Covid-19: Afinal existem 7 milhões de infectados em Espanha, diz estudo

Um estudo realizado pelo ‘Imperial College’ em Londres, revela que o número de infectados pela covid-19 em Espanha é muito superior ao declarado oficialmente.

Simone Silva

O ‘Imperial College’, uma universidade no Reino Unido, realizou um estudo sobre o impacto do coronavírus em alguns países da Europa, dos quais Portugal não faz parte, e estimou que em Espanha cerca de 15% da população está infectada com o novo coronavírus, o que resulta em cerca de sete milhões de pacientes infectados, números que se encontram muito longe dos oficiais: 85.195 casos, segundo as autoridades espanholas, avança o ‘El Confidencial’.

No artigo, intitulado «Estimativa do número de pessoas infectadas e impacto de medidas não sanitárias contra à Covid-19 em 11 países europeus» os investigadores do Imperial College calcularam a percentagem real de casos em cada país. Os países analisados foram: Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido. O estudo calculou o intervalo mínimo e máximo dos possíveis contágios em cada país, embora a faixa seja muito ampla, pelo que os dados apresentam muitas variações.

La tabla del Imperial College que muestra que España tendría siete millones de infectados por coronavirus.
La tabla del Imperial College que muestra que España tendría siete millones de infectados por coronavirus.

 

De acordo com o estudo, Espanha é o país com a maior percentagem de infectados dos onze países europeus analisados. Itália, por outro lado, terá cerca de 9,8% da população infectada, segue-se a Bélgica com 3,7% de pacientes infectados, a Suiça com 3,2%, a Suécia com 3,1%, a França com 3%, o Reino Unido com 2,7%, a Áustria e a Dinamarca ambas com 1,1% e por último a Alemanha com apenas 0,72%.

Para além disso, os investigadores do Imperial College, em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), conseguiram calcular o número de vidas salvas na Europa graças à aplicação de medidas restritivas por parte de cada governo. Neste sentido, devido às medidas de confinamento e ‘medidas não sanitárias’ aplicadas por Espanha desde o início de Março, o país regista um total de 16 mil vidas salvas, estimando que poderiam ser ainda mais.

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Em toda a Europa, os números aumentam para cerca de 120 mil vidas salvas, com especial destaque para Itália, que, segundo o estudo, salvou até 38 mil vidas com as suas medidas preventivas. Segue-se França com 2.500 vidas salvas, a Bélgica com 560, a Alemanha com 550, o Reino Unido com 370, a Suíça com 340, a Áustria com 140, a Suécia com 82, a Dinamarca com 69 e a Noruega com apenas 10.

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