Em Portugal, na semana de 6 a 10 de abril, a maior proporção de recurso a layoff simplificado observou-se entre as microempresas. O setor de Alojamento e restauração destaca-se com 90% das empresas a referir o recurso ao layoff simplificado, segundo os dados do Inquérito Rápido e Excecional às Empresas (COVID-IREE), realizado pelo Instituto Nacional de Estatística e o Banco de Portugal, divulgado esta terça-feira.
A redução do número de funcionários efetivamente a trabalhar ocorreu principalmente devido ao layoff simplificado e, em menor grau, resultou de faltas no âmbito do estado de emergência, por doença ou por apoio à família.
O inquérito mostra que 48% das empresas em Portugal recorreu ao lay-off simplificado, 31% faltas no âmbito do estado de
emergência, por doença ou para apoio à família, 2% por não renovação de contratos a prazo e 1% por despedimento de
pessoal com contratos por tempo indeterminado.
Uma percentagem reduzida das empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas já beneficiou das medidas anunciadas pelo Governo devido à pandemia, mas existe uma percentagem mais elevada que planeia beneficiar. No entanto, saliente-se que uma proporção significativa das empresas não beneficiou nem planeia beneficiar de cada uma das medidas consideradas individualmente.
De entre as medidas consideradas nesta questão, 54% das empresas já beneficiou ou planeia beneficiar da suspensão do pagamento de obrigações fiscais e contributivas.
Relativamente à moratória de créditos e ao acesso a novos créditos, a proporção de micro e de grandes empresas com intenção de recurso a estas medidas de apoio é menor.
O Inquérito Rápido e Excecional às Empresas (COVID-IREE), com frequência semanal, tendo como objetivo identificar os efeitos da pandemia na atividade das empresas. Esta informação é necessária para que se possam reconhecer tendências e perspetivar linhas a seguir para minorar impactos económicos, nomeadamente sobre as próprias empresas.




