado pela variante Bundibugyo do vírus Ébola, uma estirpe menos conhecida para a qual atualmente não existe tratamento específico.</p>
<p>Essa circunstância terá contribuído para atrasar a identificação da epidemia, permitindo que o vírus se propagasse silenciosamente durante várias semanas.</p>
<p>As autoridades locais estimam que mais de 80 pessoas tenham morrido antes mesmo de o surto ser oficialmente reconhecido. Desde então, a situação agravou-se.</p>
<p>A variante Bundibugyo espalhou-se rapidamente entre trabalhadores que operam em condições precárias, muitas vezes lado a lado, em minas informais onde existe uma intensa circulação de pessoas, mercadorias e ouro através das fronteiras da região.</p>
<p><strong>A economia do ouro ajuda a espalhar a doença</strong><br />
Mongbwalu integra a histórica cintura aurífera de Kilo-Moto, uma das mais importantes áreas mineiras da República Democrática do Congo.</p>
<p>Durante mais de um século, o ouro moldou a vida da região. As primeiras minas foram abertas durante o período colonial belga, recorrendo a trabalho forçado. Seguiram-se décadas de exploração, corrupção, conflitos armados e disputas pelo controlo das riquezas minerais.</p>
<p>Atualmente, apesar de a cidade viver uma relativa tranquilidade comparativamente ao passado, continua a atrair milhares de pessoas.</p>
<p>A economia local alimenta um fluxo constante de trabalhadores, comerciantes, contrabandistas e outros intervenientes vindos de diferentes zonas do Congo e também de países vizinhos.</p>
<p>É precisamente esta intensa mobilidade humana que preocupa os especialistas em saúde pública.</p>
<p>“Tememos estar apenas no início da nossa desgraça”, afirmou Jean-Pierre Bikilisende, antigo presidente da câmara local.</p>
<p><strong>Mineiros continuam a trabalhar apesar do surto</strong><br />
Nas minas, a atividade prossegue praticamente sem interrupções.</p>
<p>Muitos trabalhadores reconhecem ter ouvido falar da doença, mas admitem não saber como se proteger ou simplesmente não terem alternativa económica.</p>
<p>Bienvenue Bironyi, um mineiro oriundo da província de Kivu do Norte, afirmou que continua a trabalhar normalmente.</p>
<p>“Continuamos a trabalhar da manhã à noite. Nada mudou”, disse.</p>
<p>A necessidade financeira pesa fortemente nas decisões dos trabalhadores.</p>
<p>Gedeon Abimana explicou que consegue ganhar entre 136 e 272 dólares por semana, valores considerados elevados para os padrões das zonas rurais congolesas.</p>
<p>O trabalho, contudo, envolve riscos adicionais. Para separar o ouro, os mineiros utilizam mercúrio, frequentemente manuseado sem qualquer proteção, expondo-se a doenças graves e danos neurológicos.</p>
<p>“Que podemos fazer? Não temos escolha senão trabalhar”, afirmou.</p>
<p><strong>Cerca de 300 mortes suspeitas</strong><br />
Embora o número exato de infetados continue por determinar, o reforço recente da capacidade laboratorial começou a fornecer um retrato mais claro da situação.</p>
<p>As estimativas apontam para cerca de 300 mortes suspeitas relacionadas com o surto até ao momento.</p>
<p>Ainda assim, os especialistas admitem que a verdadeira dimensão da epidemia pode ser significativamente superior, precisamente porque o vírus circulou durante meses sem ser detetado.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a elevada cotação internacional do ouro continua a incentivar a manutenção da atividade mineira.</p>
<p><strong>Morcegos, minas e incertezas</strong><br />
A investigação científica continua a tentar compreender em detalhe a origem e a evolução do surto.</p>
<p>Na região, os morcegos frugívoros são frequentemente apontados como reservatórios naturais dos vírus responsáveis pelo Ébola.</p>
<p>Nas proximidades das minas existem zonas onde estes animais são abundantes, aumentando as preocupações sobre possíveis ligações entre a fauna local e a propagação da doença.</p>
<p>Apesar disso, muitas questões permanecem sem resposta.</p>
<p><strong>Desconfiança dificulta combate à epidemia</strong><br />
Outro dos grandes obstáculos enfrentados pelas autoridades é a profunda desconfiança da população.</p>
<p>Segundo o ministro da Saúde congolês, Samuel Roger Kamba, o principal desafio não é mobilizar equipas médicas, mas convencer as comunidades a seguirem as recomendações sanitárias.</p>
<p>Em Mongbwalu, muitos habitantes acreditam que o Ébola não existe ou que se trata de uma invenção criada para gerar lucros para médicos e organizações internacionais.</p>
<p>A ausência de tratamentos eficazes e a elevada mortalidade entre os doentes internados contribuem para alimentar estas suspeitas.</p>
<p>“Há histórias loucas a circular”, afirmou Shadrack Toko, responsável numa das minas da região. “Dizem que as pessoas levadas para o hospital recebem injeções de veneno ou até que lhes cortam os órgãos genitais.”</p>
<p><strong>Medidas de prevenção ainda são limitadas</strong><br />
Embora algumas minas tenham começado a adotar precauções, como a utilização de máscaras ou a redução do número de trabalhadores alojados nas mesmas tendas, a realidade geral continua a ser marcada pela normalidade aparente.</p>
<p>Os bares permanecem abertos, as escolas continuam a funcionar, os táxis-mota circulam pelas ruas e os mineiros regressam diariamente aos locais de extração.</p>
<p>Mesmo entre aqueles que conhecem a existência da epidemia, o ceticismo continua presente.</p>
<p>Deborah Singo, líder comunitária e também mineira, resumiu um sentimento ainda comum na região.</p>
<p>“Ouvi falar disso”, disse sobre o Ébola. “Mas para acreditar realmente, preciso de o ver primeiro.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772769]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mau tempo: Apenas 1% dos prejuízos alvo de apoio pago, indica CNA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:42:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) lamentou hoje que apenas 1% dos prejuízos causados pelo mau tempo tivesse sido alvo de apoio pago, sublinhando que os atrasos devem-se, sobretudo, à falta de recursos humanos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) lamentou hoje que apenas 1% dos prejuízos causados pelo mau tempo tivesse sido alvo de apoio pago, sublinhando que os atrasos devem-se, sobretudo, à falta de recursos humanos.</P><br />
<P>&#8220;Poucos dias depois da tempestade Kristin ter devastado a região Centro, quando o ministro da Agricultura anunciou milhões e euros de apoios para os agricultores afetados e que as candidaturas já estavam abertas, ninguém esperaria que, passados mais de quatro meses, apenas 1% dos prejuízos tivesse sido alvo de apoio pago&#8221;, criticou, em comunicado, a CNA.</P><br />
