Costuma tomar paracetamol ou aspirina? Estudo alerta para os perigos dos analgésicos

Em alternativa, os médicos devem aconselhar programas de grupo, terapia psicoloógica ou acupuntura, por exemplo.

Executive Digest

A ideia popular de que, por vezes, a cura poderá ser pior do que a doença ganha renovado peso graças a um estudo levado a cabo pelo National Institute for Health and Care Excellence (Nice): a autoridade do Ministério da Saúde britânico descobriu que medicamentos como paracetamol, ibuprofeno ou aspirina podem ser prejudiciais para quem sofre de doenças crónicas.

Por isso mesmo, divulgou novas recomendações dirigidas a médicos, apelando para que não prescrevam estes analgésicos em casos em que o paciente tenha dores constantes ou stress. Em alternativa, devem aconselhar programas de grupo, terapia psicoloógica ou acupuntura, por exemplo.

Será essencial, indica o NICE, colocar o doente no centro do cuidado e promover uma relação colaborativa e de apoio com o profissional de saúde. Comunicação também será um pilar essencial para tratar a dor crónica.

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Embora alguns antidepressivos possam ser considerados como forma de tratamento, paracetamol e outros medicamentos anti-inflamatórios ou opioides devem ser banidos. “Embora haja poucas ou nenhumas provas de que fazem a diferença na qualidade de vida, dor ou problemas psicológicos das pessoas, existem provas de que podem ser prejudiciais”, indica o estudo, referindo-se, por exemplo, à possibilidade de vício.

Paul Chrisp, director do Center for Guidelines do NICE, considera que o principal ponto a reter deste estudo é que a comunicação poderá ser a chave para descobrir o tratamento mais eficaz. «Quando muitos tratamentos são ineficazes ou não são tolerados, é importante compreender como a dor está a afectar a vida da pessoa e daqueles que a rodeiam», explica o especialista.

Paul Chrisp sublinha ainda que é necessário continuar a investigar o leque de opções de tratamento disponíveis para tratar a dor crónica, para que as soluções escolhidas não façam mais mal do que bem.

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