Covid-19: 100 milhões de empregos vão extinguir-se depois da pandemia. Conheça os setores mais afetados

Mais de 100 milhões de trabalhadores de baixos rendimentos em todo o mundo podem ter que encontrar um novo emprego até 2030, de acordo com uma previsão recente da McKinsey & Company, citada pelo ‘el Economista’.

A confirmar-se, esta previsão contrasta fortemente com a realidade vivida nas últimas décadas, em que as maiores perdas de empregos nos países desenvolvidos se concentraram sobretudo nos trabalhadores de médios rendimentos, segundo o relatório.

A empresa aponta na pesquisa uma ameaça cada vez mais iminente da automatização, após a crise de Covid-19, sobretudo nas economias mais avançadas, fazendo com que milhões de pessoas percam os seus postos de trabalho, dando lugar às máquinas.

A robotização e algumas mudanças como o teletrabalho podem ter um papel diferencial em relação a outras crises. Embora os períodos pós-recessão sejam frequentemente marcados pela redução de custos, o desemprego pós-pandémico pode estar enraizado em mudanças permanentes no mercado de trabalho, observa a pesquisa.

O relatório da McKinsey cita dados que surgiram durante a pandemia Covid-19 e que considera motivo de preocupação. Os números da produção de robôs na China mais uma vez ultrapassaram os níveis pré-pandémicos em junho de 2020.

Globalmente, a empresa estima que cerca de 30% da força de trabalho ocupe empregos de baixa remuneração, no entanto, entre 43% a 64% dos seus postos de trabalho, podem agora vir a ser substituídos por máquinas em vários países.

Setores mais afetados

A McKinsey estima que 4,3 milhões de empregos em funções de atendimento ao cliente e outros serviços possam desaparecer na próxima década, com os setores de retalho, alimentação e hotelaria a ser os mais afetados. Os cerca de 769 mil empregos adicionados em transporte e entrega compensarão apenas parcialmente essas perdas, observa a pesquisa.

O relatório também destaca algumas oportunidades em setores em crescimento. Por exemplo, ao fazer compras online, a Amazon adicionou mais empregos do que qualquer outra empresa na história durante a pandemia: 427.300 funcionários num período de 10 meses, o que eleva a sua força de trabalho global para pouco mais de 1,2 milhões.

Em setores onde se prevê um elevado crescimento do emprego, como os cuidados de saúde, o mais importante é a qualidade do emprego e não o número de postos de trabalho a criar. As profissões de saúde mais bem pagas, como enfermagem e auxiliar de terapia ocupacional, devem crescer mais rapidamente em termos percentuais.

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