A Afrigen Biologics anunciou ter criado a sua própria versão da vacina mRNA contra a Covid-19 da Moderna, a partir da sequência genética publicamente disponível. Os testes em humanos devem começar antes do final do ano, salientou esta quinta-feira um responsável da farmacêutica sul-africana. Esta vacina seria a primeira a ser desenvolvida com base de uma vacina amplamente utilizada sem a assistência ou aprovação da entidade responsável pelo desenvolvimento. É também a primeira vacina mRNA projetada, desenvolvida e produzida em escala de laboratório no continente africano.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu no ano passado um consórcio que incluiu a Afrigen Biologics para um projeto piloto para dar aos países pobres e de médio rendimento o know-how para fazer vacinas contra a Covid-19, depois que os líderes de mercado da vacina mRNA, Pfizer, BioNTech e Moderna terem recusado um pedido da OMS para partilhar a sua tecnologia e experiência.
A OMS espera agora que o centro ajude a superar as desigualdades gritantes entre nações ricas e países mais pobres no acesso às doses de vacinas, com 99% de todas as vacinas da África importadas.
“Não copiámos a Moderna, desenvolvemos os nossos próprios processos porque a Moderna não nos deu qualquer tecnologia”, frisou Petro Terblanche, diretor administrativo da Afrigen, à agência ‘Reuters’. “Começámos com a sequência Moderna porque isso dá, na nossa opinião, o melhor material de partida. Mas esta não é a vacina da Moderna, é a vacina Afrigen mRNA hub”, disse. “Só faremos o nosso lote de ensaios clínicos provavelmente daqui a seis meses. A meta é novembro de 2022”, acrescentou Terblanche.