<P>Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), citados pela confederação, foram apresentadas cerca de 7.700 candidaturas e declarações de prejuízo, correspondendo a danos declarados que ultrapassam os 550 milhões de euros.  </P><br />
<P>Destes, 206 milhões de euros foram contabilizados na região Centro, 167 milhões de euros em Lisboa e Vale do Tejo e 180 milhões de euros no Alentejo. </P><br />
<P>Já os dados do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas revelam 847 candidaturas, que correspondem a 5,6 milhões de euros de apoios pagos. </P><br />
<P>Para a confederação, estes atrasos devem-se à falta de recursos humanos nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) para avaliar as candidaturas. </P><br />
<P>Por outro lado, a CNA indicou que não existem dados atualizados, de forma regular, sobre o número de candidaturas submetidas, analisadas e pagas. </P><br />
<P>&#8220;Mas todo este processo, incluindo naquilo que (não) está a chegar aos agricultores, revela também a falta de vontade política para uma efetiva resposta à calamidade que atingiu milhares de agricultores&#8221;, sublinhou a confederação, exigindo ao Governo a &#8220;urgente alocação dos meios necessários para que o Estado cumpra com a palavra dada&#8221;.</P><br />
<P>A Lusa contactou o Ministério da Agricultura e Mar e aguarda uma resposta. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772770]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Catástrofes causaram mais mortos e desaparecidos em Portugal na última década, indica INE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:34:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O aumento do número de mortos, desaparecidos e pessoas diretamente afetadas devido a catástrofes em Portugal é o "principal retrocesso" no cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "Ação Climática", revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O aumento do número de mortos, desaparecidos e pessoas diretamente afetadas devido a catástrofes em Portugal é o &#8220;principal retrocesso&#8221; no cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) &#8220;Ação Climática&#8221;, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).</P><br />
<P>No relatório Objetivos de Desenvolvimento Sustentável &#8211; Agenda 2030, Indicadores para Portugal &#8212; 2015-2025, o INE considera que houve uma &#8220;evolução globalmente favorável&#8221; ao nível daquele ODS estabelecido pela ONU, que tem em conta as ações tomadas para limitar e prevenir os impactos das alterações climáticas, apontando como &#8220;principal retrocesso&#8221; o &#8220;impacto das catástrofes sobre a população&#8221;.</P><br />
<P>Entre 2015 e 2024, o número de mortes e desaparecidos devido a catástrofes &#8220;aumentou a uma taxa média anual de 39,5%&#8221;, enquanto o de pessoas diretamente afetadas &#8220;cresceu a um ritmo médio anual de 43,0%&#8221;, o que mostra &#8220;a necessidade de reforçar a capacidade de resposta, prevenção e resiliência face aos riscos climáticos&#8221;, indica o relatório.</P><br />
<P>A evolução é &#8220;globalmente favorável&#8221; pois existiu uma &#8220;redução consistente das emissões de gases com efeito de estufa&#8221; e as estratégias de redução do risco de catástrofes foram reforçadas, além de se verificar um &#8220;alinhamento progressivo com as metas internacionais de neutralidade carbónica&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;No domínio das emissões, observa-se uma evolução favorável entre 2015 e 2024, com reduções médias anuais próximas de 3%, refletindo uma trajetória consistente de descarbonização&#8221;, precisa o estudo.</P><br />
<P>Em termos do ambiente, a evolução de Portugal face ao ODS &#8220;Proteger a vida marinha&#8221; é &#8220;globalmente pouco favorável&#8221;, enquanto em relação à proteção da vida terrestre apresenta um desempenho globalmente misto.</P><br />
<P>No primeiro caso, apontam-se avanços na gestão sustentável dos recursos pesqueiros avaliados, acrescentando o relatório que foi &#8220;alcançada e mantida a meta relativa à proteção legal da pequena pesca em 2022 e 2024&#8221;.</P><br />
<P>No entanto, a área de proteção marinha apresenta &#8220;progressos insuficientes, mantendo-se estagnada nos 7% entre 2017 e 2024, longe da meta de 30% até 2030&#8221; e &#8220;o investimento em investigação e desenvolvimento em tecnologia marinha reduziu-se de 2,1% em 2016 para 1,7% em 2022, contrariando os objetivos de reforço da base científica e tecnológica associada à gestão sustentável do oceano&#8221;.</P><br />
<P>Quanto ao ODS &#8220;Proteger a vida terrestre&#8221;, o estudo do INE indica &#8220;progressos relevantes&#8221;, como a &#8220;adoção de quadros legais e institucionais para a proteção da biodiversidade, o reforço da gestão de espécies invasoras e o aprofundamento da cooperação internacional no domínio dos recursos genéticos&#8221;, assinalando, relativamente ao financiamento internacional para a biodiversidade, que a ajuda pública ao desenvolvimento aumentou &#8220;de 0,4 milhões de euros em 2015 para 4,3 milhões de euros em 2025&#8221;.</P><br />
<P>Mas destaca que continuam a existir &#8220;desafios relevantes&#8221; na proteção dos ecossistemas, na gestão sustentável das florestas, na degradação dos solos e no combate ao tráfico ilegal de espécies.</P><br />
<P>Ao nível das cidades, a análise do INE refere que &#8220;os resíduos urbanos continuam a aumentar (+1,3% ao ano), enquanto a taxa de reciclagem diminuiu (-0,4% ao ano), afastando Portugal da meta de 60% estabelecida para 2030&#8221;. </P><br />
<P>Desafio é também o da mobilidade urbana, com 67,8% da população a declarar em 2025 &#8220;nunca ou quase nunca utilizar transportes públicos, refletindo uma forte dependência de transporte individual&#8221;. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772760]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Montenegro garante que irá esclarecer dúvidas da oposição sobre PSU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:18:47 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro garantiu hoje que irá esclarecer as dúvidas dos partidos da oposição sobre a Prestação Social Única (PSU) e recordou que há a tradição em Portugal de juntar os decretos-leis aos pedidos de autorização legislativa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro garantiu hoje que irá esclarecer as dúvidas dos partidos da oposição sobre a Prestação Social Única (PSU) e recordou que há a tradição em Portugal de juntar os decretos-leis aos pedidos de autorização legislativa. </P><br />
