Covid-19: 15 empresas unem esforços para acelerar vacina

São 15 as empresas que se vão unir para tentar encontrar soluções que impulsionem uma maior aceleração no desenvolvimento de vacinas, diagnósticos e outros tratamentos que ajudem no combate à pandemia de Covid-19, de acordo com a ‘SIC Notícias’.

Do grupo de entidades fazem parte, para além da sucursal farmacêutica Novartis, outras empresas como a Johnson & Johnson ou a Fundação Bill e Melinda Gates, que juntas pretendem assim contribuir da melhor forma possível para tentar travar a propagação da epidemia que já infectou mais de 510 mil pessoas em países de todo o mundo, causando ainda quase 23 mil vítimas mortais.

Vas Narasimhan, director executivo da Novartis, manifesta o sentimento de «profunda responsabilidade partilhada em verificar se existem áreas específicas, nas quais a colaboração entre o sector de ciências da vida e o projecto da Fundação Melinda Gates, pode contribuir para acelerar soluções que combatam a pandemia», afirma citado pelo site ‘ReliefWeb’.

«Para além das contribuições individuais que as empresas já estão a realizar, a acção colectiva é fundamental para garantir que todos os estudos sobre vacinas, medicamentos e diagnósticos sejam rapidamente  postos em prática, para ajudar todas as pessoas do mundo, afectadas por esta pandemia», acrescenta Narasimhan.

As empresas pretendem assim incidir em campos específicos, tais como a elaboração de testes com medicamentos já existentes e ainda a produção de componentes e outros ensaios clínicos, aliando os vastos anos de experiência à vontade de contribuir para que o vírus deixe de se propagar pelo mundo.

Este consórcio tem ainda a expectativa de conseguir acelerar o desenvolvimento de outras soluções alternativas que ajudem na luta contra a Covid-19.

Mark Suzman, director executivo da Fundação Bill & Melinda Gates, refere: «Sabemos que o sector privado é onde se encontram as habilidades e os conhecimentos técnicos relacionados com a descoberta, ensaios clínicos e comercialização», disse, acrescentando que «Procuramos aproveitar esse conhecimento e experiência, para estreitar relações com os reguladores nacionais e com a Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objectivo de ajudar a baixar a curva desta epidemia e garantir que os resultados chegam a todo o mundo, particularmente àqueles em situação de maior risco».

A primeira fase desta união entre as empresas passa pela partilha de dados já existentes nos seus históricos, estimando-se que se os resultados forem bem-sucedidos, possam ser realizados testes ‘in vivo’ em menos de dois meses.

Para além das empresas já referidas, o consórcio inclui ainda: BD, abioMérieux, Boehringer Ingelheim, Bristol-Myers Squibb, Eisai, Eli Lilly, Gilead, GSK, Merck (conhecida como MSD fora dos EUA e Canadá), Merck KGaA, Pfizer, e Sanofi.

 

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