O ‘Imperial College’, uma universidade no Reino Unido, realizou um estudo sobre o impacto do coronavírus em alguns países da Europa, dos quais Portugal não faz parte, e estimou que em Espanha cerca de 15% da população está infectada com o novo coronavírus, o que resulta em cerca de sete milhões de pacientes infectados, números que se encontram muito longe dos oficiais: 85.195 casos, segundo as autoridades espanholas, avança o ‘El Confidencial’.
No artigo, intitulado «Estimativa do número de pessoas infectadas e impacto de medidas não sanitárias contra à Covid-19 em 11 países europeus» os investigadores do Imperial College calcularam a percentagem real de casos em cada país. Os países analisados foram: Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido. O estudo calculou o intervalo mínimo e máximo dos possíveis contágios em cada país, embora a faixa seja muito ampla, pelo que os dados apresentam muitas variações.

De acordo com o estudo, Espanha é o país com a maior percentagem de infectados dos onze países europeus analisados. Itália, por outro lado, terá cerca de 9,8% da população infectada, segue-se a Bélgica com 3,7% de pacientes infectados, a Suiça com 3,2%, a Suécia com 3,1%, a França com 3%, o Reino Unido com 2,7%, a Áustria e a Dinamarca ambas com 1,1% e por último a Alemanha com apenas 0,72%.
Para além disso, os investigadores do Imperial College, em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), conseguiram calcular o número de vidas salvas na Europa graças à aplicação de medidas restritivas por parte de cada governo. Neste sentido, devido às medidas de confinamento e ‘medidas não sanitárias’ aplicadas por Espanha desde o início de Março, o país regista um total de 16 mil vidas salvas, estimando que poderiam ser ainda mais.
Em toda a Europa, os números aumentam para cerca de 120 mil vidas salvas, com especial destaque para Itália, que, segundo o estudo, salvou até 38 mil vidas com as suas medidas preventivas. Segue-se França com 2.500 vidas salvas, a Bélgica com 560, a Alemanha com 550, o Reino Unido com 370, a Suíça com 340, a Áustria com 140, a Suécia com 82, a Dinamarca com 69 e a Noruega com apenas 10.