<P>&#8220;Com certeza que vamos responder às dúvidas antes do debate [na Assembleia da República], no debate e num processo que será rápido &#8212; creio eu, por aquilo que está comunicado ao Governo &#8212; de tramitação de especialidade também sobre este diploma. Nós assumimos esse compromisso, de resto, com o PS&#8221;, afirmou Luís Montenegro.</P><br />
<P>O primeiro-ministro falava aos jornalistas no final de uma cimeira entre os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) e os seus homólogos dos Balcãs Ocidentais, na cidade costeira de Tivat, no Montenegro, tendo sido questionado sobre a autorização legislativa pedida pelo Governo sobre a PSU. </P><br />
<P>Luís Montenegro recordou que a Constituição da República prevê o mecanismo da autorização legislativa e estabelece que o Governo precisa de esclarecer à Assembleia da República &#8220;o alcance e a dimensão da legislação&#8221; que tenciona adotar.</P><br />
<P>&#8220;No caso concreto, dá-se até a circunstância de nós termos criado o hábito em Portugal de, conjuntamente com os pedidos de autorização, nós juntamos os decretos-lei autorizados, é a designação, para aquilo que será a legislação seguinte aprovada no seio do Governo&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Por isso, prosseguiu, &#8220;o Parlamento tem todos os elementos para poder adotar a sua posição&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;As exigências dos partidos no processo legislativo parlamentar são normais, cada um apresenta as suas ideias. Mas há uma coisa que nós temos de desafiar todos a fazer: querem ou não querem concentrar numa PSU um conjunto muito diverso de apoios sociais àqueles que são os mais pobres, os mais vulneráveis da sociedade? Querem ou não querem moralizar essas ajudas? Querem ou não tratar de fiscalizar melhor e dar maior reciprocidade à solidariedade uns com os outros?&#8221;, desafiou. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772755]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump nunca quis invadir a Gronelândia, garante embaixador dos EUA junto da União Europeia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:18:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Gronelândia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[invasão]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[O embaixador dos Estados Unidos junto da União Europeia procurou esta sexta-feira desvalorizar apolémica gerada pelas declarações de Donald Trump sobre a Gronelândia, tendo afirmado que o presidente norte-americano nunca teve a intenção de lançar uma invasão ao território autónomo dinamarquês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O embaixador dos Estados Unidos junto da União Europeia procurou esta sexta-feira desvalorizar apolémica gerada pelas declarações de Donald Trump sobre a Gronelândia, tendo afirmado que o presidente norte-americano nunca teve a intenção de lançar uma invasão ao território autónomo dinamarquês.</p>
<p>Andrew Puzder defendeu, durante a sua participação no Fórum de Segurança Económica de Bruxelas, que as palavras de Trump foram amplamente mal interpretadas e acabaram por gerar uma perceção errada das intenções de Washington em relação à ilha estratégica do Ártico.</p>
<p>“Interpretou-se que estávamos, de alguma forma, a ameaçar a integridade territorial da Gronelândia”, afirmou o diplomata. No entanto, acrescentou que “o presidente nunca disse que íamos invadir” o território.</p>
<p>Desde o início do seu segundo mandato presidencial, Donald Trump voltou a insistir na importância estratégica da Gronelândia para os interesses norte-americanos. Ao longo dos últimos meses, o chefe de Estado norte-americano sugeriu repetidamente a possibilidade de anexar a ilha, chegando a não excluir publicamente o recurso à força militar.</p>
<p>Essas declarações provocaram forte preocupação entre vários governos europeus, sobretudo na Dinamarca, país ao qual a Gronelândia pertence enquanto território autónomo.</p>
<p>Contudo, Andrew Puzder considerou que o verdadeiro objetivo das intervenções de Trump era chamar a atenção para a relevância geopolítica da região do Ártico e não anunciar qualquer plano militar concreto.</p>
<p>Na visão do embaixador, as palavras do presidente serviram para colocar a Gronelândia no centro do debate estratégico internacional, mas não deveriam ter sido interpretadas de forma literal.</p>
<p><strong>Rubio reforçou recentemente posição ambígua</strong><br />
As declarações de Puzder surgem apenas um dia depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter abordado o tema durante uma audição na Comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.</p>
<p>Questionado sobre o estatuto da ilha, Rubio afirmou que a Gronelândia faz parte da Dinamarca, mas acrescentou a expressão “por agora”, uma observação que voltou a alimentar especulações sobre as intenções futuras da administração norte-americana.</p>
<p><strong>Conversações substituíram cenário militar</strong><br />
Apesar das declarações iniciais terem gerado tensão diplomática, Trump acabaria por afastar formalmente a hipótese de uma invasão militar da Gronelândia já em janeiro.</p>
<p>Em vez disso, foram iniciadas negociações entre os Estados Unidos e a Dinamarca com o objetivo de reforçar a presença militar norte-americana na ilha, considerada uma localização estratégica fundamental para a defesa do Ártico e para o acompanhamento das atividades da Rússia e da China na região.</p>
<p>Durante a sua intervenção em Bruxelas, Puzder utilizou uma metáfora invulgar para ilustrar a forma como, na sua opinião, a Europa reagiu às declarações de Trump.</p>
<p>Comparando o debate político a um cappuccino, o diplomata afirmou que a atenção se concentrou excessivamente na espuma e não no conteúdo principal.</p>
<p>“Quando se pede um cappuccino, pede-se pelo café, não pela espuma. Por isso, concentremo-nos no café e não na espuma. E muito disto é espuma”, declarou.</p>
<p>Com esta comparação, o representante norte-americano procurou transmitir a ideia de que o foco deveria estar na importância estratégica da Gronelândia para a segurança ocidental e não na retórica utilizada por Trump para destacar essa questão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772732]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: GNR sinalizou mais de 11.800 terrenos por limpar e deteve 109 pessoas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:04:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, até 30 de maio deste ano, 2.921 incêndios florestais, enquanto no mesmo período de 2025 foram registados 795, fez 109 detenções e mais de 11.800 sinalizações de terrenos por falta de limpeza.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, até 30 de maio deste ano, 2.921 incêndios florestais, enquanto no mesmo período de 2025 foram registados 795, fez 109 detenções e mais de 11.800 sinalizações de terrenos por falta de limpeza.</P><br />
<P>Segundo avançou à Lusa a GNR, no âmbito da operação Floresta Segura, até 30 de maio, foram registadas &#8220;2.921 ocorrências de incêndio rural, em comparação com 795 ocorrências no período homólogo de 2025&#8221;.</P><br />
<P>Relativamente à área ardida, arderam &#8220;10.501,1 hectares, comparativamente com 3.673,4 ha no período homólogo do ano transato&#8221;, referiu a força de segurança, acrescentando que, até ao fim de maio, &#8220;foram registados 68 autos de contraordenações a queimadas ilegais, bem como 141 autos de contraordenações a queimas e fogueiras diversas (dados provisórios), tendo sido detidas 109 pessoas&#8221;.</P><br />
<P>Em comparação, até 30 de maio de 2025, tinham sido &#8220;registados 43 autos de contraordenações a queimadas ilegais e 123 autos de contraordenações a queimas e fogueiras diversas, tendo sido detidas 19 pessoas neste âmbito&#8221;.</P><br />
<P>Na gestão de combustível, para prevenção de fogos rurais, a GNR &#8220;realizou 8.548 sinalizações de terrenos para serem limpos&#8221;, enquanto no mesmo período do ano passado &#8220;foram realizadas 10.417 sinalizações&#8221;, números até 30 de maio, mas que se reportam ao final de abril.</P><br />
<P>Nas sinalizações por distrito, Leiria lidera com 1.908 (2.606 até 30 de abril de 2025), seguido de Bragança com 1.213 (1.162), Santarém com 667 (941), Viseu com 526 (798) e Coimbra com 501 (818), enquanto Évora é o menos sinalizado, com 43 terrenos (51 em 2025).</P><br />
<P>No entanto, apesar das sinalizações relacionadas com a gestão de combustíveis serem menores este ano, a GNR teve &#8220;um reforço&#8221; da sua atividade no âmbito da tempestade Kristin, nos distritos de Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Santarém, que resultaram &#8220;à volta de 3.100 monitorizações&#8221; até 30 de abril de &#8220;carga combustível que não foi recolhida dos terrenos&#8221;, afirmou em maio fonte da força de segurança.</P><br />
<P>Em relação às sinalizações nas áreas afetadas pela tempestade Kristin, a GNR sugeriu contactar diretamente o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), em Leiria, que integra a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), GNR e Forças Armadas.</P><br />
<P>Ainda assim, embora os dados relativos aos quatro distritos sejam reportados pelo CIPO, fonte da GNR salientou que a força de segurança registou até 30 de maio &#8220;cerca de 3.300 sinalizações&#8221; de carga combustível por recolher, o que, juntamente com as 8.548 registadas no resto do país, eleva para pelo menos 11.848 terrenos por limpar.</P><br />
<P>Na sequência das ações, o Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (Sepna) da GNR remeteu os ficheiros de georreferenciação com as áreas por limpar para os municípios e as entidades gestoras de infraestruturas para a regularização da situação, apesar de os prazos para limpeza ainda decorrerem.</P><br />
<P>O prazo para os trabalhos de gestão de combustível na rede secundária, no âmbito das medidas de prevenção de incêndios rurais, foi prolongado pelo Governo até 30 de junho, para todo o território nacional, após numa primeira fase apenas vigorar nos concelhos abrangidos por declaração de calamidade, devido às tempestades de janeiro e fevereiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772742]]></sapo:autor>
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		<title>População de lince-ibérico cresceu 95% em quatro anos para 2.663 exemplares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 15:04:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A população de lince-ibérico cresceu 95% em quatro anos e atingiu 2.663 exemplares, o valor mais elevado desde o início da monitorização ibérica, com 129 crias nascidas em Portugal só em 2025, anunciou hoje o Ministério do Ambiente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A população de lince-ibérico cresceu 95% em quatro anos e atingiu 2.663 exemplares, o valor mais elevado desde o início da monitorização ibérica, com 129 crias nascidas em Portugal só em 2025, anunciou hoje o Ministério do Ambiente.</P><br />
<P>Segundo o censo ibérico, citado pelo ministério num comunicado para assinalar o Dia Mundial do Ambiente, que hoje se celebra, a população de lince-ibérico atingiu em 2025 o valor mais elevado desde o início da monitorização coordenada entre Portugal e Espanha.</P><br />
<P>Este número representa um aumento de 10,9% face ao ano anterior, quando se tinham registado 2.401 exemplares, e de cerca de 95% face a 2021, quando a população total era de 1.365 linces.</P><br />
<P>Em território português foram registados 394 animais em 2025, dos quais 265 adultos ou subadultos e 129 crias nascidas naquele ano.</P><br />
<P>O censo de 2025 registou ainda 542 fêmeas reprodutoras a nível ibérico, mais 72 do que no ano anterior, e 952 crias nascidas, estando a presença do lince confirmada em 26 áreas geográficas distintas da Península Ibérica, com reprodução em 18 desses núcleos.</P><br />
<P>&#8220;Quando comparados com os números de 2002, ano em que existiam menos de 100 linces na natureza, os dados atuais demonstram uma recuperação sem precedentes de uma espécie que esteve à beira da extinção&#8221;, destacou o Ministério do Ambiente e Energia no comunicado de hoje.</P><br />
<P>No comunicado, a ministra Maria da Graça Carvalho disse que &#8220;a recuperação do lince-ibérico é uma das maiores histórias de sucesso da conservação da natureza na Europa&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Estes resultados demonstram que é possível inverter processos de perda de biodiversidade quando existe conhecimento científico, compromisso político, cooperação internacional e envolvimento das comunidades locais&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>O comunicado surge uma semana após o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) recuar na decisão de afastar a equipa técnica responsável pelo Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico (CNRLI) desde a sua fundação, há 16 anos.</P><br />
<P>O ICNF anunciou, há três semanas, que ia assumir a gestão direta do centro de reprodução do Lince-ibérico a partir de 1 de junho, decisão que gerou polémica política e científica, reclamações de Espanha, e acabou revertida.</P><br />
<P>Em comunicado, na passada sexta-feira, o ICNF anunciou a recondução da equipa por mais 14 meses.</P><br />
<P>Uma semana depois, o Ministério destaca hoje que o sucesso da recuperação do lince-ibérico resulta de mais de duas décadas de trabalho conjunto entre administrações públicas, centros de reprodução, proprietários e gestores do território, organizações científicas e associações de conservação da natureza.</P><br />
<P>Portugal tem um papel relevante neste esforço, nomeadamente através da ação do ICNF e do centro de reprodução em Silves, destaca.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772741]]></sapo:autor>
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		<title>UE promete novas restrições &#8220;seletivas&#8221; aos vistos Schengen para cidadãos russos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:53:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia anunciou que vai avançar com novas medidas restritivas dirigidas aos cidadãos russos que pretendam obter vistos Schengen.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia anunciou que vai avançar com novas medidas restritivas dirigidas aos cidadãos russos que pretendam obter vistos Schengen, em resposta à crescente pressão política exercida por um grupo de mais de uma dezena de países europeus, que acusa alguns Estados-membros de manterem políticas demasiado permissivas em relação ao turismo proveniente da Rússia.</p>
<p>A iniciativa surge depois de uma coligação liderada pela Suécia e composta por 11 países europeus ter denunciado aquilo que considera ser uma aplicação desigual das orientações adotadas pela União Europeia após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Segundo estes governos, a emissão de vistos para cidadãos russos continua a variar significativamente entre Estados-membros, criando uma situação de “fragmentação” que enfraquece a posição europeia face a Moscovo.</p>
<p>A confirmação foi feita esta sexta-feira pelo porta-voz da Comissão Europeia para as Migrações, Markus Lammert, que revelou que Bruxelas pretende incluir novas restrições no âmbito da revisão do Código de Vistos da União Europeia.</p>
<p>“Vamos propor a introdução de medidas restritivas específicas em matéria de vistos para responder melhor aos riscos de segurança decorrentes de ações hostis de países terceiros”, afirmou o responsável.</p>
<p>As alterações deverão ser apresentadas apenas no próximo ano, o que significa que não terão qualquer impacto na atual época turística de verão.</p>
<p>Apesar da intenção de endurecer as regras, Bruxelas sublinhou que a emissão de vistos continua a ser uma competência nacional, cabendo aos Estados-membros a decisão final sobre os pedidos apresentados, enquanto a Comissão desempenha apenas funções de supervisão e coordenação a nível europeu.</p>
<p>Até ao momento, o executivo comunitário não divulgou detalhes adicionais sobre o conteúdo das futuras restrições.</p>
<p><strong>Carta de 11 países aumenta pressão sobre Bruxelas</strong><br />
A decisão, recorde-se, surge na sequência de uma carta enviada esta semana à Comissão Europeia por 11 países europeus: República Checa, Dinamarca, Finlândia, Estónia, Islândia, Letónia, Lituânia, Países Baixos, Noruega, Polónia e Suécia.</p>
<p>Embora Islândia e Noruega não pertençam à União Europeia, ambos os países integram o Espaço Schengen, que permite a livre circulação sem controlos fronteiriços internos.</p>
<p>No documento, os signatários criticam a forma como as orientações adotadas em 2022 têm sido aplicadas pelos diferentes Estados-membros. Essas recomendações procuravam reduzir a prioridade atribuída a viagens consideradas não essenciais por cidadãos russos e reforçar a análise de riscos relacionados com segurança e controlo de fronteiras.</p>
<p>As regras foram posteriormente endurecidas e, em 2025, os vistos de entradas múltiplas foram gradualmente substituídos por vistos de entrada única.</p>
<p>Ainda assim, os países signatários consideram que os resultados ficaram aquém do esperado.</p>
<p>“A aplicação desigual destas orientações pelos Estados-membros deixa muito a desejar, uma vez que carece de solidariedade e de coerência”, refere a carta.</p>
<p>Os governos acrescentam que “a fragmentação enfraquece a nossa capacidade de influência, mina a confiança pública e corre o risco de transmitir sinais contraditórios num momento em que são necessárias clareza e determinação”.</p>
<p>Por esse motivo, pedem à Comissão Europeia que apresente “o mais rapidamente possível” novas medidas “restritivas e vinculativas”, destinadas a uniformizar a aplicação das regras em todo o bloco comunitário.</p>
<p>Além disso, defendem que Bruxelas passe a divulgar regularmente dados estatísticos sobre os vistos atribuídos a cidadãos russos.</p>
<p><strong>Número de vistos caiu drasticamente desde a invasão da Ucrânia</strong><br />
A Comissão Europeia procurou, contudo, defender o trabalho realizado desde o início da guerra. Segundo Markus Lammert, a restrição da emissão de vistos para cidadãos russos tem sido uma prioridade da União Europeia desde os primeiros momentos da invasão em grande escala da Ucrânia, em 2022.</p>
<p>“Restringir a emissão de vistos a cidadãos russos tem sido uma das principais prioridades da Comissão desde o início da agressão russa contra a Ucrânia. Tomámos medidas sem precedentes e continuaremos a fazê-lo”, afirmou.</p>
<p>Bruxelas destaca que os números registaram uma redução muito significativa nos últimos anos.</p>
<p>Antes da guerra, os países Schengen concediam, em média, cerca de quatro milhões de vistos por ano a cidadãos russos. Em 2025, esse número caiu para aproximadamente 500 mil vistos, representando uma redução superior a 85%.</p>
<p><strong>França, Itália e Espanha no centro da polémica</strong><br />
Apesar da diminuição global dos vistos atribuídos a russos, três países continuam a destacar-se pela quantidade de autorizações emitidas: França, Itália e Espanha.</p>
<p>Dados relativos a 2025 mostram que a França liderou a emissão de vistos Schengen para cidadãos russos, com quase 180 mil autorizações concedidas, um número superior ao registado no ano anterior.</p>
<p>A Itália ocupou a segunda posição, com cerca de 160 mil vistos emitidos, apesar de uma ligeira redução face a 2024.</p>
<p>Já Espanha ficou em terceiro lugar, aproximando-se dos 100 mil vistos, mantendo números relativamente estáveis em comparação com o ano anterior.</p>
<p>Embora os três países não sejam mencionados diretamente na carta dos 11 governos, o documento contém uma crítica que é amplamente interpretada como dirigida a estes Estados.</p>
<p>“É profundamente preocupante assistir ao aumento do número de turistas russos a desfrutarem de férias em praias e estâncias turísticas europeias enquanto mísseis e drones continuam a atingir civis e infraestruturas civis na Ucrânia”, afirmam os signatários.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772725]]></sapo:autor>
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		<title>Portaria que define novo procedimento para desafetação de cinemas publicada em DR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:30:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O procedimento que poderá levar à desafetação de salas de cinema, e que passa a incluir a auscultação de municípios e organismos com responsabilidades na área do cinema, foi hoje publicado em Diário da República.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O procedimento que poderá levar à desafetação de salas de cinema, e que passa a incluir a auscultação de municípios e organismos com responsabilidades na área do cinema, foi hoje publicado em Diário da República.</P><br />
<P>Em abril, o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto revelou que os municípios e organismos com responsabilidades na área do cinema passariam a ser envolvidos na avaliação do impacto cultural que a desafetação das salas de cinema tem nos territórios em causa.</P><br />
<P>Isso mesmo está traduzido na portaria publicada hoje em Diário da República, que &#8220;aprova o procedimento conducente à decisão do membro do Governo responsável pela área da cultura relativamente à afetação dos recintos de cinema a atividade de natureza diferente&#8221;.</P><br />
<P>No artigo 3.º fica definido que a tutela deverá pedir um parecer, &#8220;não vinculativo&#8221;, à Cinemateca Portuguesa, à Direção-Geral das Artes, ao Instituto do Cinema e do Audiovisual, aos vice-presidentes das comissões de coordenação e desenvolvimento regional para a área da cultura e ao município onde se localizam as salas de cinema a desafetar, &#8220;no início do procedimento de análise do pedido de afetação do recinto de cinema a atividade de natureza diferente&#8221;.</P><br />
<P>Em abril, o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto tornou público que esta decisão resultou das recomendações do grupo de trabalho sobre exibição cinematográfica, cujo relatório final foi entregue a 27 de março e apresentado formalmente à ministra no dia 06 de abril.</P><br />
<P>O grupo de trabalho foi criado pelo Governo após o aumento significativo de pedidos de desafetação da atividade das salas de cinema, nos últimos dois anos.</P><br />
<P>Em 2025 foram formalizados pedidos para desafetação de 32 salas de cinema, aos quais se somam mais 12 salas entre janeiro e março deste ano.</P><br />
<P>Este números são destacados no preâmbulo da Portaria hoje publicada, que recorda igualmente números anteriores a estes &#8211; a desfetação de 35 recintos desde 1990 -, &#8220;de acordo com dados disponíveis&#8221;.</P><br />
<P>O procedimento continua a ser dirigido pela Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), que remete à tutela da Cultura uma proposta de decisão que poderá ser ou não validada.</P><br />
<P>A portaria hoje publicada entra em vigor no sábado e &#8220;é aplicável aos requerimentos pendentes de decisão à data da sua entrada em vigor&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772718]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PSP detém no aeroporto de Lisboa homem procurado por Israel por desvio de fundos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/psp-detem-no-aeroporto-de-lisboa-homem-procurado-por-israel-por-desvio-de-fundos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A PSP deteve na quinta-feira no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, um homem procurado por Israel por suspeita de ter desviado fundos de uma sociedade de serviços financeiros, anunciou hoje a força policial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A PSP deteve na quinta-feira no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, um homem procurado por Israel por suspeita de ter desviado fundos de uma sociedade de serviços financeiros, anunciou hoje a força policial.</p>
<p>O homem, de 44 anos, foi detido durante o controlo fronteiriço no âmbito de um mandado de detenção internacional difundido pela Interpol e emitido pelas autoridades judiciárias de Israel.</p>
<p>Segundo a PSP, o detido exerceu &#8220;funções numa sociedade de serviços financeiros&#8221; e é suspeito &#8220;de se ter apropriado de montantes superiores a nove milhões de shekels, aproximadamente 2,68 milhões de euros, através de operações financeiras alegadamente simuladas e com recurso a entidades terceiras&#8221;.</p>
<p>Em causa está a presumível prática de &#8220;crimes relacionados com apropriação indevida de fundos, obtenção de vantagem patrimonial através de fraude, falsificação de registos societários, abuso de confiança em contexto empresarial, branqueamento de capitais e prestação de informação enganosa a investidores&#8221;.</p>
<p>O homem vai ser apresentado ao Tribunal da Relação de Lisboa, para aplicação de medidas de coação enquanto aguarda o desenrolar do processo de extradição para Israel.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772717]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Acidente/Elevador: PS/Lisboa insiste em falta de transparência de Moedas sobre auditorias e apoios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:28:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A vereação socialista na Câmara Municipal de Lisboa (CML) insistiu hoje nas acusações de falta de transparência do executivo liderado por Carlos Moedas sobre as auditorias ao acidente do elevador da Glória e os apoios às vítimas e familiares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A vereação socialista na Câmara Municipal de Lisboa (CML) insistiu hoje nas acusações de falta de transparência do executivo liderado por Carlos Moedas sobre as auditorias ao acidente do elevador da Glória e os apoios às vítimas e familiares.</p>
<p>Em comunicado divulgado após a reunião privada do executivo camarário, os vereadores do PS deram conta de terem voltado a &#8220;confrontar o executivo municipal com a falta de transparência em torno dos procedimentos, auditorias e processos internos relacionados com o acidente com o Elevador da Glória, sem que tenham sido obtidos esclarecimentos concretos por parte do vice-presidente&#8221;, Gonçalo Reis, que tem a tutela da Carris.</p>
<p>O PS lamentou ainda as declarações recentes do presidente da Carris, Rui Lopo, em que referiu que a empresa está a trabalhar para sair por cima deste acidente que ocorreu em setembro de 2025, provocando 16 mortes e mais de 20 feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades, e questionou Gonçalo Reis &#8220;sobre os procedimentos relativos às auditorias desencadeadas pela Carris por indicação do presidente da Câmara, bem como sobre o objeto concreto desses procedimentos e o seu ponto de situação&#8221;.</p>
<p>Segundo os socialistas, o vice-presidente &#8220;não foi capaz de esclarecer qual o âmbito exato das auditorias em curso, o objeto concreto de cada procedimento, os respetivos prazos de realização ou que fases dos trabalhos já se encontram concluídas e com resultados conhecidos&#8221;, e &#8220;não demonstrou sequer disponibilidade para prestar esses esclarecimentos à cidade&#8221;.</p>
<p>O PS salientou um &#8220;padrão de atuação do executivo de Carlos Moedas marcado pela falta de transparência e pela incapacidade de assumir responsabilidades políticas perante problemas graves que afetam serviços e as empresas municipais&#8221;.</p>
<p>Quanto às indemnização às vítimas e familiares, o PS apontou que continua sem se saber quantas foram efetivamente pagas, em que montantes, quantos processos continuam pendentes e qual o ponto de situação dos apoios prometidos às famílias afetadas.</p>
<p>Também a vereação do BE levantou questões sobre o acidente do elevador da Glória, que provocou 16 mortes, e os apoios e indemnizações previstos, tendo o vice-presidente assumido, no final da reunião, que tinha havido pouca informação e que vai agendar uma reunião exclusiva sobre estes temas com a Carris, disse à Lusa fonte camarária.</p>
<p>Na reunião privada de hoje, foi ainda aprovado o deferimento de 18 pedidos de apoio financeiro relativo a diversas áreas de intervenção social, entre os quais a Associação de Moradores do Bairro Padre Cruz, que no total, em 2026, ascenderão a 571 mil euros e, em 2027, a 143 mil euros, avançou a CML em comunicado.</p>
<p>Antes da discussão da agenda prevista para a sessão de hoje, o vereador do PCP, João Ferreira, levantou questões sobre os &#8220;elevados níveis de degradação do espaço público, de equipamentos desportivos, de parques infantis e um inaceitável nível de falta de limpeza urbana no Bairro da Cruz Vermelha&#8221;.</p>
<p>Segundo um requerimento que o PCP também já entregou, a Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar, denunciou &#8220;um número muito significativo de situações de elevada degradação e prolongado abandono do espaço público e de equipamentos urbanos, com destaque para equipamentos dirigidos às crianças e jovens para utilização nos tempos livres&#8221;.</p>
<p>Na queixa entregue pela associação de moradores, está documentada, entre outras situações, a circulação de uma alargada população de ratazanas em zonas de circulação pedonal, nomeadamente, junto das escolas, ou o estado de abandono de uma obra em espaço público, com um amplo buraco sem proteção e com cabos de alta tensão ao alcance de crianças ou jovens desprevenidos.</p>
<p>Os comunistas questionaram Carlos Moedas sobre que conhecimento tem destas situações e se tenciona avançar com uma intervenção de requalificação de toda a área.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772716]]></sapo:autor>
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		<title>Novo calendário do IUC: saiba quando vai passar a pagar no próximo ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:05:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Alteração torna o pagamento do IUC mais previsível, com datas fixas ao longo do ano, mas obriga os proprietários a adaptarem-se a um novo calendário fiscal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Imposto Único de Circulação vai deixar de ser pago no mês da matrícula do veículo a partir do próximo ano. A alteração ao modelo de pagamento do IUC já foi publicada em &#8216;<a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/27-2026-1129514949" target="_blank" rel="noopener">Diário da República</a>&#8216; e cria um novo calendário com datas fixas.</p>
<p>O ano de 2027 será de transição. Nesse período, os proprietários automóveis pagarão o imposto numa única prestação durante o mês de outubro, sempre que o valor seja igual ou inferior a 500 euros.</p>
<p>Se o IUC for superior a 500 euros, o pagamento será dividido em duas prestações, nos meses de julho e outubro.</p>
<p><strong>Novo modelo definitivo chega em 2028</strong></p>
<p>O regime definitivo entra em vigor em 2028. A partir daí, os contribuintes com IUC até 100 euros terão de pagar o imposto até ao final de abril.</p>
<p>Nos casos em que o valor seja superior a 100 euros e igual ou inferior a 500 euros, o pagamento será feito em duas prestações, em abril e outubro.</p>
<p>Para valores acima dos 500 euros, o imposto será dividido em três prestações, a pagar em abril, julho e outubro.</p>
<p>Segundo a RTP, a principal mudança está no fim da ligação entre o pagamento do IUC e o mês da matrícula do veículo, passando o imposto a obedecer a um calendário comum para todos os proprietários automóveis.</p>
<p><strong>O que muda para os condutores?</strong></p>
<p>Na prática, a alteração torna o pagamento do IUC mais previsível, com datas fixas ao longo do ano, mas obriga os proprietários a adaptarem-se a um novo calendário fiscal.</p>
<p>Em 2027, a maioria dos contribuintes ficará concentrada no pagamento de outubro, exceto nos casos em que o imposto ultrapasse 500 euros. Em 2028, o valor do IUC passa a determinar se o imposto é pago de uma só vez ou repartido por duas ou três prestações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772687]]></sapo:autor>
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		<title>Wall Street negoceia em queda no início da sessão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:03:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Wall Street negociava hoje em queda no início da sessão, no dia em que o Senado norte-americano aprovou um pacote de 60.000 milhões de euros para financiar o serviço de imigração e patrulha de fronteiras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Wall Street negociava hoje em queda no início da sessão, no dia em que o Senado norte-americano aprovou um pacote de 60.000 milhões de euros para financiar o serviço de imigração e patrulha de fronteiras. </P><br />
<P>Às 14:47 (hora de Lisboa), o índice Dow Jones recuava 0,33% para 51.397,85 pontos e o tecnológico Nasdaq perdia 1,55% para 26.413,54 pontos.  </P><br />
<P>Já o índice alargado S&amp;P fixava-se em 7.539,47 pontos, menos 0,59%.</P><br />
<P>O Senado norte-americano aprovou hoje um pacote equivalente a 60 mil milhões de euros para financiar o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e a Patrulha de Fronteiras e operações de deportação da administração Trump nos próximos três anos.</P><br />
<P>Os senadores votaram por 52-47 a favor da legislação que vai atribuir às duas agências de imigração um pacote de 70 mil milhões de dólares (cerca de 60 mil milhões de euros) até ao final do mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump. </P><br />
<P>A votação final aconteceu pouco antes das 05:00 locais (10:00 em Lisboa), depois de os republicanos terem derrotado por uma pequena margem várias tentativas de democratas e republicanos de acrescentar ao projeto de lei uma cláusula que proibia permanentemente um fundo de indemnizações para aliados políticos de Trump que acreditam ter sido perseguidos politicamente.</P><br />
<P>O fundo de indemnizações, que irritou muitos republicanos, fazia parte de um acordo confidencial para acabar com o processo judicial movido por Donald Trump contra a Receita Federal norte-americana (IRS) e o Departamento de Justiça por terem divulgado publicamente as suas declarações de impostos privadas ao Congresso em 2022.</P><br />
<P>Apesar de a administração de Donald Trump ter desistido do fundo na terça-feira, o Presidente norte-americano levantou novas dúvidas sobre o futuro do acordo na tarde de quarta-feira &#8211; pouco depois de o Senado ter votado para iniciar o debate sobre o projeto de lei da imigração &#8211; quando disse aos jornalistas que o acordo é &#8220;muito importante&#8221; e afirmou &#8220;não sei&#8221; quando questionado sobre se o acordo estava morto ou suspenso.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772688]]></sapo:autor>
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		<title>Drones ucranianos atingem o ‘posto de gasolina da Europa’: Rússia já raciona combustível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Quase um terço da produção de gasolina russa está afetada. As autoridades russas proibiram ainda, desde segunda-feira, as exportações de querosene, reservando o combustível para uso interno da aviação russa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia está a impor limites ao abastecimento de combustível em milhares de postos de gasolina, numa tentativa de evitar o esgotamento das reservas depois de sucessivos ataques ucranianos a refinarias e à logística de distribuição de hidrocarbonetos, escreve o &#8216;ABC&#8217;. A pressão sobre o sistema aumentou também devido ao consumo da máquina de guerra russa na Ucrânia, que depende de combustível para camiões, tanques e veículos blindados.</p>
<p>Segundo o jornal espanhol, quase um terço da produção de gasolina russa está afetada. As autoridades russas proibiram ainda, desde segunda-feira, as exportações de querosene, reservando o combustível para uso interno da aviação russa.</p>
<p>As restrições já chegaram a grandes empresas energéticas. A Lukoil terá limitado a venda de combustível na região de Moscovo a 100 litros por veículo, enquanto a Gazprom restringiu as compras a 100 litros de gasolina e 150 litros de gasóleo. Noutros postos, os limites são ainda mais baixos, com alguns condutores autorizados a abastecer apenas 60 litros de gasolina ou 100 litros de gasóleo por cada passagem pela bomba.</p>
<p><strong>Ataques ucranianos chegam ao ‘Davos russo’</strong></p>
<p>A capacidade russa de produção de combustível está abaixo dos níveis normais em tempo de paz. De acordo com dados citados no texto, 30% da produção de gasolina e 25% da capacidade total de refinação de petróleo bruto estarão total ou parcialmente paralisadas.</p>
<p>A estratégia ucraniana tem-se concentrado cada vez mais na infraestrutura petrolífera russa. O Governo de Volodymyr Zelensky tem apostado em drones de maior alcance, capazes de atingir alvos a mais de 1.000 quilómetros, levando os ataques para regiões russas que antes da guerra eram conhecidas como o “posto de gasolina da Europa”.</p>
<p>Só nas últimas duas semanas, projéteis atingiram refinarias em Yaroslavl, Samara, Tuapse, Ufa, Perm e Kirishi. Portos e depósitos de combustível em Krasnodar, na região de Leningrado e noutras zonas do Mar Báltico também foram atacados.</p>
<p>A ofensiva coincidiu com o Fórum Económico Mundial de São Petersburgo, conhecido como o “Davos russo”. No primeiro dia do evento, drones atacaram a cidade e muitos dos cerca de 20 mil participantes chegaram ao recinto da feira com colunas de fumo visíveis no horizonte, provenientes de uma das principais refinarias de petróleo do Mar Báltico.</p>
<p><strong>Filas, limites e medo de compras por pânico</strong></p>
<p>O racionamento tem como objetivo regular o consumo, mas também impedir o açambarcamento e as compras por pânico. O &#8216;ABC&#8217; refere que, em São Petersburgo, as restrições estarão ligadas a interrupções na cadeia de abastecimento.</p>
<p>A situação mais grave verifica-se na Crimeia, território anexado e controlado pela Rússia. Desde o final de maio, há um limite de 20 litros de combustível por pessoa e por veículo, mediante o uso de vales, precisamente antes do arranque da época turística. Nas regiões fronteiriças de Belgorod e Kursk, o abastecimento com jerricãs foi proibido.</p>
<p>As restrições obrigam os condutores a regressar mais vezes às bombas, aumentando as filas e a frustração. O impacto é particularmente sensível nos transportes pesados, que dependem de volumes mais elevados de combustível para manter a atividade.</p>
<p><strong>Putin acusa o Ocidente de fornecer drones à Ucrânia</strong></p>
<p>O Kremlin prometeu uma “resposta sistemática” aos ataques ucranianos lançados desde o início do fórum de São Petersburgo. Depois da vaga de drones de quarta-feira, o Ministério da Defesa russo anunciou nova ofensiva no dia seguinte, afirmando que os sistemas de defesa intercetaram 272 drones em várias regiões.</p>
<p>As autoridades russas disseram ainda que quatro pessoas morreram depois de alguns drones atingirem edifícios e um comboio na Crimeia. Moscovo garantiu que os responsáveis serão “punidos” e que haverá represálias “inevitáveis”.</p>
<p>Vladimir Putin acusou diretamente o Ocidente de fornecer drones a Kiev. O presidente russo afirmou que os apoiantes ocidentais estão a entregar à Ucrânia um grande número de drones de diferentes tipos, incluindo aparelhos de longo alcance, e admitiu que alguns conseguem penetrar as defesas russas.</p>
<p>O secretário de Estado americano, Marco Rubio, alertou entretanto para o “risco de escalada” no conflito e criticou o facto de nenhum dos lados se mostrar disposto a fazer as concessões necessárias para restaurar a paz, “particularmente o lado russo”. Rubio acrescentou que a Casa Branca está “pronta” para cooperar no fim da guerra.</p>
<p>A Rússia já tinha vivido uma situação semelhante no outono de 2025, quando várias regiões enfrentaram dificuldades de abastecimento e alguns postos chegaram mesmo a fechar em Moscovo. Agora, porém, os ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera colocam o problema num novo patamar: a guerra está a entrar diretamente no depósito dos carros russos.</p>
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